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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte E agora, Éderson? Seleção tem exemplos de quem brilhou chegando após corte Thiago Arantes Colunista do UOL 08/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Éderson, volante da seleção brasileira, durante jogo contra o México Imagem: Omar Vega/Getty Images O meio-campista Éderson, chamado por Carlo Ancelotti para substituir o lesionado Wesley, tem um desafio na Copa do Mundo: ganhar espaço no time, chegando de última hora, após o corte do companheiro. A história da seleção brasileira nos Mundiais mostra exemplos de jogadores que não foram convocados inicialmente, mas receberam uma chance e aproveitaram. Um dos exemplos mais famosos é o do lateral-direito Josimar, chamado para a vaga de Leandro, em 1986. Há também o zagueiro Aldair, que chegou para a vaga de Mozer em 1994 e foi campeão do mundo com um dos pilares da defesa. Josias de Souza Donald Trump se afoga na própria saliva Casagrande Quero ter o prazer de ver o Brasil campeão de novo Alicia Klein É loucura achar que Neymar fará diferença Sakamoto Nunes Marques começa no TSE com ajuda a Flávio Também há quem ocupou um mal apenas de coadjuvante, ficando na reserva ou não aproveitando as oportunidades. De Leão a Éderson A história dos cortes pré-Copa começa para o Brasil em 1970, quando o ponta-direita Rogério se machucou e foi substituído pelo goleiro Emerson Leão. O jogador do Palmeiras chegou para ser reserva de Félix e Ado, e assim ficou até o fim do Mundial. Em 1974, o volante Clodoaldo e o goleiro Wendell foram cortados às vésperas da Copa. O atacante Mirandinha, chamado para a vaga do meio-campista, chegou a ser titular contra a Escócia, no segundo jogo da fase de grupos, e entrou no segundo tempo contra o Zaire e a Holanda, sem brilhar. Valdir Peres substituiu Wendell e ficou no banco do titular Leão. Na Copa de 1978, os dois que chegaram de última hora tiveram participação ativa. Roberto Dinamite, chamado para a vaga de Nunes, ganhou a posição de titular ao longo da Copa e marcou três gols: um contra a Áustria e dois contra a Polônia. Nelinho, que substituiu Zé Maria, também ganhou espaço ao longo do torneio e marcou dois gols — o segundo, com um antológico chute com efeito, na disputa do terceiro lugar contra a Itália. Na Copa da Espanha, em 1982, a seleção brasileira sofreu com o corte do atacante Careca. Roberto Dinamite foi outra vez chamado, mas desta vez não jogou um único minuto. Serginho Chulapa foi o titular de Telê Santana durante todo o Mundial. Continua após a publicidade Em 1986, no México, foram três cortes: saíram o zagueiro Mozer, o volante Toninho Cerezo e o lateral-direito Leandro; entraram Mauro Galvão, Valdo e Josimar. Dos três, apenas Josimar entrou em campo. Ele foi titular a partir do terceiro jogo contra a Irlanda do Norte e entrou para a história das Copas com dois golaços: um contra os norte-irlandeses e outro contra a Polônia, já nas oitavas de final. Aldair foi titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1994 Imagem: Ben Radford /Allsport/Getty Images A campanha do tetra, em 1994, teve duas mudanças forçadas na zaga: Mozer e Ricardo Gomes saíram, abrindo caminho para Aldair e Ronaldão. Como Ricardo Rocha também se machucou, Aldair acabou ganhando a vaga de titular, e tornou-se — ao lado de Márcio Santos — um dos pilares da defesa que levou o Brasil ao título. Quatro anos depois, veio o corte mais famoso da história do Brasil na Copas: Romário, com uma lesão na panturrilha, foi substituído por Émerson; o volante entrou no segundo tempo das partidas contra Dinamarca e Países Baixos. Naquela mesma Copa, houve dois outros cortes. Flávio Conceição deu lugar ao lateral-direito Zé Carlos, que sofreu no único jogo em que atuou, diante da Holanda, substituindo o suspenso Cafu. Já Márcio Santos foi excluído por lesão, e André Cruz, seu substituto, não entrou. Desde então, até o episódio de Wesley, houve apenas dois cortes. Em 2002, Emerson se machucou em um treino na véspera da estreia, e Ricardinho foi chamado. O meio-campista entrou no segundo tempo nos duelos contra China, Costa Rica e Bélgica, mas não foi usado na reta final da competição. Continua após a publicidade O caso mais recente, até o domingo, havia sido o de Edmilson, cortado em 2006. O volante Mineiro, chamado de última hora, não entrou em campo durante a campanha. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. 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