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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Brasileiras jogam mal e perdem com recorde de público Juca Kfouri Colunista do UOL 09/06/2026 23h43 Deixe seu comentário Dudinha, jogadora da seleção brasileira feminina, durante amistoso contra a seleção feminina dos EUA Imagem: Lucas Emanuel/AGIF Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Com mais de 55 mil torcedores no Castelão, recorde no estádio em 2026, para desgosto dos que dizem que o futebol de mulheres não agrada ninguém, as seleções do Brasil e dos Estados Unidos disputaram amistoso com cara de decisão de título. As visitantes, maiores campeãs do futebol feminino, tetracampeãs mundiais e pentacampeãs olímpicas, estavam evidentemente mordidas pela derrota para as anfitriãs, no sábado passado, por 2 a 1, em Itaquera, com 32 mil torcedores. E jogaram melhor durante todo o primeiro tempo, a ponto de, no fim, proporcionarem dois milagres seguidos, e no mesmo lance, à brasileira Lorena, goleira do Kansas City. Juca Kfouri A capa de jornal que os Estados Unidos merecem Ricardo Kotscho Agora réu julga juiz, e Vorcaro inocenta Moraes Sakamoto Aberta temporada eleitoral da melancia no pescoço João Paulo Charleaux O esporte como arma nas mãos de Trump Também no começo do segundo tempo as estadunidenses perderam gol feito em contra-ataque, tão assustadas com Lorena que o arremate para tirá-la do lance foi para fora, rente à trave. As brasileiras falhavam seguidamente ao criar chances e não finalizar, sempre em busca de passe desnecessário ou de limpar o lance, o que permitia o desarme por parte das fisicamente mais fortes adversárias. O castigo veio aos 18 minutos, quando Wilson arrematou fraco de fora da área uma bola que iria para forte mas foi desviada pelo joelho de Isabela e matou Lorena: 1 a 0. Em seguida, da marca do pênalti, cara a cara, Moultrie mandou na trave brasileira e perdeu o segundo gol. No péssimo gramado do Castelão, as brasileiras estavam mais perdidas que a própria perdição. A torcida também sentiu e se comportava mais para sou brasileiro com muito orgulho do que para o bando de louco de Itaquera, que assustou a treinadora inglesa dos EUA. Continua após a publicidade Aos 26, Lorena fez seu terceiro milagre, outra vez frente a frente. A ótima impressão deixada em São Paulo se desfazia em Fortaleza, mais pela desorganização e submissão do time diante da superioridade das rivais que perdiam gols em cima de gols. Arthur Elias, desde o começo do jogo com postura incompreensível num amistoso acabou expulso de campo ao reclamar, aos 32 minutos, de pênalti inexistente. Três minutos depois, entre muitas trocas, a Rainha Marta, 40, entrou em campo para ser aplaudida. Pior que a atuação brasileira só a lesão de Dudinha, aparentemente grave no joelho. Nem bem havia entrado e Marta discutiu fortemente com as americanas. Continua após a publicidade Tirante a ótima presença de público, foi uma noite triste para a seleção e sua comissão técnica, além de péssima arbitragem, confusa, autoritária, e truncada, da assopradora de apito da FIFA, a espanhola Paola Cebollada, de fazer chorar mesmo, que ainda expulsou Bia Zaneratto já nos acréscimos sem motivo para tal. A zagueira Tarciane também acabou expulsa, aí com razão, por cotovelada. A presença de tanta gente no Castelão teve o efeito contrário no emocional da seleção e de sua comissão técnica. Uma pena. O jogo acabou em clima de beligerância e com mais duas brasileiras expulsas por reclamação depois do apito final. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Irã reage a ataque e atinge Quinta Frota dos EUA no Bahrein, diz agência Filha perde a mãe no dia do casamento em SP: 'Era o amor da minha vida' STJ absolve homem de 18 anos que tem relação e filho com menina de 13 no PR Bolsonaro pede ao STF para receber familiares na estreia do Brasil na Copa A capa de jornal que os Estados Unidos merecem