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Futebol Messi olhou para o céu em frustração. Depois, fez um estádio chorar com ele Luiza Oliveira Do UOL, em Atlanta (EUA) 07/07/2026 16h09 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O olhar de Lionel Messi para o céu depois de chutar em cima de um zagueiro aos 32 minutos do segundo tempo era o de quem buscava uma saída divina que não está encontrando. Algo que ele fez tantas e tantas vezes em campo. Enquanto eu escrevia este parágrafo, a ideia era vir o seguinte complemento: "Dessa vez, não deu". Naquele instante, o Egito vencia a Argentina por 2 a 0 e mesmo um gol nos minutos finais parecia insuficiente para evitar a queda em Copas de um ídolo. No minuto seguinte, apaguei a frase da minha mente. Lição do dia: Lionel Messi sempre vai achar uma solução. Depois de olhar para o céu buscando uma luz, ele encontrou algo que só um gênio encontraria. E aquele gesto seria o início de uma virada histórica, que levaria às lágrimas uma nação azul e branca que fazia sua voz ecoar ainda mais alto num estádio coberto, tão fechado quanto o grupo da Argentina em torno de Messi. Juca Kfouri Espetacular: Messi recusa a última dança; Salah não Narrativas em Disputa Flávio vai aos EUA mais uma vez e sofre desgaste Milly Lacombe O que mais podemos querer do futebol? Mauro Cezar O que a CBF faz para desenvolver talentos? A Argentina fez seu primeiro gol aos 33 minutos. O camisa 10 não se contentou com dois cruzamentos bloqueados e achou o zagueiro Romero no meio da área. O placar era 2 a 1. E ali ele muda a expressão, o senso de urgência. Parecia saber com antecedência do desfecho final. Bastaram quatro minutos. Montiel mandou a bola para ele, em uma jogada confusa dentro da área, o craque chutou forte. 2 a 2. Já nos acréscimos, Salah perdeu a bola no ataque. No contra ataque, o defensor olha primeiro pra Messi como quem busca um guia. Por altruísmo ou inteligência, ou provavelmente os dois, Messi rejeita aquele pedido. Não quer receber a bola. Aponta para Lautaro que partia com mais liberdade pela direita. O atacante cruza e Enzo cabeceia pra virar o jogo. Mais uma vez ele estava certo - e até quando ele não encosta na bola, o mérito é dele. Messi torna fácil o que parece impossível. Mas como até gênios falham, Messi falhou hoje. Perdeu um pênalti e aumentou uma marca negativa: em Copas do Mundo, nenhum jogador perdeu tantos pênaltis quanto ele. Ao se deparar com a frustração, leva as mãos ao rosto e se abaixa para amarrar as chuteiras. Um tempo para se recuperar. A defesa do goleiro Shobeir era o símbolo de como as circunstâncias não estavam ajudando. Seja a marcação firme do organizado e confiante time do Egito. Seja pela dificuldade da própria Argentina, que se acostumou ao longo de anos ter Messi como centro de sua órbita. Se Messi está em dificuldades, a Argentina está em apuros. Mas o grande ponto não é não errar. É se levantar e seguir tentando. Foi o que ele fez. Ora centralizado, ora pela direita tentando cruzar, ora se escondendo na defesa para não ser percebido até uma escapada. Como se fosse possível... Continua após a publicidade No fim, o extraterrestre se permitiu ser um ser humano comum, vulnerável, sensível. Chorou, como chorou. Aos prantos foi acolhido de ombro em ombro: do abraço demorado de Enzo Fernandes, ao de Molina e, por fim, de uma arquibancada inteira em azul e branco que o ovacionava. Numa Copa que ficará para sempre marcada pelo adeus de grandes craques, Modric, Neymar e Cristiano Ronaldo se despediram de forma melancólica. Mas Messi segue porque é Messi. Ele quer seguir dançando. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Argentina 3 x 2 Egito | Melhores Momentos | Copa 2026 Senado aprova projeto que cria 'Pix Pensão'; texto segue para sanção Valentina, filha de Tadeu Schmidt, anuncia noivado aos 24 anos Como nasceu a regra do VAR que gerou anulação de gol no Egito x Argentina Pastor e treinador é condenado a 103 anos por abuso sexual de jovens no PI