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Só para assinantes Assine UOL Reportagem As estreias de que me lembro da Seleção Brasileira e as que apaguei Juca Kfouri Colunista do UOL 13/06/2026 11h06 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Aqui está a lista das estreias da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1958 em diante, com placar, adversário e autores dos gols (do Brasil). ? 1958 (Suécia): Brasil 3-0 Áustria Gols: Mazzola (2), Nílton Santos. ? 1962 (Chile): Brasil 2-0 México Gols: Pelé, Zagallo. Yara Fantoni Hoje não é apenas a estreia do Brasil Juca Kfouri As estreias de que me lembro da seleção Rodrigo Ratier Se a Copa não dá lucro, por que querem sediá-la? Sakamoto Escravidão de jovens lembra lado ruim do futebol ? 1966 (Inglaterra): Brasil 2-0 Bulgária Gols: Pelé, Garrincha. ? 1970 (México): Brasil 4-1 Tchecoslováquia Gols: Rivelino, Pelé, Jairzinho (2). ? 1974 (Alemanha Ocidental): Brasil 0-0 Iugoslávia. ? 1978 (Argentina): Brasil 1-1 Suécia Gol: Reinaldo. ? 1982 (Espanha): Brasil 2-1 União Soviética Gols: Sócrates, Éder. ? 1986 (México): Brasil 1-0 Espanha Gol: Sócrates. Continua após a publicidade ? 1990 (Itália): Brasil 2-1 Suécia Gols: Careca (2). ? 1994 (EUA): Brasil 2-0 Rússia Gols: Romário, Raí. ? 1998 (França): Brasil 2-1 Escócia Gols: César Sampaio, Boyd (contra). ? 2002 (Coreia do Sul/Japão): Brasil 2-1 Turquia Gols: Ronaldo, Rivaldo. ? 2006 (Alemanha): Brasil 1-0 Croácia Gol: Kaká. ? 2010 (África do Sul): Brasil 2-1 Coreia do Norte Gols: Maicon, Elano. Continua após a publicidade ? 2014 (Brasil): Brasil 3-1 Croácia Gols: Neymar (2), Oscar. ? 2018 (Rússia): Brasil 1-1 Suíça Gol: Philippe Coutinho. ? 2022 (Qatar): Brasil 2-0 Sérvia Gols: Richarlison (2). A maioria das estreias foi vitoriosa, refletindo o favoritismo histórico do Brasil. Em casos de empate (como 1974 e 2018), o time ainda avançou bem na fase de grupos na maioria das vezes. Dados baseados em registros oficiais da FIFA. Pedi à amiga IA a relação acima porque quis testar minha memória sobre as estreias que ouvi, ou vi, da Seleção Brasileira e fiquei surpreso com o fato de que me lembrava mais das primeiras, até 1970, do que das daí em diante. Surpreso porque lembrava com mais nitidez de detalhes das que acompanhei não como jornalista, mas apenas como torcedor. Continua após a publicidade Em 1958, por exemplo, lembro bem de meu pai surpreso ao pé do rádio com o gol do lateral-esquerdo Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol, porque não era comum laterais marcarem gols. Soube, depois, que Vicente Feola, o técnico, ao ver Nilton Santos avançar contra a Áustria, gritou para ele: "Volta, volta!". Em 1962, os comentaristas disseram que o Brasil não jogou bem, apenas o suficiente para vencer o México. Em 1966, contra a Bulgária, a história se repetiu, no último jogo com Pelé e Mané juntos na Seleção, com o que terminaram a impressionante trajetória de 40 jogos sem derrota, com 36 vitórias. A estreia em 1970 é inesquecível, com a virada sobre a Tchecoslováquia e o gol de empate de Rivellino, ao se antecipar a Pelé em cobrança de falta, e enterrar a ideia daqueles que prometiam torcer contra o Brasil por causa da ditadura. A de 1974 não me lembrava nem de quem foi o adversário, diferentemente da de 1978, porque Zico fez gol da vitória, em cobrança de escanteio, e o assoprador de apito anulou porque disse ter terminado o jogo com a bola pelo alto, depois da cobrança de Nelinho, num dos erros mais escandalosos da história das Copas. Continua após a publicidade De 1982 jamais esquecerei, porque a primeira estreia in loco a gente nunca esquece, e foi um sufoco, até porque o quarto-zagueiro Luizinho fez dois pênaltis não marcados para a União Soviética, derrotada de virada. Em 1986, do que mais lembro foi da justa reclamação da Espanha por um gol não dado em que a bola entrou bastante e o assoprador não deu o gol. A estreia em 1990 também estava apagada de minha memória, como as de 1994 e 1998. Já a em 2002 lembro bem, porque a arbitragem marcou um pênalti em Luizão claramente acontecido em falta fora da área, lance que vi na TV, porque não fui à Copa ao escolher cobri-la daqui, para acompanhar no Brasil o torneio disputado na madrugada em nosso horário. Rivaldo bateu e consumou a virada contra a Turquia. Da estreia em 2006 não me lembro de nada e estava lá, assim como a de 2010, da qual só me lembro por ter passado o maior frio de minha vida, no Ellis Park, que apelidamos de Gelis Park, em Joanesburgo. Continua após a publicidade Tost?o e eu liquidamos com uma garrafa de uísque, dessas de bolso, que contrabandeei para dentro do estádio. Em 2014 não há como esquecer, na Arena Corinthians, também com pênalti mandrake contra a Croácia — e Dilma Rousseff foi selvagemente vaiada para, poucos meses depois, ser reeleita. Duro é ter apagado as estreias em 2018 e 2022, mesmo ao constatar, agora, que no Qatar teve o belíssimo gol de Richarlison. Dizem que é mais fácil lembrar de fatos antigos que dos recentes. Pode ser. Voltarei a ver uma estreia pela TV. Continua após a publicidade Espero que, ao menos, a invencibilidade seja mantida. Não estou otimista. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. 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