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"A gente está longe do nosso ideal", diz Lucas Moura, do São Paulo Lucas Moura será titular pela quarta vez consecutiva no São Paulo nesta quarta-feira (05), contra o Flamengo, às 21h30 (de Brasília), pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp O que deveria ser uma notícia comum ganha outros confortos ao analisar a difícil temporada vivida pelo atacante. Em março, ele sofreu uma lesão ligamentar e estiramento no joelho direito, e com dores persistentes, passou por cirurgia no final de agosto. Entre setembro e meados de outubro, entrou em campo apenas quatro vezes, sempre saindo do banco de reservas. A vida nova começou no jogo contra o Mirassol, quando Hernán Crespo colocou Lucas pela primeira vez como titular do time, o que se repetiu nas vitórias contra o Vasco e Bahia e deve se repetir no jogo contra o Flamengo. São Paulo x Flamengo: informações e palpite para o jogo Mais do São Paulo: + São Paulo x Flamengo: onde assistir ao vivo, horário e escalações + Quem é o campeão do mundo que proíbe palavrão e evita dar treino tático na base + São Paulo renova contrato com patrocinador por mais um ano Lucas poderá mostrar mais uma vez que está apto fisicamente e também adaptado à nova função tática que Crespo pensou para o atacante: desde seu retorno, ele não joga mais como ponta ou meia, mas sim como um atacante, muitas vezes fazendo o papel de Calleri, que só retorna em 2026. O ge analisou no detalhe a nova função: Novo esquema exige menos esforço físico de Lucas Desde que retornou ao time, Lucas joga como atacante no 5-3-2 de Hernán Crespo. Ele faz dupla com Luciano ou Tapia como dupla de atacantes, atrás de um trio de volantes formado por Bobadilla, Pablo Maia e Marcos Antônio. Lá atrás, alas e zagueiros formam uma defesa com cinco jogadores, como o treinador gosta. Veja na imagem o novo esquema: 1 de 4
Lucas vem jogando como segundo atacante no São Paulo — Foto: Reprodução Lucas vem jogando como segundo atacante no São Paulo — Foto: Reprodução Lucas já vinha atuando mais avançado com Carpini e Zubeldía, mas com Crespo ele virou atacante de fato. Lucas tem menos obrigações defensivas e volta para marcar apenas até a intermediária. Dá botes nos zagueiros e volantes e não faz aquela pressão sufocante lá na frente: muitas vezes, ele espera o volante Marcos Antônio subir a marcação para abafar a saída do adversário. 2 de 4
Time todo do São Paulo na defesa. Lucas dá menos piques e se desgasta menos — Foto: Reprodução Time todo do São Paulo na defesa. Lucas dá menos piques e se desgasta menos — Foto: Reprodução Dessa forma, Hernán preserva o fôlego e o joelho do jogador. Entrando no tatiquês, a nova posição de Lucas o obriga a dar menos piques, aquela corrida rápida que exige bastante da massa muscular. Com isso, ele tem menos chances de lesionar ou desgastar o joelho. No ataque, mais decisivo e armador Quando o Tricolor tem a posse de bola, Lucas circula um espaço menor de campo. Ele costuma se movimentar entre as linhas dos adversários, exatamente como na imagem abaixo: fica de costas, recebe a bola e já pode finalizar ou passar para Luciano ou Tapia. É uma função que exige menos que ele circule pelo lado, como fazia com Carpini no começo de 2024, quando jogou como ponta-esquerda num 4-2-3-1. Veja na imagem: 3 de 4
Com a bola, Lucas atua mais próximo do gol — Foto: Reprodução Com a bola, Lucas atua mais próximo do gol — Foto: Reprodução Lucas é mais terminal e fica mais próximo do gol, mas também pode buscar a bola de Marcos ou Pablo Maia. Só que isso é feito num ritmo menor, normalmente quando o São Paulo está pensando as jogadas de forma mais calma. O exemplo abaixo mostra Lucas indo buscar com bastante calma, sem a marcação dos volantes em cima. Essa é outra forma de tirar o jogador de uma zona muito disputada e fazer ele enfrentar marcadores que não chegam tão duro como o camisa 5 do oponente. 4 de 4
Lucas recua apenas em áreas com menos marcação — Foto: Reprodução Lucas recua apenas em áreas com menos marcação — Foto: Reprodução Crespo gosta de atacantes que se movimentam bastante, e no atual 5-3-2, ninguém tem posição fixa: apenas Maia fica mais à frente. Alas, atacantes e Bobadilla e Marcos Antônio podem trocar de posição a toda hora. Apesar de mandante, o Tricolor não poderá jogar no Morumbis, em razão da realização de uma série de shows no estádio. Por esse motivo, o São Paulo mandará a partida na Vila Belmiro. Muda o estádio, mas não muda a nova posição tática do jogador, que busca o protagonismo para manter o São Paulo na briga por uma vaga na Conmebol Libertadores da próxima temporada. No momento, o clube ocupa a oitava colocação do torneio com 44 pontos. + Leia mais notícias do São Paulo 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv