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Esporte De sonho à realidade: Gui Santos analisa evolução e revela objetivos na NBA e Seleção Brasileira 16/12/2025 06h30 Deixe seu comentário Aos 23 anos, Gui Santo s carrega o "peso" de ser o único jogador brasileiro na NBA. O ala-armador do Golden State Warriors estrela a série "Gui Santos do Brasil", no canal da NBA Brasil, no Youtube , e apesar da pouca idade, lida com o fato de já ser inspiração para os mais jovens. O jogador contou que carrega com leveza a questão de ser ídolo e revelou ainda seus principais sonhos na liga e na Seleção Brasileira. "Sobre a questão de ser ídolo, para mim ainda é como se a ficha não tivesse caído, sabe? Eu só sou um moleque na minha cabeça, eu só sou um moleque que veio de Brasília, um moleque que está trabalhando, conquistando o seu sonho, está querendo mudar a vida da família dele, está querendo trazer todos ao meu redor junto comigo e eu levo isso na leveza, sabe? Eu sei que muita gente acha que quando alcança alguma coisa muito grande, as pessoas mudam e tudo mais, mas eu tento provar totalmente o contrário, eu tento provar que você só vai conquistar as coisas que você quer conquistar porque você continua sendo uma pessoa humilde, você continua sendo uma pessoa de bem. Uma pessoa que sempre está ajudando ao seu redor", disse. "Esse papel de ser um dos ídolos do Brasil e tudo mais, eu levo mais esse lado de mostrar para a rapaziada que não é sobre comprar roupa de luxo, não é sobre comprar as paradas caras, é sobre você ser uma boa pessoa, é sobre você ter pessoas boas ao seu redor, sobre você poder ajudar as pessoas que você conhece desde moleque, vê que está ali te ajudando de sempre. Então, eu levo mais para esse lado também para a rapaziada ver que é sempre podendo ajudar todos ao seu redor", seguiu. Reinaldo Azevedo 'Ratinho-Zema' e a volta do papo-furado Juca Kfouri O mau desempenho dos técnicos sul-americanos José Paulo Kupfer Prévia do PIB cai e mostra economia ladeira abaixo Milly Lacombe Por que gosto do dinizismo mesmo quando me dilacera Do sonho à realidade Gui Santos foi draftado pelo Golden State Warriors na 55ª posição em 2022 e assinou contrato válido por três temporadas com a equipe de São Francisco em 2023. Formado nas categorias de base, Gui chegou ao Minas em 2018, com 15 anos, e se profissionalizou no time de Belo Horizonte. O atleta relembrou o início de sua carreira e as dificuldades que encontrava para encontrar um lugar para treinar. Gui Santos revelou que não pula etapas e pensa sua carreira "passo a passo". "Tem que ser passo a passo, porque eu nunca cheguei assim já de primeiro e falei cara jogar na NBA. O meu foi cara eu quero me tornar jogador. Aí eu me tornei jogador no Brasil. Aí eu vi que eu era novo, que eu estava com idade, estava mantendo bem, eu poderia chegar à NBA. Aí eu falei: 'Não, então acho que o próximo meu sonho é chegar na NBA, chegar numa Europa, chegar num lugar assim'. E graças a Deus eu conquistei. Então é até clichê falar isso. Mas eu acho que é para todo mundo, todos os moleques é só trabalhar, trabalhar, fazer as coisas certinhas, é chegar mais cedo que todo mundo, sair mais tarde que todo mundo, treinar mais", contou. "Eu nunca passei nenhuma necessidade, nada disso, é, eu sempre tive, meu pai e minha mãe sempre, me deram uma vida boa, nunca me deram nada super luxo e tudo mais, mas nunca me faltou nada também. A gente vem de uma família simples, uma família que é bem junta, todo mundo ali o tempo todo Natal, festa, todo mundo junto. Mas, eu acho que a molecada devia levar assim como exemplo imagem é que cara eu saí de Brasília, não é um lugar que tem muito investimento no esporte, não é um um lugar que tem tantos lugares para treinar. Às vezes ia tentar treinar numa quadra, os caras não liberavam uma quadra para eu treinar porque não queriam. Então eu achava meu jeito de ir nas entrequadras, que é quadras externas que ficam abertas 24 horas, ia lá treinar, levava a vassoura, o rodo, um balde d'água para limpar, para não escorregar e ia treinar", continuou. Planos, sonhos e mais... Continua após a publicidade Gui Santos divide as quadras com os experientes Draymond Green e Stephen Curry. Ao lado deles, tem o sonho de conquistar sua primeira NBA. Ele também sonha em fazer história com a Seleção Brasileira, onde já disputou Olimpíadas e Mundial. O jovem atleta elencou seus três principais sonhos na carreira. "Meu grande sonho hoje dentro do basquete, eu tenho são três: um é, lógico, me manter na liga por mais de 10 anos. Esse é o meu objetivo número um. Tenho outros dois objetivos que são muito importantes para mim também, que é ser campeão da NBA, ter um anel de campeão da NBA. E eu acho que o terceiro, mas não menos importante, poderia até ter assim muito lá em cima também é ganhar uma medalha com a Seleção. Uma medalha seja olímpica, seja mundial, o que for, porque para mim é sempre muito muito massa estar representando o Brasil, estar representando a seleção brasileira", declarou. Aprendizado com Varejão Na caminhada de brasileiros na NBA, Gui Santos não está sozinho e contou que tem aprendizados com Anderson Varejão, ex-pivô, que teve longa passagem pelo Cleveland Cavaliers (2004 a 2016), onde retornou em 2021 para se aposentar. Ele também defendeu o Golden State Warriors e foi um dos principais nomes de sua geração na Seleção Brasileira. "Muitas vezes eu lembro conversando com o Varejão e o Varejão falou para mim que é 'fácil' você chegar na NBA, o difícil mesmo é você se manter na NBA. E assim que você entra na NBA, você vê o porquê. Porque não é só sobre jogar. Às vezes você tem que estar rendendo e tudo mais, mas às vezes você continua não jogando. Então o que a gente tem que fazer é só manter a cabeça boa", contou Gui Santos. Gui Santos do Brasil e o lado que 'ninguém' vê Continua após a publicidade O próximo e terceiro episódio da série "Gui Santos do Brasil" estará disponível no Youtube da NBA Brasil nesta quinta-feira, a partir das 18 horas (de Brasília). "Eu acho legal de estar protagonizando essa série porque principalmente está mostrando um lado que ninguém vê, um lado que eu nunca falei, um lado que nunca foi contado, tanto da minha história, tanto das dificuldades e dos momentos bons e ruins que eu passo aqui, porque muitas vezes só é enfatizado pelo pela mídia momentos bons, momentos que estão em alta e tudo mais. Mas às vezes tem momentos de baixas que todos os atletas, em todos os esportes, passam, mas ninguém sabe. Então, acho que essa série é boa e mostra esses dois lados de tudo que eu estou passando", destacou Gui. 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