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Análise dos Times

Motivo: O artigo destaca a importância de Bastos na vitoriosa temporada de 2024 do clube, mencionando seu título brasileiro e da Libertadores.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: A matéria relata a contratação de Bolasie pela Chapecoense com a missão de ajudar na permanência na elite, de forma neutra.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: O texto menciona a contratação de Koné para a base, mas com perspectiva de integrar o time principal, indicando um olhar positivo sobre o potencial.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Internacional

Principal

Motivo: O clube é um dos focos da análise sobre a atenção ao mercado africano, com a explicação detalhada do gerente de mercado sobre o processo de captação e satisfação com o que foi visto.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Motivo: O executivo de futebol do clube destaca as qualidades de Iba Ly, evidenciando um olhar de potencial e valorização do atleta.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: O artigo relata a passagem de Bolasie pelo Criciúma, mencionando o número de partidas e gols, mas sem um destaque positivo explícito.

Viés da Menção (Score: -0.1)

Motivo: A matéria informa que Bolasie não teve o rendimento esperado pelo Cruzeiro, com um tom ligeiramente negativo em relação à sua passagem.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Botafogo São Paulo Santos Palmeiras Juventude Náutico Cruzeiro Internacional Atlético-MG Remo Operário-PR Ceará Criciúma Chapecoense Koné Bolasie Bastos Athletic-MG Iba Ly Benjamin Arhin Denis Marfo

Conteúdo Original

De Memphis Depay a Bolasie: Brasileirão está cada vez mais globalizado A internacionalização do futebol brasileiro tem ampliado o olhar para o continente africano nos últimos anos. Se antes a presença de atletas da África no país era pontual, hoje o cenário começa a mudar. O Brasileirão inicia nesta semana com todos os elencos contando ao menos com um jogador estrangeiro. Ao todo, são 158 atletas de fora do país, oito deles com nacionalidade de países africanos. Nomes como o zagueiro Bastos, do Botafogo , e o atacante Bolasie, da Chapecoense , ilustram o avanço de um continente que começa a ganhar espaço de forma mais consistente no mercado brasileiro. Esse movimento também é impulsionado pelo fortalecimento das seleções africanas no cenário internacional . No ranking mais recente da Fifa, Marrocos alcançou a 8ª colocação, enquanto o Senegal, atual campeão da Copa Africana de Nações, aparece em 12º lugar. Nigéria e Camarões também chamaram atenção ao subir 12 posições cada na lista. O desempenho coletivo das seleções reforça a valorização dos jogadores africanos e ajuda a explicar o crescimento da demanda por esses talentos no futebol brasileiro. 1 de 5 Carrossel - jogadores africanos no Brasil — Foto: Infoesporte Carrossel - jogadores africanos no Brasil — Foto: Infoesporte Nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro, são 14 atletas com nacionalidade de algum país da África em seus elencos. Gana é quem tem mais representantes, com quatro jogadores. Confira a lista abaixo: Cissé (Guiné), do Atlético-MG Bastos (Angola), do Botafogo Bolasie (Congo), da Chapecoense Benjamin Arhin (Gana), do Internacional Denis Marfo (Gana), do Internacional Koné (Costa do Marfim), do Palmeiras João Pedro (Guiné-Bissau), do Remo Brahimi (Argélia), do Santos Stanley Boateng (Gana), do Ceará Iba Ly (Senegal), do Juventude Samuel Otusanya (Nigéria), do Náutico Steven Nufour (Gana), do Criciúma Hildeberto Pereira (Cabo Verde), do Operário-PR Alessio da Cruz (Cabo Verde), do Athletic-MG Campeão brasileiro e da Libertadores com o Botafogo, o zagueiro angolano Bastos chegou ao futebol brasileiro em 2023. Com 60 jogos pelo Glorioso, o defensor foi peça importante na temporada vitoriosa de 2024. Uma lesão no joelho esquerdo afastou o atleta dos gramados e ele só disputou uma partida no ano passado. Outro nome de destaque do continente africano no futebol brasileiro é o irreverente Yannick Bolasie, do Congo. Aos 36 anos, o atacante ganhou projeção no cenário nacional com a camisa do Criciúma, pelo qual disputou 36 partidas e marcou oito gols. Contratado pelo Cruzeiro para a temporada de 2025, Bolasie não teve o rendimento esperado: foram quatro gols em 33 jogos, a maioria deles entrando ao longo das partidas. Agora, em um novo capítulo da carreira, o atacante acertou com a Chapecoense e terá a missão de ajudar a equipe comandada por Gilmar Dal Pozzo na luta pela permanência na elite do Campeonato Brasileiro. 2 de 5 Bolasie em seu primeiro treino pela Chapecoense — Foto: Anderson Rodrigo/NSC TV Bolasie em seu primeiro treino pela Chapecoense — Foto: Anderson Rodrigo/NSC TV Natural da Costa do Marfim e com apenas 18 anos, Koné foi contratado inicialmente para o time de base do Palmeiras, mas vem fazendo parte dos treinos com elenco principal neste início de temporada. Canhoto, o zagueiro marfinense tem 1,93m de altura. Seu contrato com o Verdão é válido até setembro de 2028 . 3 de 5 Koné em treino do Palmeiras — Foto: Fabio Menotti / Palmeiras Koné em treino do Palmeiras — Foto: Fabio Menotti / Palmeiras No Internacional, dois ganenses iniciaram a temporada treinando com o time profissional. O volante Benjamin Arhin foi comprado em definitivo por 200 mil euros (R$ 1,2 milhão pela cotação da época) por 50% dos direitos econômicos junto ao Dansoman Wise XI FC no ano passado . Já Denis Marfo veio após o Inter vencer a concorrência de Grêmio e Betis pelo atleta . Gerente de mercado do Colorado, Ricardo Sobrinho explicou que as atenções ao processo de captação do mercado africano são recentes e fazem parte da avaliação do clube nos últimos anos. - Até 2023, o mercado africano não fazia parte do nosso processo regular de captação. Mas desde então fomos a um torneio na Áfica, voltado para as divisões de base, para conhecer melhor esse contexto e avaliar se faria sentido para o clube retornar em futuras edições. Podemos dizer que ficamos bastante satisfeitos com o que vimos. O dirigente do Internacional deixou claro que as etapas de contratação são diferentes em relação aos profissionais de outros mercados, principalmente da América do Sul. - No caso dos atletas sul-americanos, a equipe de scouting consegue acompanhar o jogador por um período mais longo, com maior volume de vídeos, relatórios e observações presenciais ao longo do tempo. Já no mercado africano, a avaliação normalmente se concentra em um torneio curto, de cerca de uma semana, o que exige decisões mais rápidas e com uma janela de observação significativamente menor. - Hoje já conseguimos acompanhar melhor atletas de mercados menos tradicionais, inclusive o africano. A tendência é que, nos próximos anos, esse acompanhamento se torne ainda mais consistente, especialmente se atletas que estão vindo ao Brasil, como o Benjamin, começarem a mostrar seu potencial e confirmarem que é um mercado ao qual precisamos estar cada vez mais atentos. Isso acaba fortalecendo naturalmente o interesse e o olhar dos clubes para esse mercado. 4 de 5 Benjamin Arhin, volante do Inter sub-20 — Foto: SC Internacional, reprodução Benjamin Arhin, volante do Inter sub-20 — Foto: SC Internacional, reprodução Contratado para reforçar o elenco do Juventude nesta temporada, Iba Ly foi emprestado pelo São Paulo . Executivo de futebol do clube gaúcho, Lucas Andrino disse que acompanha o volante senegalês desde a base no Tricolor e que acredita no potencial do atleta. - (Iba Ly) possui muita força física, alto nível de disciplina tática e qualidade com a bola. Esse conjunto de atributos é muito marcante em atletas de origem africana, que hoje ganham cada vez mais prestígio no futebol europeu justamente por aliarem potência, inteligência tática e qualidade técnica. São jogadores competitivos, consistentes e com grande capacidade de adaptação, por isso gosto de acompanhar de perto esse perfil de atleta, que segue em constante valorização no cenário internacional. 5 de 5 Iba Ly - Novo Hamburgo x Juventude — Foto: Fernando Alves/EC Juventude Iba Ly - Novo Hamburgo x Juventude — Foto: Fernando Alves/EC Juventude Para Rômulo Vieira da Silva, doutor em Comunicação e diretor de Estratégia e Planejamento da Agência End To End, onde atua na interseção entre esporte, cultura e posicionamento de grandes marcas, o fato de atletas africanos desembarcarem no Brasil com mais frequência e o aumento da exposição de seleções africanas em transmissões devem ser enxergados com atenção por clubes, entidades e empresas. - Estamos falando de um público potencial que é até oito vezes maior que o de Portugal e quatro vezes maior que o do Chile. Uma força de engajamento digital ainda subaproveitada, que o Brasil tem todas as condições de liderar, dada sua relevância esportiva e seu nível crescente de profissionalização no futebol. Para o executivo, os clubes brasileiros devem começar a entender que a África não é apenas um mercado de atletas, mas também um território cultural e de audiência ainda pouco explorado. - Existe uma oportunidade estratégica muito clara, especialmente para o Brasil: a da conexão linguística e cultural com os países africanos de língua portuguesa. Em meus estudos sobre Lusofonia, tenho defendido que o português é uma ponte notável de integração, que amplia em cerca de um terço o nosso campo natural de diálogo e posiciona o Brasil em contato direto com públicos distribuídos por quase todos os continentes. O futebol é um grande facilitador desse movimento. Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe tendem a olhar para o Brasil com interesse especial não só pela bola, mas pela língua, pela cultura, pela identificação simbólica.