Conteúdo Original
Futebol Torcidas querem intervenção judicial no Corinthians: como medida funciona? Do UOL, em São Paulo 18/08/2026 19h29 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× As principais torcidas organizadas do Corinthians passaram a defender uma intervenção judicial no clube em meio à crise política, administrativa e polêmica com renovação de Memphis Depay. A medida poderia afastar dirigentes e colocar temporariamente a administração nas mãos de interventores escolhidos pela Justiça, mas depende de decisão judicial. O que aconteceu Organizadas convocaram protesto em frente ao Ministério Público de São Paulo. Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão 9, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra marcaram ato para quarta-feira (19), às 14h, para apoiar a atuação do MP-SP e cobrar uma intervenção judicial imediata no Corinthians. Outro protesto está marcado para sábado (22). A manifestação será realizada às 10h, no Parque São Jorge, e terá como alvo dirigentes que, segundo as organizadas, prejudicam o clube. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Torcedores também lançaram um abaixo-assinado pela intervenção. O movimento # LibertaçãoJá defende uma administração técnica e temporária para reestruturar o Corinthians. A possibilidade de intervenção já chegou à Justiça. Em março, 18 sócios protocolaram uma ação pedindo que dirigentes fossem temporariamente substituídos por interventores. O que significa uma intervenção judicial no Corinthians? A Justiça poderia interferir temporariamente na administração do clube. A extensão da medida dependeria da decisão do juíz e poderia envolver desde fiscalização e acesso a documentos até o afastamento de dirigentes e a transferência temporária de poderes administrativos a interventores. Osmar Stabile não seria necessariamente afastado. Isso dependeria do alcance da eventual decisão judicial. No pedido apresentado por sócios em março, porém, foi solicitado o afastamento dos presidentes da Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo, do Cori e do Conselho Fiscal. O Corinthians não ganharia automaticamente um novo presidente eleito. Em caso de intervenção, a Justiça pode nomear um interventor para exercer temporariamente as funções determinadas na decisão. Continua após a publicidade A intervenção não transforma o Corinthians em SAF. O clube continuaria sendo uma associação. Uma eventual transformação em sociedade anônima do futebol dependeria de outro processo e das aprovações necessárias. Quem poderia assumir o Corinthians? A escolha de eventual interventor cabe à Justiça. Não existe uma regra pela qual um determinado dirigente, conselheiro ou integrante da oposição assuma automaticamente o comando em caso de intervenção. O pedido prevê uma ampla revisão da administração. Os autores da ação solicitaram poderes para contratação de auditoria independente e CEO, análise de contratos dos últimos 20 anos, discussão de uma reforma estatutária e eventual SAF e convocação de Assembleia Geral. São pedidos dos autores e não medidas já determinadas judicialmente. A torcida pode conseguir uma intervenção? Protestos e abaixo-assinados não provocam uma intervenção automaticamente. Eles podem aumentar a pressão sobre dirigentes e instituições, mas somente uma decisão judicial pode determinar a medida. Continua após a publicidade O Ministério Público pode atuar no caso. O STF decidiu que o órgão pode atuar em assuntos envolvendo entidades esportivas quando houver, entre outras hipóteses, possível violação dos direitos coletivos ou necessidade de proteção ao patrimônio público, social e cultural. Há limites para a interferência do Estado nos clubes. Segundo o STF, questões meramente internas ligadas à autonomia e ao autogoverno das entidades esportivas não devem sofrer intervenção estatal. A atuação é admitida, porém, quando houver afronta à Constituição ou às leis ou investigação de ilícitos penais e administrativos. Justiça já alertou Corinthians sobre possibilidade Um juiz já mencionou expressamente a intervenção. Em março, a Justiça cobrou explicações do Corinthians sobre uma diferença de aproximadamente R$ 149 milhões nas receitas informadas pelo clube. A falta de esclarecimentos poderia levar à nomeação de um interventor. O magistrado advertiu que resistência no fornecimento de documentos ou a manutenção de inconsistências poderia resultar inicialmente na nomeação de um observador ou até de um interventor judicial. O MP também já defendeu a intervenção. Em fevereiro, o órgão apontou indícios de irregularidades administrativas, desvio de finalidade e possível gestão temerária e argumentou que os mecanismos internos de controle e fiscalização do Corinthians estavam fragilizados. Continua após a publicidade *Com informações de reportagens publicadas em 18/08/2026 , 26/03/2026 e 25/03/2026 . Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro'