🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Conteúdo Original

Veja como as chuteiras evoluíram ao longo das Copas Antes da tecnologia de ponta e da febre da cor rosa, como tem sido amplamente visto nesta Copa do Mundo , as chuteiras utilizadas pelos jogadores de futebol eram muito diferentes. Pesavam mais de 1kg no início e pareciam mais botinas de fazendeiro do que um calçado esportivo. + Veja a tabela completa da Copa do Mundo 2026 A onda das chuteiras rosas, no Fora da Súmula Ao longo dos anos e das edições da Copa do Mundo, o mundo do futebol acompanhou a evolução das chuteiras. O couro ficou menos pesado, deu lugar ao material sintético, o que permitiu a fabricação dos modelos ultraleves vistos atualmente. Atrelado aos avanços tecnológicos, uma chuteira hoje em dia pesa menos que um smartphone. O ge preparou uma linha do tempo com os principais marcos de evolução das chuteiras ao longo das Copas. Confira: 1930 - O primeiro avanço As primeiras chuteiras fabricadas para a prática do futebol datam do fim do século retrasado, em 1891. Elas pesavam mais de 1kg e tinham travas pela primeira vez. Quando a Fifa organizou a primeira edição da Copa do Mundo, em 1930, o primeiro passo avanço já havia sido dado: os irmãos Rudolf Dassler e Adolf Dassler criaram o calçado com material mais leve e cano mais baixo, reduzindo o peso para total em cerca de 500g. Foi esse o modelo usado pela maioria dos jogadores no Mundial do Uruguai. 1 de 8 Chuteira utilizada por jogadores de Uruguai e Argentina na final da primeira Copa do Mundo em 1930 — Foto: Keystone/Getty Images Chuteira utilizada por jogadores de Uruguai e Argentina na final da primeira Copa do Mundo em 1930 — Foto: Keystone/Getty Images 1954 - O início de uma era Em 1948, os irmãos Dassler se separaram nos negócios e cada um criou uma empresa: Adolf fundou a Adidas e Rudolf, a Puma. Em 1954, a Adidas lançou sua primeira chuteira de sucesso, com as famosas três listras na lateral, e revolucionou o mercado. Os calçados até então eram fabricados com couro de vaca, mas a empresa couro de canguru e elaborou as travas substituíveis. Esse foi o modelo mais visto na Copa do Mundo realizada na Suíça, em 1954. Todos os atletas da Alemanha Ocidental calçaram essa chuteira na final contra a Hungria. 2 de 8 Chuteiras utilizadas pelos jogadores de Alemanha e Hungria na final da Copa do Mundo de 1954 — Foto: dpa/picture alliance via Getty Images Chuteiras utilizadas pelos jogadores de Alemanha e Hungria na final da Copa do Mundo de 1954 — Foto: dpa/picture alliance via Getty Images 1962 - Cada vez mais leves Na Copa do Mundo sediada no Chile, edição que sagrou o bicampeonato da seleção brasileira, os avanços em técnicas de fabricação permitiam que os jogadores usassem chuteiras cada vez mais leves. A regra ainda era a mesma, no entanto: o design "invisível" prevalecia, com os modelos predominantemente pretos - como pode ser visto nessa imagem do time do Brasil, com destaque para os pés de Garrincha. Mas isso ia mudar... 3 de 8 Chuteiras utilizadas pelos jogadores da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1962 — Foto: Keystone-France/Gamma-Keystone via Getty Images Chuteiras utilizadas pelos jogadores da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1962 — Foto: Keystone-France/Gamma-Keystone via Getty Images 1970 - A chuteira do Rei Chegamos a Copa do Mundo de 1970, no México. Os principais avanços até então ainda diziam respeito ao peso das chuteiras. Mas, naquele ano, passou a existir uma preocupação maior com o design anatômico, de modo a potencializar a velocidade e o controle da bola. A chuteira utilizada da Puma utilizada por Pelé foi um marco nesse sentido. O marketing esportivo também se tornou mais agressivo, como ficou evidenciado na pausa solicitada pelo Rei só para amarrar as chuteiras antes de iniciar o jogo contra o Peru nas quartas de final e, dessa forma, divulgá-la para o mundo inteiro. 4 de 8 Chuteira utilizada por Pelé na Copa do Mundo de 1970 — Foto: Jerry Cooke/Sports Illustrated via Getty Images Chuteira utilizada por Pelé na Copa do Mundo de 1970 — Foto: Jerry Cooke/Sports Illustrated via Getty Images 1998 - Adeus ao couro Com a entrada da gigante Nike no mercado, a Copa de 1998 foi o palco do lançamento de um dos maiores avanços tecnológicos no universo das chuteiras: a troca do couro por material sintético na hora da fabricação. O resultado foi um calçado que pesava cerca de 200g. Ronaldo foi o grande modelo e calçou a revolucionária no torneio disputado na França. As chuteiras também introduziram de uma vez por todas as cores no mercado. 5 de 8 Ronaldo com as chuteiras penduradas no pescoço depois da final da Copa do Mundo de 1998 — Foto: Soccrates Images/Getty Images Ronaldo com as chuteiras penduradas no pescoço depois da final da Copa do Mundo de 1998 — Foto: Soccrates Images/Getty Images 2002 - Tudo pela sensibilidade A Copa do Mundo da Coreia do Sul e do Japão marcou o "boom" das chuteiras que prezavam pela maior sensibilidade aos pés, com a promessa de ajudar no controle dos jogadores. Foram introduzidos no mercado os modelos com os cadarços na lateral, aumentando o espaço de contato com a bola e melhorando a precisão nos chutes. A famosa Total 90, da Nike, foi lançada com silicone para proteção e aerodinâmica com inclusão de uma camada de ar no solado. 6 de 8 Chuteiras utilizadas por Beckham na Copa do Mundo de 2002 — Foto: Laurence Griffiths/Getty Images Chuteiras utilizadas por Beckham na Copa do Mundo de 2002 — Foto: Laurence Griffiths/Getty Images 2014 - Chuteiras ou meias? A introdução da tecnologia que toma conta dos principais modelos de chuteiras hoje em dia se deu na Copa do Mundo do Brasil, em 2014. Foi o ano do lançamento das chuteiras com filamentos, com cabedais de tricô trançado ou solados com fibra de carbono. Tudo em nome da leveza e da sensibilidade nos pés. As empresas também apresentaram a "botinha" (Dynamic Fit Collar), que faz com que os jogadores sintam que estão calçando uma meia em vez de um calçado. 7 de 8 Chuteiras utilizadas por David Luiz na Copa do Mundo de 2014 — Foto: AMA/Corbis via Getty Images Chuteiras utilizadas por David Luiz na Copa do Mundo de 2014 — Foto: AMA/Corbis via Getty Images 2018 em diante - Fim dos cadarços O último grande avanço na tecnologia das chuteiras foi visto na Copa do Mundo da Rússia: o lançamento de modelos sem cadarços. O modelo da estética pura sem cordões caiu nas graças de jogadores e peladeiros ao redor do mundo, dando uma sensação de leveza e oferecendo ao atleta uma zona livre de distrações no momento de tocar na bola. 8 de 8 Chuteira utilizada por um jogador do Japão na Copa do Mundo de 2018 — Foto: Steve Bardens - FIFA/FIFA via Getty Images Chuteira utilizada por um jogador do Japão na Copa do Mundo de 2018 — Foto: Steve Bardens - FIFA/FIFA via Getty Images 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, as chuteiras viraram assunto por causa da predominância da cor rosa: vários jogadores estão calçando essa cor no Mundial. O rosa foi escolhido por se tratar de uma cor mais ousada e vibrante , de acordo com um dos integrantes da equipe global de desenvolvimento da Nike.