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Futebol Com escolhas opostas, Tuchel conduz Inglaterra na contramão de Ancelotti Pedro Lopes e Rodrigo Mattos Do UOL, em Miami 11/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Tomas Tuchel e Carlo Ancelotti se cumprimentam antes do jogo Napoli e PSG, pela Champions League Imagem: SSC NAPOLI via Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Inglaterra joga hoje pelas quartas de final da Copa do Mundo em Miami, e terá pela frente a Noruega, que eliminou o Brasil. No comando do elenco inglês, o alemão Thomas Tuchel começou o trabalho no ano passado sob contestação, mas conquistou a torcida e a crônica do país crescendo durante a Copa do Mundo. Ao longo dessa trajetória, enfrentou dilemas e momentos similares aos enfrentados pelo treinador da seleção brasileira Carlo Ancelotti - e seguiu por caminhos radicalmente opostos. Tuchel foi alvo de duras críticas de torcida e imprensa ao deixar de fora da convocação as estrelas da Inglaterra Cole Palmer, Phil Foden e Trent Alexander Arnold. Questionado várias vezes, expôs motivos, bancou a decisão e não recuou. Juca Kfouri França x Espanha: final antecipada uma pinóia Ronilso Pacheco Michelle Bolsonaro já tem tudo desenhado PVC Jorge Jesus fala a verdade sobre Neymar e CR7 Casagrande França entrará para história como uma das melhores "Eles fizeram algo errado? Não. Eles poderiam estar no grupo? Sim. Cem por cento de certeza. Mas, para alguns deles, é apenas a quantidade de jogadores em uma determinada posição. Nós não queríamos tanto colocar os jogadores fora de posição e queríamos dar a eles um papel claro, e isso vem com escolhas difíceis e talvez duras na preparação para o torneio", disse. Ancelotti, por sua vez, acabou cedendo aos apelos populares e convocou Neymar, mesmo sem brilho dentro de campo pelo Santos e com o atacante sofrendo uma lesão na véspera da convocação. Mas foi além disso. Neymar foi diagnosticado assim que se apresentou com uma lesão de grau 2 na panturrilha, muito mais grave do que a divulgada no período da convocação. Ainda assim, foi mantido no elenco. Passou 30 dias sem treinar com bola e perdeu os dois primeiros jogos da seleção na Copa do Mundo. Além de convocá-lo, Ancelotti também se rendeu aos apelos para utilizá-lo. Neymar foi a campo na segunda etapa do jogo decisivo contra a Noruega tendo jogado 15 minutos nos últimos 50 dias. Enquanto Ancelotti resgatou Casemiro e o trouxe de volta para a liderar a seleção, Tuchel sacou do time um dos seus principais líderes, o zagueiro Harry Maguire. Até a mãe de Maguire atacou o treinador alemão, chamando a decisão de "desgraça". Tuchel queria defensores mais ágeis e dinâmicos. Continua após a publicidade Entrando na Copa sob o peso das decisões controversas, o técnico da Inglaterra foi construindo uma trajetória da desconfiança ao apoio. Ancelotti, por outro lado, foi do respaldo e da esperança à desconfiança. O momento da virada de Tuchel se consolidou no dífícil confronto diante do México, pelas oitavas de final. Depois de ter o defensor Quansah expulso, ele reajustou o time com a entrada de Stones, manteve o equilíbrio e a postura de propor jogo e foi coberto de elogios pela imprensa inglesa. Enquanto isso, quando o Brasil ainda empatava em 0 a 0 com a Noruega e parecia ligeiramente melhor no jogo, Ancelotti mudou o esquema utilizado durante toda a Copa, promovendo a entrada de Neymar em um trio de atacantes com Vinicius Jr. e Endrick. A mexida desbalanceou o time brasileiro e contribuiu para que Erling Haaland tivesse o espaço que tinha buscado durante toda a partida, duas vezes, para decidir o confronto e eliminar o Brasil. São dois treinadores de nacionalidades com tradição no futebol, mas que treinam outras seleções que não as dos seus países, mas igualmente tradicionais. Ambos assumiram o cargo há pouco mais de um ano. Nessa Copa, as trajetórias foram diametralmente diferentes. Antes do confronto decisivo diante da Noruega, Tuchel falou sobre o duro processo para conquistar a confiança dos ingleses. Continua após a publicidade "Eu acho que este time tem muitas coisas para amar. Isso acho que na visão do público, eu vivo numa bolha, treino, preparo o time. Mas minha impressão é que as pessoas amam o time, o espírito, a união, os jogadores que dão tudo pela camisa. Eu acho que tivemos lampejos do estilo certo em nossas partidas, ainda podemos fazer melhor, mas a união, o espírito representam o futebol inglês. Nós não nos distraímos, e eu me sinto confiante de que os torcedores sentem a energia que o time transmite", disse. Curiosamente, Tuchel foi confrontado com uma pergunta especificamente sobre Carlo Ancelotti, comparando os impactos que os dois treinadores podem ter sobre os estilos de jogo de Inglaterra e Brasil. Ele ficou surpreso e foi diplomático na resposta. "Eu não entendi a relação com o Carlo. Não tenho certeza se tento mudar a identidade; eu tento apoiar os jogadores e construir uma plataforma para eles mostrarem sua qualidade. Nós podemos ser agressivos, gostamos de ser ativos. Competitividade, união, isso faz parte da mentalidade inglesa, essas coisas importam no futebol, e nossos jogadores têm isso no nível mais alto. O Carlo é um dos treinadores mais bem-sucedidos, e um cavalheiro, eu realmente o admiro". Emotivo e espontâneo, Tuchel rompeu com líderes veteranos que, na sua visão, tinham passado do auge, renegou grandes estrelas e ignorou a pressão da mídia. Pragmático e frio, Ancelotti resgatou os veteranos líderes, abriu espaço para acomodar a estrela que era foco de apelos populares, mesmo sem nenhuma indicação do campo de que ela ainda poderia ter algum impacto. Diante da Noruega, as escolhas do treinador italiano foram parte do que resultou na eliminação do Brasil. Tuchel, na contramão, encontrará o mesmo teste, hoje, em Miami, às 19h (de Brasília). Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Sobe pra sete número de suspeitos mortos pela Rota após ataque a tenente Trump ameaça dizimar o Irã com mil mísseis se sofrer tentativa de atentado Ju Isen é internada por complicação após uso de PMMA: 'Bomba-relógio' Estados Unidos divulgam fotos de óvni tiradas por astronautas em 1996 'Uma máquina': Scaloni não se surpreende com o desempenho de Messi aos 39 anos