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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Abel Ferreira não erra Alicia Klein Colunista do UOL 08/09/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, durante partida contra o Botafogo, pelo Brasileirão Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF O último grande título conquistado pelo Palmeiras de Abel Ferreira foi o Brasileirão de 2023. De lá para cá, disputou taças, mas venceu apenas um Paulistão. Ele dirá que isto está ótimo. Que título é título. E que o futebol está doente, porque a imprensa intoxicou o esporte a ponto de acreditarmos que o segundo lugar é uma merda. Então, ele chutará um microfone. Parecerá um comportamento descontrolado, doente até. Observem, porém, quantos microfones colocam ao seu lado. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Após empatar com o Botafogo por 0 a 0, conquistando o sétimo ponto em nove jogos e perdendo a liderança para o Flamengo, ele explicará o problema: "Vocês veem algum microfone na Liga dos Campeões? No Mundial de Clubes? Nos campeonatos europeus? Por que aqui tem? Já chega. O que vocês querem com isso? É fazer manchetes? Estamos no Big Brother? Três microfones. Eu não vou mudar minha essência, sou super competitivo, odeio perder, e tenho meus demônios — assim como todos. A única coisa que peço é que os critérios sejam iguais para todos, seja no STJD ou no campo". Ele tem demônios, como todos, mas também o que vocês querem com isso? Que tipo de provocação é essa? Como podem esperar que o líder de um dos times mais ricos do Brasil, que recebe milhões por mês e goza da maior estabilidade empregatícia da história da profissão no país, ganhe toda hora? Como podem esperar que se responsabilize pela falta de criatividade e recurso tático da equipe no campo? Por que ele assumiria sua parte neste latifúndio? Afinal, não há critérios. O STJD. O calendário. Os gramados. Os árbitros. A mídia. É preciso tempo e paciência. Competir com caráter. Usar a base que rende bilhões. Comparem onde jogaram os jogadores do Flamengo e os do Palmeiras. O time está vivo em todas as competições. Nunca o clube disputou tantos títulos. Desfrutem. O torcedor de verdade sabe tudo isso. Quem entende das coisas entende que a culpa não é dele. Nunca foi e nunca será. Mesmo que o Palmeiras não dê um chute ao gol na final da Libertadores. Mesmo que derreta em agosto, de novo. Mesmo que uma epidemia de má fase atinja todo o elenco. Não é ele quem joga. Ele é apenas um injustiçado incompreendido, cercado por microfones demais. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio