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Futebol Fale de futebol com quem você ama: UOL discute memória e envelhecimento Gustavo Franceschini Colaboração para o UOL, em São Paulo 04/06/2026 12h10 Deixe seu comentário Bem-estar 1/10 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Qual lugar o futebol tem na sua vida? O quanto ele afeta as suas relações familiares, sua rotina e suas emoções? Que espaço ele ocupa na sua memória? Desde 2018, o esporte mais popular do mundo é usado por uma ONG paulistana como ferramenta de auxílio na terapia de pacientes de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas. Por seu caráter afetivo, as lembranças ligadas à bola ajudam pacientes a reviver momentos do passado, estimular atividade cognitiva e melhorar sua qualidade de vida. Baseado nisso, o UOL lança, às vésperas da Copa do Mundo de 2026, a campanha Memória & Futebol , que estimula pessoas de todas as idades a usarem o futebol como ferramenta para se conectarem com pessoas queridas. Julián Fuks O sonho da literatura, no tempo do desencanto Josias de Souza Flávio Bolsonaro perde de goleada em casa Luiz Henrique Matos Desertos de notícias são uma ameaça à democracia PVC Seleção brasileira recupera harmonia perdida Em parceria com a ONG Revivendo Memórias , que estuda o assunto há quase uma década, o UOL reuniu famosos e anônimos para conversas que mostram a importância do esporte no contexto do envelhecimento. O resultado dessas conversas serão publicados nas plataformas do UOL em três capítulos: nesta sexta-feira, "Futebolcentrismo" e um vídeo especial sobre a campanha e como aplicar os princípios do projeto no cotidiano; no sábado, "Memória e Futebol", e no domingo, "Futebol e Família". Acima, você assiste ao teaser do projeto. A ideia de que memórias ligadas a paixões sobrevivem melhor ao tempo e ao avanço da idade é estudada em vários segmentos. No futebol, a Escócia é pioneira neste tipo de metodologia com o projeto Football Memories, uma parceria de 2009 do Scottish Football Museum e a ONG Alzheimer Scotland, que se dedica a estudar e tratar pacientes da doença. No Brasil, o Revivendo Memórias parte de uma iniciativa do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento, da Neurologia da USP (Universidade de São Paulo). Desde sua criação, já atendeu mais de mil pessoas e treinou cerca de 400 profissionais do setor cultural no atendimento a idosos com algum tipo de demência. O Revivendo Memórias usa essa memória de longo prazo, principalmente as emocionais. A literatura científica em música é muito grande. E comecei a pensar que outras paixões poderiam despertar algo do tipo também, como futebol, cinema, poesia, literatura... Essa paixão começa a ficar tão forte na gente que é independente, ela basta Carlos Chechetti, idealizador e responsável pela Revivendo Memórias, ao UOL Continua após a publicidade Como não há cura para doenças neurodegenerativas, a terapia que usa paixões como o futebol para reativar lembranças do passado tem como objetivo gerar atividade cognitiva no cérebro dos pacientes. Esses estímulos ajudam a retardar o avanço de demências e, não menos importante, são capazes de gerar bem-estar e melhorar a qualidade de vida de pessoas que, não raro, estão em isolamento social e enfrentam quadros de depressão. Você consegue lutar na questão do estigma. A pessoa que deixa de socializar porque não lembra das coisas, porque não consegue se comunicar bem, perde o sentido de vida, e entra em depressão porque está em isolamento. A ONG, por meio das atividades dela, tenta buscar as paixões dessas pessoas para gerar estimulação cognitiva e fazer uma reinserção social. Isso proporciona emoções positivas, melhora o bem estar dela e pode ativá-la de novo pra sociedade Carlos Chechetti, ao UOL As memórias que são repetidas várias vezes, trazidas ao consciente ao serem verbalizadas, relembradas ou comentadas, elas se tornam mais fortes. Então elas prevalecem. Se a pessoa é aficionada por futebol, acaba sendo mais ou menos isso. A pessoa relembra, comenta, fala do seu time, do jogador que era um ídolo? É comum a gente ver pacientes em fase moderada para grave [de Alzheimer] e a pessoa lembra qual o seu time Sonia Brucki, chefe do Grupo de Neurologia Cognitiva e responsável pela Pós-Graduação em Neurologia da Faculdade de Medicina da USP Em Memória & Futebol , o UOL reuniu famosos e anônimos para conversas que passaram por temas como envelhecimento, família, rotina e memórias, sempre entremeados pelo futebol. A ideia é mostrar a importância do esporte na vida de quem é apaixonado e como ele pode servir como ferramenta no dia a dia de quem convive com os reflexos do envelhecimento. E isso não se limita a quem convive com pessoas com Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas. Continua após a publicidade Homens da minha geração tem no futebol um raro vínculo com os pais. Nunca falei de sexo com o meu pai. Eu falo de futebol todos os dias, todas as horas Celso Unzelte, jornalista e participante do projeto junto do seu amigo e colunista do UOL Paulo Vinícius Coelho "Choramos na derrota, comemoramos nas vitórias, então ficou uma coisa muito intensa. O Arsenal nos uniu muito, nos aproximou muito. Um na Inglaterra, outro aqui no Brasil, através do futebol inglês, a nossa amizade, a nossa relação pai e filho foi intensificada", conta José Trajano sobre sua relação com o filho João Castelo Branco, durante conversa com o amigo e também jornalista Juca Kfouri. "Eu acho que envelhecer... Você não pode ficar dentro de casa trancado, vendo a vida passar. Tem de buscar alguma coisa que te traga satisfação e que faça você se sentir vivo. O futebol e a viagem fazem a gente ficar vivos", disse Ana Maria Pimentel, em conversa com o marido, Mariano. Por isso, em tempos de Copa do Mundo, o UOL faz um convite: fale de futebol com quem você ama . Puxe assunto, mostre fotos, conte e ouça histórias. Transforme a sua paixão em uma forma de melhorar a qualidade de vida de outro apaixonado pelo esporte. Assista a 'Memória & Futebol' Sexta-feira, dia 5 - Episódio 1 - "Futebolcentrismo" Sábado, dia 6 - Episódio 2 - "Memória e Futebol" Domingo, dia 7 - Episodio 3 - "Futebol e Família" Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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