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Esporte Corinthians x Fla: Testemunha relembra Supercopa que quase ninguém viu Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo 31/01/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Lance do jogo Corinthians x Flamengo pela Supercopa do Brasil, em 1991 Imagem: Fernando Santos / Folhapress Torcedor do Corinthians, José do Carmo, 56, estava entre as 2.706 pessoas presentes no estádio do Morumbi em 27 de janeiro de 1991. Naquele dia, o Timão venceu o Flamengo por 1 a 0 e conquistou a Supercopa do Brasil. Vinte e cinco anos depois, o corintiano voltou a pegar a estrada com o objetivo de ver a história se repetir. Neste domingo, às 16h (de Brasília), Corinthians e Flamengo se enfrentam novamente pela Supercopa do Brasil, desta vez no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Alexandre Borges Dívida pública das grandes economias é bomba-relógio Wálter Maierovitch Senadores agem mirando em Moraes Milly Lacombe Paquetá, Tite, Diniz e o descontrole geral Saque e Voleio Djokovic assina mais uma obra-prima aos 38 anos Dia paulistano A chuva torrencial que caiu sobre São Paulo no dia da decisão de 1991 afastou o público do Morumbi. Carmo relembra que, meia hora antes de a bola rolar, a sensação era de que a partida seria cancelada. Eu acho que cheguei meia hora antes de começar a partida, olhei para aquele estádio e pensei: será que o jogo foi cancelado? Tinha umas 150 pessoas lá José do Carmo, ao UOL A bola rolou às 18h15 (de Brasília), ainda sob o extinto horário de verão. Com o apito inicial, o tempo abriu e chegou a surgir até um arco-íris no céu. No intervalo, porém, a chuva voltou em forma de garoa fina, acompanhada de frio. Já perto do fim da partida, o céu fechou novamente, indicando nova tempestade. Nesse dia foi tão estranho que fez frio, calor, choveu, fez sol. Foi um negócio de doido. Foi um dia típico de São Paulo. José do Carmo Clima de pré-temporada José do Carmo já foi a mais de mil jogos de Corinthians Imagem: Reprodução/Instagram José do Carmos Continua após a publicidade José do Carmo recorda que o jogo teve pouquíssimo apelo e divulgação, com clima de amistoso de pré-temporada. Para ele, a impressão era de que os clubes sequer queriam entrar em campo. Hoje em dia, na pré-temporada, o Corinthians chama Monte Azul, Francana? A repercussão desse jogo foi tipo um jogo-treino. Os times devem ter jogado porque valia uma grana, algo assim, mas não teve repercussão nenhuma. José do Carmo, ao UOL Por conta das chuvas e das dificuldades de acesso ao Morumbi, Carmo sequer acompanhou a comemoração do título. Para ele, a prioridade sempre foi o Corinthians — acima de qualquer contexto. Quando acabou o jogo, o Morumbi alaga demais. A Giovanni Gronchi alagava muito, todo o entorno ficava complicado para sair. Naquele dia, eu nem fiquei para a volta olímpica. A turma perguntava se o jogo não valia nada, por que eu fui? E eu fui por conta do Corinthians. Eu nunca vou por causa do adversário. José do Carmo 'Marcelinho era chato' Zé do Carmo lembra que ficou bastante irritado com Marcelinho Carioca, então camisa 10 do Flamengo e ainda em início de carreira. À época, jamais imaginaria que o meia se tornaria um dos maiores ídolos da história corintiana. Continua após a publicidade Eu fiquei com muita raiva do Marcelinho. Ele era muito chato, toda hora em cima do juiz, querendo apitar o jogo. Quando ele veio para o nosso lado, a gente passou a ter outro olhar. Os adversários odiavam ele. José do Carmo, ao UOL O gol do título, porém, foi marcado pelo camisa 10 corintiano: Neto. O meia, assim como Marcelinho, é um dos grandes ídolos do Corinthians. O Neto era um absurdo. Em 1990 e 1991, ele carregou o time nas costas. Era muito decisivo. Zé do Carmo Esperança em Memphis Na madrugada de sábado, véspera da Supercopa do Brasil de 2026, José do Carmo deixou Jundiaí, a cerca de 60 km de São Paulo, rumo a Brasília. De carro, ao lado de um amigo e do filho dele, o trio encara aproximadamente dez horas de viagem até a capital federal. Realista quanto à superioridade técnica do Flamengo, o torcedor acredita que o formato de jogo único aumenta as chances do Corinthians. A esperança cresceu ainda mais após a vitória do São Paulo sobre o clube carioca, na quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. Continua após a publicidade Se fosse uma sequência de três jogos, perderíamos os três. Como é decisão em jogo único, eu acho que fica 50 a 50. O time deles é muito bom, mas a vitória do São Paulo deu mais esperança. José do Carmo, ao UOL Para ele, o holandês Memphis Depay é a principal esperança do Corinthians para decidir a final. Se você perguntar para dez corintianos, oito ou nove vão dizer que esse cara é diferenciado. O nosso time com ou sem o Memphis muda muito. Tem dois jogadores que ninguém pode criticar: Hugo Souza e Memphis. O Memphis muda o time. Zé do Carmo A edição de 2026 marca o retorno do Corinthians à Supercopa do Brasil após 26 anos, em sua segunda participação no torneio. Depois da edição de 1991, a competição foi cancelada pela CBF por falta de calendário e só retornou em 2020, sendo disputada de forma ininterrupta desde então. O Timão busca o título no formato moderno e a manutenção da invencibilidade na Supercopa. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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