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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Que setores substituíram as bets em camisas e orçamentos da Premier League? Rafael Reis Colunista do UOL 29/09/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Chelsea, do brasileiro Estêvão, tem agora uma criptomoeda como patrocinador máster Imagem: Getty Images Saem as bets, entram as instituições financeiras. É com o dinheiro de bancos, fintechs e corretoras de criptomoedas que os clubes da Premier League, o campeonato nacional mais rico e badalado do mundo, têm se virado depois da proibição de terem casas de apostas como patrocinadoras principais. Diferente do que está acontecendo no Brasil, em que esse mercado foi banido e não pode mais operar, a Inglaterra continua permitindo normalmente que as pessoas apostem em resultados esportivos. O que mudou por lá foi que, a partir desta temporada e por decisão da própria liga, os times da primeira divisão não podem mais anunciar bets nas áreas mais nobres dos seus uniformes. Marco Antonio Sabino Inferno de Dante: Nossa Senhora vira cabo eleitoral Josias de Souza Campanha foi de Vorcaro a Nossa Senhora Aparecida Alicia Klein A curiosa lógica do presidente do Flamengo Felipe Salto Fim das bets salva vidas e ajuda a economia Os clubes ingleses ainda podem receber dinheiro de casas de apostas, mas não mais como patrocinadoras másters. Essas empresas agora só podem estampar suas marcas nas mangas das camisas, em placas de publicidades e nos painéis usados para entrevistas coletivas. Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play Embora o impacto financeiro seja consideravelmente menor daquele previsto no futebol brasileiro, os times da Premier League também tiveram de correr atrás de novos apoiadores para pagar as contas. Agora, o setor que mais ocupa os postos de patrocinador principal no Inglês é o financeiro. Seis dos 20 clubes da elite exibem no peito de suas camisas marcas oriundas desse universo: Brighton, Chelsea, Coventry, Everton, Liverpool e Nottingham Forest. Dentro desse cenário, há bancos mais tradicionais, como o Standard Chartered, que apoia o Liverpool, mas também operadoras de cartão de crédito (American Express, do Brighton), fintechs (caso do Monzo, do Coventry City) e até criptomoedas (USDC, do Chelsea). O mercado de tecnologia, com direito até mesmo a empresa de inteligência artificial (Temporal, do Everton), aparece na segunda posição desse ranking, com quatro clubes patrocinados, seguido pelo ramo de transportes, que tem três times. Existe até mesmo uma equipe da Inglaterra cuja principal receita comercial vem de um governo estrangeiro, o Aston Villa, que é patrocinado pelo "Visit Rwanda", uma campanha bancada por Ruanda para melhorar sua imagem no cenário global (o país é acusado de violar direitos humanos e patrocinar crimes de guerra) e, assim, incentivar o turismo na região. Continua após a publicidade Relacionadas Ciclo já começou, mas incertezas ainda rondam próxima Copa do Mundo Fla tem o elenco do Brasil com maior experiência em seleções; veja o top 10 7 caras novas das seleções sul-americanas para seu time contratar em 2027 O fim das bets O governo Lula publicou na última sexta-feira uma Medida Provisória (MP) que proíbe exploração, oferta e divulgação das apostas de quota fixa (as chamadas bets), assim como os cassinos online, no Brasil. O decreto, que tem efeito imediato, mas precisa ser referendado pelo Legislativo no prazo de até 120 dias, possui um grande impacto financeiro sobre o futebol brasileiro. Atualmente, um terço das receitas comerciais dos clubes da primeira divisão brasileira vem deste mercado. No ano passado, as casas de apostas despejaram R$ 1,03 bilhão em patrocínios para as equipes da Série A. Nesta temporada, o patamar de investimento caiu um pouquinho e está na casa de R$ 910 milhões. Dos 20 times participantes do Brasileirão, 14 têm bets como patrocinadores principais: Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Vasco, Santos, Vitória, Remo, Chapecoense e Grêmio. Quem são os patrocinadores máster da Premier League? Serviços financeiros (6): Brighton, Chelsea, Coventry, Everton, Liverpool e Nottingham Forest Mercado de tecnologia (4): Crystal Palace, Fulham, Ipswich Town e Manchester United Serviços de transporte (3): Arsenal, Hull City e Manchester City Bebidas e alimentos (2): Leeds United e Newcastle Planos de saúde e seguros (2): Bournemouth e Tottenham Governos estrangeiros (1): Aston Villa Recursos humanos (1): Brentford Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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