Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Diretoria criou caos, mas campo tem Diniz e elenco como vilões no Timão Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 21/09/2026 12h46 Deixe seu comentário Fernando Diniz e Osmar Stabile Imagem: Erik Filipe/RP Fotopress/AGIF/Erik Filipe/RP FOTOPRESS/AGIF e Maxi Franzoi/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A responsabilidade deste péssimo momento do Corinthians em todos os sentidos precisa ser dividida entre várias gestões administrativas que destruíram a economia do clube e ainda mancharam a imagem, transformando-o em um caloteiro-mor. Saquearam o Corinthians de tudo quanto é lado, e as investigações continuam, mas as respostas até o momento ainda não são suficientes. Nada acontece na prática, pois a expulsão do quadro de associados do clube não devolve o que foi retirado dos cofres do Parque São Jorge. João Paulo Charleaux Lula terá de equilibrar papéis contraditórios Matheus Pichonelli Em debates com opostos, violência é atração principal Sakamoto Trump repete roteiro de Bolsonaro contra imprensa Alicia Klein O desafio que Palmeiras e Fla levam para a Data Fifa Agora, em campo, a responsabilidade é toda da comissão técnica e dos jogadores. Porque, quando estão vencendo, valorizam o grupo e o treinador, pois se dizem capazes de obter resultados mesmo sem receber e no meio de uma crise. Mas, quando começam a perder, surge o discurso de que tudo é culpa da irresponsabilidade e incompetência com que algumas gestões trataram o Corinthians. Só para refrescar a memória, em 2025, o Corinthians de Ramón Díaz foi campeão paulista no meio da mesma crise e praticamente com o mesmo elenco. E Dorival Júnior levou o Corinthians ao título da Copa do Brasil trabalhando no meio do mesmo furacão, com o mesmo elenco que hoje é comandado por Fernando Diniz. Essas seis derrotas consecutivas têm nome e sobrenome: Fernando Diniz, que não apresentou nada até o momento. Continua após a publicidade O time não tem organização tática, não tem estratégia e a única forma de atacar é cruzando a bola na área de forma repetitiva. Está claro que não está funcionando. Só para mostrar como o trabalho de Diniz é ruim, eu fui olhar uma estatística assustadora da história dele no Brasileirão. Diniz soma 90 vitórias, 58 empates e 94 derrotas, de acordo com dados do jornalista Maurício Mendes. Ou seja: ele perdeu mais do que ganhou, somando todos os jogos nos times em que trabalhou. O retrospecto negativo se repete no Corinthians: com cinco vitórias, três empates e sete derrotas. É assombroso o seu trabalho na principal competição do país, hoje o lanterna do returno . Renê e Kaio César disputam bola durante Corinthians x Fluminense Imagem: Marcello Zambrana/AGIF E o elenco de jogadores é cúmplice das péssimas partidas que levaram o Corinthians a estar colado no Z4. Dizer que tudo é culpa da diretoria é querer passar pano para o desastroso trabalho dessa comissão técnica e uma tentativa de passar pano para o Diniz. Continua após a publicidade Não foi nenhum diretor que bateu o pênalti contra o Estudiantes na lua. Não foi nenhum diretor que mandou o time jogar 300 bolas na área de qualquer lugar. Não foi nenhum diretor que fez as substituições de jogadores durante uma partida que desorganizaram taticamente a equipe. Muitos dizem que a ótima equipe feminina conseguiu arrumar um jeito de jogar no meio do caos administrativo, mas o Corinthians Feminino não é cobrado e nem sofre a mesma pressão que o futebol masculino. Elas também são vítimas da administração caótica e jogam muitas vezes sem receber, mas ainda estão na fase de jogar por amor ao esporte e ao clube que defendem. A diferença não está em algum jeito que elas arrumaram para lidar com o caos, mas sim na paixão pela camisa que vestem mesmo sem receber, e porque a pressão pública não chega até elas. Inclusive, hoje elas podem chegar a mais uma final de Campeonato Brasileiro, o que é incrível. É lindo ver como elas se entregam pelo Corinthians. Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Continua após a publicidade Gabi Zanotti comemora após gol marcado pelo Corinthians, contra o América-MG, no Brasileirão Feminino Imagem: Rodrigo Gazzanel/Corinthians Mesmo tendo certeza de que Fernando Diniz faz um péssimo trabalho, demiti-lo poderia aumentar o caos e, como temos quase 15 dias de Data Fifa, a melhor escolha é dar a chance de recuperação para quem já está lá. Deixo claro que não acredito que algo mudará nesses dias porque, durante a Copa do Mundo, Diniz teve 40 dias para trabalhar e o time, depois da Copa, despencou na tabela. A próxima partida é contra o Internacional, no Beira-Rio, um confronto direto desesperador para os dois times. O Colorado está afundado no Z4 e, para começar a respirar, precisa vencer de qualquer jeito. Já uma vitória do Corinthians dará um bom respiro; porém, uma derrota enterra o time no caos do Campeonato Brasileiro. Continua após a publicidade O histórico recente deixa os corintianos aflitos com esse jogo, porque a equipe não mostra nada há mais de um mês. O que Fernando Diniz precisa fazer é enxergar a realidade e parar de dar entrevistas com falas completamente sem sentido, deixando claro que ele está em outro universo. A realidade mostra uma coisa, e Diniz fala outra. Assim, não conseguirá ajudar em nada. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Quaest: Lula e Flávio têm empate técnico no limite da margem no 1º turno Rick postou vídeo com empresário em aeroporto antes de desaparecer em voo Torcedores do Corinthians causam confusão após criança ganhar luvas do goleiro Fábio Agregador: diferença entre Lula e Flávio cai para só 0,2 ponto no 2º turno Bilionário mais velho do Brasil, João Jacob Vontobel, morre aos 97 anos