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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Os efeitos colaterais no Brasil depois de John Textor e Memphis Depay Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 16/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Jogadores do Botafogo lamentam goleada sofrida para o Cienciano, na Copa Sul-Americana Imagem: JOSE ANGULO / AFP Onde está John Textor? Ninguém perguntou por ele depois da derrota do Botafogo para o Cienciano, por 6 a 1, enquanto muita gente apontava para o técnico Franclim Carvalho ou para o goleiro Warleson a culpa pela maior derrota de qualquer clube brasileiro na história dos torneios continentais. Nas Laranjeiras, sede do Fluminense, a apenas 3,4 quilômetros da rua General Severiano, onde fica o Botafogo, perguntava-se por que Luis Zubeldía não investia em jovens da base e contratava Rodrigo Castillo, do Lanús, por R$ 52 milhões. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Por causa de Textor. Não é uma relação imediata de causa e efeito, mas é por causa do que Textor causou de prejuízo na cultura e no analfabetismo do futebol do Brasil. Os clubes de outros países da América do Sul inflacionaram o mercado e passaram a cobrar preços à vista, porque o Botafogo pagava muito — Flamengo e Palmeiras também — e porque Textor dava calote. À vista, não haveria risco. O Fluminense tinha política de não contratação entre 2020 e 2022 —comprou apenas o lateral Guga e o atacante Keno, em 2023, e ganhou a Libertadores. Correu risco de rebaixamento em 2024 e, por isso, comprou Bernal e Serna. A torcida cobrou centroavante, porque os rivais tinham, e o Fluminense ouviu que só poderia pagar à vista por bons jogadores na casa dos US$ 5 milhões. Preferiu pagar US$ 10 milhões por Rodrigo Castillo, carrasco do Flamengo, em quatro parcelas anuais de US$ 2,5 milhões. Se não virar SAF, no ano que vem, não vai contratar. Fechará cofres e torneiras, como fazia até 2022. O Corinthians, não. Contratou Memphis na esteira John Textor, precisava concorrer com quem concorria com o Botafogo — e com os corintianos, ganhou três títulos após seis anos de seca, desafiou o Palmeiras, a quem eliminou na Copa do Brasil, e o Flamengo, de quem ganhou na Supercopa. Continua após a publicidade E, então, quebrou! Quer dizer, já estava quebrado enquanto investia, exatamente como o Botafogo de John Textor fazia, enquanto o empresário norte-americano envergava o cabo da bandeira que balançava fazendo populismo oficial dentro do estádio Nilton Santos. Não se sabe ao certo o que John Textor fez com sua bandeira, mas ela não foi hasteada em Cusco, durante a derrota por 6 a 1 para o Cienciano. O futebol brasileiro também anda com suas bandeiras a meio mastro depois da Copa do Mundo. Os problemas do pós-populismo chegaram até ao governo dos Estados Unidos, a ponto de o diretor-executivo da força tarefa para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, ter afirmado, incorretamente, que o árbitro brasileiro Raphael Claus foi investigado. Efeito colateral das declarações falsas de um estudo fajuto encomendado por John Textor sobre arbitragem no Brasil. Quase sempre se aponta para o vilão errado. O Botafogo usa o dedo indicador para o técnico Franclim Carvalho, o São Paulo para seus técnicos e jogadores, o Fluminense para o treinador que não usava os revelados em Xerém, quase sempre contratados mais tarde pelo Flamengo. John Textor está em algum lugar do Hemisfério Norte. O futebol brasileiro, cada dia mais perto do inferno. Ao menos, pela classificação da última Copa do Mundo. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino