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Análise dos Times

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Rodrigo Coutinho traz análise de Argentina e Egito, que duelam pelas oitavas de final Lionel Scaloni ficou de olho na seleção brasileira contra a Noruega, no último domingo. O técnico da Argentina, que não revelou qual formação vai escalar diante do Egito, nesta terça-feira, às 13h (de Brasília), disse que o resultado brasileiro liga um alerta para os atuais campeões do mundo e que o destino poderia ser outro por um lance de Endrick. + Com oitava maior média de idade na Copa, Argentina liga alerta com jogadores extenuados + Paredes, da Argentina, comenta eliminação do Brasil na Copa: "Não me surpreendeu" — Tenho o time, mas não disse a eles e não vou dizer a vocês. Sei que vocês já sabem, mais ou menos, pelo que me disse a assessoria. É por aí. Vi o jogo do Brasil mais ou menos, porque estávamos treinando e teve o temporal. Noruega é um bom time. Se Endrick faz aquele gol com 0 a 0, estaríamos falando outra coisa. Enfrentaram um grande rival, é a realidade. Estamos alertas, porque também vamos enfrentar um grande rival. "Temos a possibilidade de colocar gente que não jogou essa quantidade de minutos. Espero que eles possam jogar. Podem estar mais frescos. Temos no banco jogadores que não jogaram muitos jogos" 1 de 5 Jogadores da Argentina comemoram classificação sobre Cabo Verde — Foto: CHANDAN KHANNA / AFP Jogadores da Argentina comemoram classificação sobre Cabo Verde — Foto: CHANDAN KHANNA / AFP + Como Carlo Ancelotti virou referência para Scaloni mudar a Argentina e virar campeã mundial Scaloni disse que não irá mudar a forma de jogar contra o Egito, mas poderá fazer mudanças. A briga na lateral — O esquema... podemos jogar de várias maneiras em uma partida. Amanhã a equipe que vamos colocar será parecida com o que estamos fazendo. Temos cuidado com os jogadores, mas não vamos mudar o esquema a principio. Messi está bem? A situação física de Messi foi questionada na coletiva. Scaloni garantiu que o craque argentino está bem e elogiou o Egito. Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários dos jogos Simulador da Copa: veja os critérios e faça previsões — Leo está bem. Não falou nada mesmo depois de jogar 120 minutos aos 39 anos. Egito é uma seleção muito boa. Além de ter jogadores de hierarquia, tem um treinador que trabalha há um tempo com eles, tem uma ideia de jogo marcado. Marca linha de jogo, complica os rivais e amanhã fará o mesmo. É um rival complicado. 2 de 5 Argentina x Cabo Verde Messi comemora — Foto: Steph Chambers/FIFA via Getty Images Argentina x Cabo Verde Messi comemora — Foto: Steph Chambers/FIFA via Getty Images Egito trará dificuldades? Scaloni foi questionado se a Argentina sentiu a pressão contra Cabo Verde. Segundo ele, o país jogou como deveria, mas pode melhorar diante do Egito. — Me perguntaram se o time sentiu a pressão de ser candidata. Quando jogamos depois de ganhar o Mundial, sempre jogamos bem. Em uma partida quando as coisas não saem e o rival dá dificuldades, não há uma maneira só de ganhar. Tem muitas maneiras... Com a garra, com a intensidade, com o espírito que levamos. Isso a equipe tem. Claro que pode jogar melhor, mas quando não tem isso está fora. Revisamos a partida muitas vezes e Argentina foi protagonista da partida. Seguimos atacando. Como disse, quando não tem a bola tem que tentar recuperar. A tática não deu certo, então tem que mudar de outra maneira, com bola parada ou outra coisa. Estou tranquilo desse ponto de vista. Todos os treinadores acham que podem jogar melhor. "Salah é um grande jogador. Será um prazer enfrentá-lo. Eles merecem. São uma grande equipe" — A ideia é dominar a partida como dominamos com Cabo Verde, não deixar essas transições deles. Tentar defender com a bola. Temos que refinar esse aspecto. Não tentar chegar em dois ou três toques. Temos visto que às vezes recuperamos e tentávamos atacar muito rápido - completou. 3 de 5 Lionel Scaloni, treinador da Argentina — Foto: Maja Hitij - FIFA/FIFA via Getty Images Lionel Scaloni, treinador da Argentina — Foto: Maja Hitij - FIFA/FIFA via Getty Images O treinador considera que os egípcios trarão dificuldades diferentes que Cabo Verde, quando a Argentina venceu por 3 a 2 na prorrogação. - Leandro está disponível. Creio que não, Egito não joga tão recuado. Ataca, bastante diferente. Cabo Verde contra Arábia foi diferente da que jogou conosco. Estamos preparados para o que chegar. Muitas vezes muitos mudam contra nós. Temos que contrastar isso se necessário. Amanhã veremos o que apresentam. Nível abaixo Sobre a Copa do Mundo, o treinador argentino afirmou que as expectativas de desempenho dos favoritos está abaixo. — Creio que este Mundial está sendo complicado para todos. Não há uma seleção... França é um rival bom, mas custou contra o Paraguai. Espanha contra Portugal também custou. Não tem seleções que mantiveram o que eram antes do Mundial. É muito difícil, condições diferentes dos outros Mundiais. Os jogadores que jogaram muitas partidas esse ano estão sentindo. Não é o nível que estamos acostumados. O nível da Argentina nas quatro partidas é aceitável. Temos coisas para melhorar. Tem quatro, cinco favoritas. Elas não estão como eram antes do Mundial. "Falamos do Egito, do que queríamos fazer. Debatemos sobre como enfrentar o rival. Essa partida vai ser diferente. Não podemos perder nossa essência" 4 de 5 Scaloni durante classificação da Argentina na Copa — Foto: Reuters Scaloni durante classificação da Argentina na Copa — Foto: Reuters O treinador da Argentina voltou a falar das outras seleções. Para ele, a Espanha não está sendo regular no Mundial, e a França apresentou dificuldades. — Não saberia dizer o que uma equipe tem que fazer para ser favorita. A Espanha jogou cinco partidas, nós quatro. Digo que não foram tão regulares. Isso indica que o Mundial é complicado, viagem, calor. Não pode haver esse favoritismo grande. França teve dificuldades contra o Paraguai. Não apenas pelo que o Paraguai é, mas pelo calor, a partida que para no minuto 20. Não é um Mundial normal nesse aspecto. Nenhuma marcou uma diferença grande. Mas no final chegam esses. Se chegarmos na final, afirmo, vamos tentar. Temos um caminho para fazer. Um passo mais. Scaloni citou que a questão do clima tem também atrapalhado as seleções. — Não é apenas para nós. Não sei se é possível pelo calendário. Quando chega ao fim, mais descanso tem que ter por uma questão lógica. Jogamos outro dia em Miami com a temperatura que fazia. Jogaremos amanhã ao meio dia. Quanto mais chega perto do fim, tem que ter mais descanso. Com calor jogamos em Miami. Amanhã jogaremos em um estádio fechado. Paredes ou Mac Allister? Uma das novidades de Scaloni, na escalação contra o Egito, deverá ser no meio de campo. O questionamento foi se Leandro Paredes estava em condições de ser titular. Ele briga por posição com Nicolás Gonález e Thiago Almada. — Leandro estava lesionado. Não tem outra leitura. Às vezes que Leandro deu a sensação de estar bem... depois do Catar jogou sempre Leandro. Lamentavelmente se lesionou na Libertadores com Boca. O suplente é Alexis (Mac Allister). Quando não está Leandro, joga Alexis sabendo que Alexis pode jogar uma altura mais (no campo). 5 de 5 Leandro Paredes, jogador da seleção argentina — Foto: Reuters/Denny Medley Leandro Paredes, jogador da seleção argentina — Foto: Reuters/Denny Medley Segundo o técnico, as características mudam dependendo da escolha que fizer. — Estamos atacando e ele (Paredes) distribuiu bem. Todos já conhecem. A equipe gira de outra maneira. Com Alexis o time joga bem. Não é posição dele. O cinco na maior parte dos jogos foi Leandro. A equipe vai bem com um passe mais vertical, que Leandro tem. Agora, o país tenta um novo título mundial. Nas oitavas de final vai encarar o Egito nesta terça-feira, às 13h (de Brasília), em Atlanta.