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Só para assinantes Assine UOL Opinião Um Grenal de muita informação Juca Kfouri Colunista do UOL 28/08/2026 15h18 Deixe seu comentário Jogadores de Internacional e Grêmio reclamam com o árbitro Ramon Abatti Abel durante confronto pela Copa do Brasil Imagem: Roberto Vinicius/AGIF Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× POR EDUARDO BRIDiGI* Antes do Grenal, um amigo sugeriu-me escrever sobre o sem-número de estrangeiros nos dois times, inclusive na comissão técnica. (Aliás, um amigo que mora na Praia do Rosa, onde um dos quartos da casa principal é lembrado como o "quarto do Kfouri", pelas tantas vezes em que lá esteve um amigo da família, irmão do generoso colunista que abre espaço neste blog). Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Depois do jogo, comentei ser impossível escrever sobre o jogo em si, tamanha a ruindade, ruindade milionária, ainda por cima - "um futebol em baixa", na formulação elegante do blog. O que se pode dizer é que a profusão de nacionalidades é outro sinal de algo errado num futebol que, além de exportador, virou também um pobre importador. Sul-americanos sempre tivemos, ainda que não tantos. Agora temos nipo-peruanos, caboverdeanos, belga-ganeses, escandinavos, e até croatas. Um deles, sozinho na marca do pênalti, não foi capaz de dominar uma bola lenta, pronta para as capas dos jornais do dia seguinte. Pareceu refletir que estava impedido, ao mesmo tempo em que precisava pensar o domínio da pelota. Era informação demais. O Imortal até tem um brasileiro, centroavante de futebol americano, mais preocupado em desmontar adversários do que chutar para a rede quando solito na meia-lua, olhar e bater (mas era informação demais). Saiu barato, ele cuja primeira partida pelo Grêmio gerou manchete: Estreante na série A, Carlos Vinicius é expulso por cotovelada. O clube não conta com psicóloga como aquela do Richmond FC de Ted Lasso, capaz de alertar para o risco. Lá pelas tantas, com tantos erros primários, veio uma sensação de desapego, dei-me conta que o resultado seria mesmo obra do acaso. Presente na cancha, um colorado fanático - tão fanático que esquia com boné do Inter - pensou em ir embora em meados do segundo tempo. "Já tava visto", resignou-se. Comportamento impensável em outras épocas. Recordo-me de Grenais pelo Brasileirão em 1995, 1996, eu torcedor visitante no Beira-rio. Os pouquíssimos estrangeiros eram Arce e Gamarra, o script infalível: deriva de Paulo Nunes para o meio, assistência para Jardel, domínio/giro sobre o zagueiro, chute no repique da bola, caixa. Simples. Continua após a publicidade Agora sobram estrangeiros, mas também faltam gaúchos. Metade dos antigos craques citados por você em sua coluna, caro Juca, eram riograndenses (Renato, Ronaldinho, Carpegiani), para não falar de um catarinense da divisa (Falcão) ou um mineiro naturalizado portoalegrense (Tarciso Flecha Negra). Patrocinado pela também portoalegrense Tintas Renner, naquele Grêmio de 95 figuravam, entre outros, Danrlei e Roger (ex-aluno de minha mãe), e Arílson e Carlos Miguel. Trata-se de um desenraizamento entorpecente, de cabo a rabo: em 2025, o Grêmio troca o Banrisul, patrocinador máster por um quarto de século, por uma desconhecida casa de apostas, que não dura um ano. Pois bem, Juca, já não serve contar quantos estrangeiros jogam, e, convenhamos, às vezes é melhor nem colocar os brasileiros que restaram. Custo a crer que vi com meus próprios olhos um escanteio de Arce no Beira-rio, o desvio no primeiro pau, a bola já quase sobrando para o chute óbvio do capitão Adílson, e Paulo Nunes, fominha, preferindo fazer um gol de bicicleta. Calculara, em menos de um segundo, a altura da bola, o quase impossível enquadramento/giro/salto do corpo, os zagueiros ao redor, e mais a corneta do companheiro por "roubar-lhe" o gol. Parecia fácil, mas pelo que se viu ontem, devia ser extremamente difícil processar tanta informação. Nós é que não nos dávamos conta. * Eduardo Bridigi é gremista e diplomata, não necessariamente nessa ordem porque, como se lê, capaz de reconhecer a grandeza de Falcão e Carpegiani. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio