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Foi noite de Libertadores em altitude para o Botafogo. O palco da estreia, o Estádio Víctor Agustín Ugarte, fica em Potosí a cerca de 4.000 metros de altitude — 3.967 metros segundo algumas leituras técnicas, cifra que transforma a partida em quase uma prova de fôlego para o elenco alvinegro [ , ]. Para encarar esse território de ar rarefeito, o planejamento do Botafogo foi clínico: jovens reservas foram enviados à Bolívia ainda na sexta-feira para aclimatação, enquanto a delegação principal viajava apenas horas antes do jogo, buscando reduzir o peso da altitude na noite de estreia. A preparação ocorreu em Sucre, a cerca de 2.800 metros, antes de seguir para o palco da partida, num esquema que já aparece como assinatura de equipes que lidam com esse desafio [ , ]. O Nacional Potosí, adversário da noite, chega confiante do terreno alto. O técnico Martín Anselmi é citado como veterano nesse tipo de cenário e tenta desenhar uma leitura que neutralize o fôlego extra que a altitude impõe ao jogo [ ]. Este jogo também se insere no contexto mais amplo da Libertadores 2026, com o Brasil afastando-se de um único confronto: a cobertura de outras duplas brasileiras na fase preliminar e a expectativa de sorteios que definem as chaves na fase de grupos, conforme a agenda divulgada pela imprensa esportiva [ ]. História, prata e resistência: a cidade de Potosí carrega a narrativa de Cerro Rico, da mineração e de uma altitude que já levou muitos jogos a cilindros de oxigênio — lembrança de que o desafio em território alto não é apenas técnico, é quase lendário, já repetido por times como Palmeiras em 2009, quando o recado histórico ficou de pé em momentos de drama da altitude [ ]. Rumo ao apito para as 21h30 (Brasília) desta quarta-feira, o Botafogo entra em campo com estratégia, coragem e, acima de tudo, o desejo de provar que pode navegar entre as nuvens e a grama sem abrir mão do seu estilo de jogo. Que vença a melhor leitura de altitude, jogo e coração de torcida [ ].