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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Presença de áudio falso é cereja estragada em punição de zagueiro do Inter Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 28/07/2026 17h35 Deixe seu comentário Gabriel Pec, do Cruzeiro, deixou o jogo contra o Internacional lesionado Imagem: Maxi Franzoi/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O cúmulo no mundo esportivo foi a defesa do zagueiro Victor Gabriel, do Internacional, autor de uma entrada violenta que quebrou a tíbia do jovem e recém-contratado Gabriel Pec (ex-Vasco, atualmente no Cruzeiro), ter usado como prova um áudio falso atribuído ao VAR. O zagueiro pegou a pena máxima prevista no caput do artigo 254 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que é de seis jogos. Além disso, o parágrafo 3º do mesmo artigo prevê o afastamento até o retorno da vítima aos treinos. O advogado juntou várias situações semelhantes, inclusive um áudio de uma conversa entre Victor Gabriel e Pec para tentar mostrar arrependimento. O próprio zagueiro cita esse áudio, ou melhor, esse pedido de desculpas, em seu depoimento. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Tudo muito bem pensado, não? Você pede desculpas gravadas para depois serem usadas a seu favor em um julgamento de uma entrada violenta que quebrou a perna de um companheiro de profissão. Ele usou a justificativa do gramado molhado, alegando que deslizou e ganhou velocidade, o que teria tornado o impacto inevitável. Mas aí veio a "cereja estragada" da defesa: o áudio falso que simulava uma conversa entre o VAR e o árbitro de campo. Faltou competência para checar a veracidade. A punição aplicada, que na minha visão é justa, determina que um jogador que dá uma entrada violenta tem que ficar parado até a vítima voltar a treinar. Dizer que não teve a intenção de machucar seu companheiro de profissão ao dar um carrinho de frente e por cima, jogada proibida pelas regras, é uma tentativa de inverter a situação e se fazer de vítima. Cabe recurso, mas o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) dificilmente irá mudar a pena. E não deve mudá-la, não só pela violência da jogada, como pela presença de uma prova falsa nos documentos apresentados pela defesa. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Trump compara IA à Revolução Industrial e anuncia futuro 'czar' do tema Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim'