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Só para assinantes Assine UOL Opinião Rodrygo comemora primeiro contato com bola pós-cirurgia; viva o Balãozinho Yara Fantoni Colunista do UOL 22/04/2026 18h39 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Rodrygo, do Real Madrid, pós-cirurgia Imagem: Reprodução/Instagram/@rodrygogoes O vídeo é curto, simples até daqueles que a gente poderia deixar passar no meio da correria do dia. Mas não. Tem algo ali que prende. Talvez seja o silêncio ao redor, talvez seja o som seco da bola tocando o pé ainda em reaprendizado. Ou talvez seja porque, do outro lado da tela, está Rodrygo, não o craque da seleção, não o protagonista de noites europeias, mas um garoto celebrando um pequeno grande milagre: o primeiro "balãozinho" depois da cirurgia. Não tem estádio. Não tem torcida. Não tem narração épica. Só uma academia e sala de recuperação, e a bola subindo tímida, quase pedindo licença. Sobe pouco, é verdade. Não é ainda aquele domínio leve que engana a gravidade. Mas sobe o suficiente. E desce obediente, como quem reconhece o dono. Rodrygo sorri. Josias de Souza Ex-BRB pode encalhar na feira de delações do Master Alicia Klein Negacionista, discurso de Neymar duvida do santista Maria Prata Psicodélicos podem alterar o cérebro e o mercado Carlos Affonso Lula diz que 'regulará tudo que é digital'; falta algo? E é aí que tudo ganha peso. Ele até pergunta se está gravando. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por UOL Esporte (@uolesporte) Porque quem vê de fora pode pensar: "é só um toque na bola". Mas quem já parou, quem já teve o corpo interrompido, seja por lesão, doença ou qualquer freio inesperado da vida entende. Não é "só". Nunca é. É o corpo dizendo "estou voltando". É a mente testando limites invisíveis. É o medo, ainda ali, sendo driblado devagar. O balãozinho vira símbolo. Não pela dificuldade técnica, mas pelo que carrega: horas de fisioterapia, dias de dúvida, noites em que o silêncio parece maior do que o sonho. Cada centímetro que a bola sobe é uma resposta para tudo isso. E há também uma beleza curiosa nisso tudo: a de redescobrir o básico. Jogadores como Rodrygo vivem no extraordinário com gols improváveis, jogadas que desafiam lógica. Mas, na recuperação, voltam ao início. Ao gesto simples. Ao toque puro. Como uma criança reaprendendo a brincar. Continua após a publicidade Talvez seja por isso que o vídeo emociona. Porque no fundo não é sobre futebol. É sobre retorno. Sobre paciência. Sobre aceitar que, às vezes, a maior vitória não está no placar, mas naquele instante em que algo que parecia perdido acontece de novo ainda que pequeno, ainda que imperfeito. O balaozinho não foi alto. Mas foi gigante. E, naquele momento, sem camisa 10, sem luzes, sem pressão, Rodrygo não precisava ser estrela. Bastava ser alguém voltando a ser quem sempre foi. Nesta quarta-feira, apenas um menino com uma bola no pé e um sorriso que diz, sem palavras: "Eu ainda estou aqui" Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Adversário de Vorcaro diz ser vítima de fraude para forjar crime judicial PF mira prefeitura do interior de SP por aporte de R$ 13 mi no Master Silêncio e distanciamento: a apática noite de Neymar diante do Coritiba Após investigação, PF afirma que Sicário atentou contra a própria vida O que ataques à mansão do dono do ChatGPT dizem sobre futuro da humanidade