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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Em turbilhão por Real e Virgínia, Vini Jr. encara missão: virar artilheiro Thiago Arantes Colunista do UOL 15/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Vini Jr. no treino da seleção brasileira em Londres Imagem: Rafael Ribeiro/CBF Quando entrar em campo para enfrentar a seleção de Senegal, às 13h (horário de Brasília) deste sábado, Vini Jr. poderá, enfim, concentrar-se em apenas jogar futebol. O camisa 7 da seleção brasileira terá 90 minutos para se isolar do turbilhão midiático que o cerca nas últimas semanas — no Real Madrid, ele se meteu em uma polêmica com o técnico Xabi Alonso, após ser substituído contra o Barcelona. Já na vida pessoal, o atacante passou a ter detalhes de sua intimidade divulgados como nunca antes, desde o início do namoro com a apresentadora Virgínia Fonseca. Letícia Casado Operação sobre INSS tumultua disputa por MG Wálter Maierovitch Crime agradece trapalhada do relator do PL Antifacção PVC Fla pode derrubar Sport e ser líder; veja palpites Juca Kfouri O tapa de luvas de Adriane Galisteu na família Senna Um relacionamento em que cada detalhe, cada publicação ou like viram notícia; em que um "emoji" pode valer por frases inteiras e desencadeia uma enxurrada de mais publicações, likes e emojis. No sábado, ela estará no Emirates — a influenciadora chegou a Londres na sexta-feira e está, pela primeira vez, frequentando o ambiente de seleção brasileira. A vida movimentada fora do campo contrasta com uma missão importante dentro dele. Contra Senegal, a seleção brasileira tenta consolidar um sistema com quatro jogadores ofensivos, nenhum deles centroavante. Como Rodrygo e Estevão atuam pelas pontas, e Matheus Cunha é quem volta para se conectar ao meio, cabe a Vini a missão de ser o goleador de um time sem camisas 9. Já foi assim contra a Coreia do Sul, na goleada por 5 a 0, e diante do Japão, quando o time perdeu por 3 a 2, de virada. Vini fez gol e deu assistência contra os sul-coreanos, mas não foi bem diante dos japoneses. Novo papel Essa mudança de posição — e a missão de virar um goleador — aconteceu após conversas com Carlo Ancelotti. O técnico italiano contou à revista Placar o argumento que usou para convencer o jogador. Continua após a publicidade "Eu disse a ele: 'quando você está como extremo para marcar gols tem que fazer regates (dribles) três, quatro vezes. Tocar sete, oito vezes na bola. E centralizado, como referência, é suficiente apenas um movimento ao tempo correto para marcar gol'", disse. Carlo Ancelotti durante treino da seleção brasileira em Londres Imagem: Divulgação/CBF Ancelotti deixa claro, no entanto, que não pede que nenhum jogador mude a característica contra a sua vontade. "Eu nunca vou forçar um jogador a atuar na posição que desejo. Eu quero colocar um jogador na posição que ele esteja mais confortável", afirmou, em entrevista coletiva na véspera do duelo com os senegaleses. O desafio, mesmo para um jogador da importância de Vini Jr., é grande. Até hoje, ele soma oito gols em 43 jogos pela seleção brasileira — com a mudança de função, há uma expectativa natural de que a cifra aumente. Isolamento Nos últimos dias, no ambiente de seleção, o camisa 7 teve mais tranquilidade. Isolado com o restante do grupo no luxuoso hotel The Landmark, na região central de Londres, não teve de lidar com a imprensa, por exemplo — ele não foi escalado para as entrevistas coletivas ao longo da semana. Continua após a publicidade Em momentos de descontração, sempre no hotel, o jogador teve a companhia de um de seus empresários e, em uma das noites, encontrou-se o ex-lateral-esquerdo Juan, que teve passagens por Flamengo e São Paulo, além do Arsenal. Éder Militão também participou da conversa. Nos treinos, chamou a atenção uma conversa do atacante com Ancelotti, nas atividades de quarta-feira, no CT do Arsenal. Os dois se falaram por cerca de três minutos durante o tempo em que o treinamento era aberto à imprensa. Questionado pelo UOL em entrevista coletiva, o "mister" disse que costuma ter conversas particulares com os atletas, mas que daquela vez não era o caso. "Com o Vinícius, não era isso o tema. Um outro tema, mas a nível pessoal e não tático", afirmou. Quando convocou a seleção brasileira para os amistosos contra Senegal e Tunísia, o italiano foi perguntado sobre o momento "movimentado" da vida pessoal de Vini, mas disse que não era "nem pai, nem irmão" do jogador e que os assuntos pessoais não lhe interessavam. Em Londres, ele abriu uma exceção. O italiano parece saber que a vida pessoal de Vini pode ter influência não apenas no desempenho do camisa 7 em campo, mas em toda a seleção brasileira. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Mãe de jovem morto pela polícia do Rio vence 'Nobel' de Direitos Humanos 'Divórcio grisalho': por que cada vez mais pessoas se separam depois dos 50 Espanha e mais três seleções podem garantir vaga na Copa do Mundo hoje Reforço de Flaco López resolve quatro problemas para Abel no Palmeiras Explosão no Tatuapé: número de imóveis interditados cai de 23 para 11