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Análise dos Times

Southampton

Principal

Motivo: O Southampton é o clube atual do jogador e o foco principal da matéria, destacando sua ascensão e sucesso na Inglaterra.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: A experiência na Suécia é descrita como um pesadelo, com trabalho análogo à escravidão e falta de pagamento, gerando um forte viés negativo.

Viés da Menção (Score: -0.8)

Motivo: A passagem pela Alemanha é descrita como mais digna, mas com dificuldades em se estabelecer, com um viés levemente positivo pela oportunidade de aprendizado.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Southampton Suécia Alemanha Chapecoense Heidenheim Schalke 04 Léo Scienza Defensor Magdeburgo Ulm

Conteúdo Original

Esporte Futebol Brasileiro triunfa no futebol inglês após trabalho análogo à escravidão Thiago Rabelo Colaboração para o UOL 24/01/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia O jogador brasileiro Léo Scienza comemora gol marcado pelo Southampton Imagem: Southampton FC Léo Scienza teve de enfrentar várias adversidades até se tornar um dos destaques do Southampton, clube da 2ª divisão inglesa. A maior delas foi superar uma depressão que teve início com a morte do pai exatamente no dia em que fez 20 anos de idade. Rejeitado pelos clubes brasileiros, ele se trancou em seu quarto por dois meses e viu a vida perder o rumo. Sabe quando tudo está ruim e nada mais faz sentido? Eu tive pensamentos suicidas. Minha vida não tinha mais graça, eu não queria estar mais vivo. Todo mundo tem um lado obscuro. Eu não sou a melhor pessoa para falar em depressão ou sobre o que é a depressão. Eu só fui entender isso depois. Meu pai morreu no dia do meu aniversário. Isso sempre vai ficar marcado na minha vida. Depois que ele morreu, eu só queria ficar no meu quarto, no escuro, sem fazer nada. Eu não queria ver ninguém, falar com ninguém. Léo Scienza Sakamoto Ibaneis é a 1ª vítima das 'delações' de Vorcaro Alicia Klein Impune, Daniel Alves compra sua volta ao futebol Daniela Lima Nikolas se põe como líder de mobilização da direita Josias de Souza Master expõe bolero de Vorcaro com poder político O brasileiro, que foi contratado no ano passado por quase R$ 50 milhões pelo Southampton, demorou a sair do quadro de depressão. Antes da morte do pai, ele já vivia um cenário de frustrações. Chegou a jogar nas categorias de base da Chapecoense e do Defensor, do Uruguai, mas sem muito sucesso. A realidade era de jogos amadores, com o pagamento de R$ 100 a 200 por partida. Mesmo fora do radar das equipes brasileiras, Scienza recebeu uma proposta de um grupo de empresários para testes na Suécia. A mudança era mais uma fuga da realidade do que um projeto bem pensado. Léo Scienza, nos tempos de Suécia: jogador morou em porão e ficou sem salário Imagem: Reprodução/Instagram A morte do meu pai foi muito difícil. Mas aí surgiu a oportunidade de ir para a Suécia e começar uma nova vida. Tudo de ruim já tinha acontecido comigo. Eu não tinha medo de mais nada. Fui para a Suécia com toda a positividade do mundo, com muitos sonhos, para fugir daquilo que eu vivia no Brasil. Mas foi uma merda. Eu passei por todas as dificuldades que você possa imaginar. Léo Scienza Trabalho por comida Foram várias as adversidades no novo país. A principal era a falta de dinheiro. A promessa era que ele jogaria em uma das duas principais divisões do futebol sueco, mas o máximo que conseguiu foi um clube da quinta divisão em uma liga praticamente amadora. O acordo era de 500 euros por mês, mas o dinheiro ele nunca viu. Continua após a publicidade Eles me prometeram um salário de 500 euros, mas eu nunca vi esse dinheiro. Meu sonho virou pesadelo. Meu sonho de ser um jogador de futebol profissional virou trabalhar para poder ter o que comer no dia seguinte. Desculpa a comparação, mas era um trabalho escravo. Eu trabalhava em troca de comida. Nós morávamos em um porão de uma casa. Era uma sala e eles colocavam os colchões para a gente dormir. Era uma sala minúscula em que dormiam três ou quatro pessoas. Vivemos assim por mais de um ano. Léo Scienza A psicologia foi um ponto importante para Leo Scienza escapar da depressão. Ele passou a fazer terapia após o acidente do voo Tam 3054 , em 2007. Um padrinho do jogador estava entre as 199 pessoas que morreram na segunda maior tragédia da aviação brasileira. A morte do meu padrinho foi um choque pesado para mim. Eu não entendia o que era a morte. Eu era criança e nunca tinha perdido ninguém na família ou próximo a mim. Eu tive síndrome do pânico após o acidente e comecei a me tratar com uma psicóloga. Hoje, a minha psicóloga é uma das pessoas mais importantes na minha vida. Todo mundo precisa ter alguém para conversar, para colocar os sentimentos para fora. Você não pode deixar os pensamentos, sejam bons ou ruins, parados na sua cabeça. Você só sai dos buracos da vida se você procurar alguém. A psicologia me fez entender as fases da vida e aceitá-las. Léo Scienza Virada na Alemanha O brasileiro ficou na Suécia por um ano. Neste período, por ter descendência de Luxemburgo, conseguiu a cidadania europeia e começou a buscar novas oportunidades em países vizinhos. A melhor opção foi na Alemanha, nas categorias de base do Schalke 04. Continua após a publicidade Apesar de viver uma vida mais digna na Alemanha, Léo Scienza demorou a se estabelecer no futebol europeu. Foram dois anos nas categorias de base do Schalke 04, sem receber nenhuma chance no profissional, até ser negociado com Magdeburgo na segunda divisão, outra passagem sem sucesso. Léo Scienza comemora pelo Ulm, da terceira divisão: carreira "diferente" levou à Bundesliga Imagem: Reprodução/Instagram Somente em 2023, pelo Ulm, na terceira divisão, é que o brasileiro começou a se destacar. Foram 12 gols e 15 assistências pelo novo clube e uma proposta do Heidenheim ao fim do ano. No primeiro ano de Bundesliga , na elite do futebol alemão, ele entrou na história do clube ao marcar um gol aos 50 minutos do segundo tempo que garantiria a equipe por mais um ano na primeira divisão alemã. Auge da carreira na Inglaterra O jogador brasileiro Léo Scienza comemora gol marcado pelo Southampton Imagem: Southampton FC Aos 27 anos de idade, Léo Scienza vive a melhor fase da carreira. Conseguiu superar a depressão, a morte do pai e as dificuldades na Suécia. Continua após a publicidade Se há oito anos ele estava trancado em um quarto e sem perspectiva de futuro, ele prefere não ter grandes sonhos ou projetos a longo prazo. Não consigo pensar no futuro. Minha vida no futebol foi tão difícil. Eu tive de batalhar todos os dias para ter o que comer no dia que seguinte que eu não consigo mais pensar longe. Não sou um cara que sonha com algo para daqui dez anos, que quer ir para o Liverpool ou ficar no Southampton até aposentar. Muitos amigos já me perguntaram se eu sonho em jogar pela seleção brasileira, e eu acho isso uma loucura. Esta não é a minha realidade. Mas a minha vida foi tanta loucura que eu respondo que não sei, porque há pouco tempo eu jogava na quinta divisão da Suécia, e hoje jogo na Inglaterra. Léo Scienza Caso você esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada como o CVV e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV (https://www.cvv.org.br/) funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Alto funcionário do Irã fala em 'guerra total' em meio à tensão com EUA Viagem e troca de casais: o dia que comi a mulher do meu amigo Sinner sobrevive ao calor e às cãibras e vai às oitavas no Australian Open Diretora de empresa morre após passar mal dentro de piscina de resort em GO Três apostas do PR, TO e SC acertam Lotofácil e levam R$ 405 mil cada; veja