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Menos de três meses após o baque de perder seu companheiro de equipe Allan ‘Puro Osso’ Nascimento, que faleceu em agosto, o lutador mineiro Daniel Santos encontrou uma ótima forma de homenageá-lo. Neste sábado (24), ‘Willycat’ - como o peso-pena (66 kg) da ‘Chute Boxe Diego Lima’ é conhecido - derrotou o belga Bolaji Oki no octógono do UFC 333, em Abu Dhabi (EAU), e fez questão de dedicar sua vitória ao saudoso amigo. O triunfo, porém, não veio de forma fácil para o brasileiro, que precisou dar tudo de si para superar Oki na decisão unânime dos juízes, por triplo 29 a 28 nas papeletas. Com o resultado, Daniel Willycat volta a vencer após ter uma sequência de quatro resultados positivos interrompida por um revés para o coreano Doo Ho Choi em maio deste ano. O brasileiro começou o combate bem ao seu estilo, andando para frente, enquanto Oki apostava na movimentação pelo cage. Porém, com desvantagem na envergadura, Willycat teve dificuldade para encontrar a distância correta no início do round. Com o passar do tempo, no entanto, o atleta da ‘Chute Boxe Diego Lima’ passou a conectar duros golpes no rival, que se viu acuado. Em um erro do belga, Daniel tentou encaixar uma guilhotina, que foi bem defendida pelo oponente. De volta em pé, o brasileiro novamente levou vantagem ao acertar socos potentes na cabeça do adversário, que aplicou uma queda e terminou o assalto por cima, sem produzir nenhum ataque. Curiosamente, apesar de estar melhor em pé, Willycat buscou a luta agarrada no começo do segundo período. A proposta deu certo e, com duas quedas e controle posicional, o brasileiro passou a primeira metade do assalto com o controle das ações. Visivelmente cansado, o atleta tupiniquim passou a lançar golpes menos precisos, o que diminuiu sua eficácia e contundência na trocação. Por outro lado, Oki, mais inteiro fisicamente, também não conseguia impor seu jogo de forma dominante. Mais um round de difícil pontuação, mas com ligeira vantagem para o mineiro. O belga voltou para o terceiro período apostando mais nos jabs, tentando fazer valer sua maior envergadura. Já com gestos técnicos mais lentos, por conta do cansaço, Willycat tinha dificuldade de produzir ataques eficazes e seus golpes eram facilmente defendidos ou desviados por Oki. Melhor na luta, Bolaji aplicou uma queda, mas Daniel foi capaz de levantar. Já sem gás para se movimentar, Willycat passou a sofrer com golpes duros de Oki, que, confiante, partiu para uma ‘blitz’ final. Na base do coração, o lutador brasileiro absorveu os socos e encontrou forças para contragolpear, mas sem o mesmo sucesso do belga.