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Análise dos Times

Motivo: Artur Jorge relembra conquistas com o clube em 2024 e demonstra apreço pelo período.

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: É citado como um clube que o considera para o futuro, com elogios a Filipe Luís.

Viés da Menção (Score: 0.5)

Motivo: É o clube atual do técnico, com menção a contratações de jogadores brasileiros.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Botafogo Brasil Carlo Ancelotti Internacional Leonardo Jardim Filipe Luís Artur Jorge Wesley Al-Rayyan Catar Gregore Róger Guedes Thiago Motta Gabriel Pereira

Conteúdo Original

Hoje no Catar, Artur Jorge diz sentir falta do futebol brasileiro Artur Jorge está totalmente adaptado ao Catar, mas ainda guarda boas lembranças e reconhece que sente saudade do Brasil, principalmente do futebol brasileiro. Campeão do Brasileirão e da Libertadores pelo Botafogo em 2024, o treinador português vai para a sua segunda temporada no comando do Al-Rayyan. Em entrevista exclusiva ao ge , no dia 8 de dezembro, Artur Jorge comentou as principais diferenças que sentiu nesse um ano no Catar. Ele considera o Brasil o país onde sentiu a maior paixão dos torcedores pelo futebol e onde vivenciou, segundo ele, o maior nível de competitividade ao longo da sua carreira. 1 de 2 Artur Jorge, técnico do Al-Rayyan, recebe o ge no Catar — Foto: Letícia Marques / ge Artur Jorge, técnico do Al-Rayyan, recebe o ge no Catar — Foto: Letícia Marques / ge – Olha, digo sempre que é a paixão, a paixão daquilo que você sente em cada momento do teu dia a dia. E é incomparável, porque venho do Brasil, onde, para mim, é o topo de nós vivermos essa paixão futebolística. E, portanto, sinto falta disso, sinto falta daquilo que é o dia a dia, a rotina, a competitividade, os termos essa envolvência do ganhar e perder de uma forma mais marcante, mais exigente. Porque, depois, tudo o resto, aquilo que são condições e estruturas, nós temos todas aqui (no Catar). Mas falta o que acho que é o principal. A falta que eu tenho é a competitividade, que nós acabamos por aligeirar aqui em termos de campeonato ou em termos de qualquer outra competição - disse ao ge. + Artur Jorge elogia Filipe Luís, recorda queda precoce do Botafogo do Intercontinental Um dos nomes no radar do Flamengo, caso o clube não acerte a renovação de Filipe Luís, Artur elogiou e disse gostar muito do trabalho do técnico brasileiro , durante a passagem do clube carioca pelo Catar para a disputa da Copa Intercontinental, em dezembro. Artur Jorge elogia Filipe Luís, técnico do Flamengo Hoje, o português é um dos cotados a assumir o clube, que tem encontrado dificuldades para renovar com Filipe Luís, que tem contrato até 31 de dezembro. Além de Artur Jorge, Leonardo Jardim e Thiago Motta são nomes que agradam. Artur, no entanto, tem vínculo até junho de 2027 com o Al-Rayyan, do Catar, e uma multa rescisória considerada alta: cerca de US$ 6 milhões (aproximadamente 33,2 milhões na cotação atual). De olho no mercado brasileiro A forte ligação criada com o Brasil faz Artur Jorge observar o mercado para reforçar o seu time no Catar. Assim que chegou ao Al-Rayyan, ele pediu a contratação do volante Gregore, com quem trabalhou no Botafogo, e do atacante Wesley, que vinha sendo o destaque do Internacional na temporada. 2 de 2 Ancelotti e Artur Jorge em duelo em Madri entre Real e Braga, na Liga dos Campeões de 2023 — Foto: David Ramos/Getty Images Ancelotti e Artur Jorge em duelo em Madri entre Real e Braga, na Liga dos Campeões de 2023 — Foto: David Ramos/Getty Images Além da dupla, o treinador tem no seu elenco os atacantes Gabriel Pereira e Róger Guedes, ambos ex-Corinthians. Artur Jorge esperava aumentar a lista de brasileiros no Al-Rayyan. – Óbvio que sim. Nós só podemos ter 10 estrangeiros e não podem jogar todos. Ou seja, há um limite de número de jogadores estrangeiros na lista. Obviamente que, para mim, tendo em conta aquilo que foi a minha vivência no Brasil, em 2024, fez com que eu fizesse força para que contratasse jogadores que eu conhecia. Não posso falar só daquilo que é a qualidade futebolística, mas também do caráter, daquilo que foi importante para eu perceber quem são estes jogadores. Portanto, para mim, o Gregore era um prioritário, porque o conheço muitíssimo bem, na sua qualidade futebolística, naquilo que é também como homem. O fato de buscarmos o Wesley, que fez um 2024 muitíssimo bom no Internacional, é de um jogador que tinha o perfil futebolístico que nós precisávamos. – É, de fato, um campeonato que conheço bem, conheço as equipes, os jogadores, e há muitos jogadores que poderiam jogar aqui seguramente, mas temos também esta questão que esbarra no número limite de jogadores estrangeiros. Mas, com toda a certeza, podemos ter aqui jogadores num futuro próximo que este ano estiveram a competir no Brasil, por exemplo. O treinador é expectador fiel do futebol brasileiro e cansou de passar a madrugada vendo jogos dos clubes brasileiros. Não à toa, aproveitou para assistir os jogos do Flamengo na Copa Intercontinental que aconteceu no Catar. A final com mais de 40 mil pessoas foi o maior público que Artur viu no Ahmad bin Ali, que é o estádio do Al-Rayyan. O time costuma jogar para menos de 5 mil pessoas. Aos 53 anos e com apenas seis clubes no currículo, Artur Jorge almeja comandar uma seleção a longo prazo. O treinador português diz que ainda precisa da adrenalina diária de treinar um clube, mas quer ter a experiência de poder disputar uma Copa do Mundo. – Eu tenho traçado alguns objetivos para mim e não vou esconder que treinar uma seleção seria muito interessante daqui a alguns anos, porque ainda me vejo a precisar da adrenalina, da paixão de treinar todos os dias a minha equipe, os meus jogadores, e de jogar, jogar, jogar para ganhar. Faz-me falta isto, em vez de estar à espera das competições internacionais ou competições mais alargadas no tempo. Mas faz parte do meu projeto poder treinar uma seleção num futuro mais adiante. Veja outros trechos da entrevista com Artur Jorge: Qual o legado que a Copa do Mundo deixou para o Catar? – Eu vejo um legado e vejo também aquilo que é uma forma muito inteligente de tirar proveito daquilo que é o mundo do futebol. Porque o futebol, de fato, é aquilo que une, que apaixona qualquer nacionalidade, qualquer país que se fale de futebol. Eu já fui para a Arábia Saudita de carro e reconheceram-me na fronteira por ter sido treinador do Botafogo. Portanto, isto é uma coisa extraordinária para mim, estar tão longe e ter esse reconhecimento. E acho que aqui o Catar percebeu facilmente que o futebol pode ser um meio de atrair e de fazer com que o país possa ser falado mundialmente. O fato de ter a Copa do Mundo, de ter a Copa Intercontinental pela segunda vez este ano, de ter um campeonato do mundo garantido por mais uns anos do Mundial Sub-17, acho que é uma forma muito inteligente, porque têm condições, têm infraestruturas suficientes e boas para isso mesmo. E acabam por trazer gente e acabam por fazer com que haja um falar do Catar. – E falar de futebol no Catar é importante para eles também. O fato, por exemplo, de terem a seleção que este ano também se apurou para o Mundial dos Estados Unidos, Canadá e México é um feito enormíssimo, porque vai ter uma seleção pela primeira vez a jogar uma grande competição internacional. E isso faz com que haja uma dinâmica grande e faça com que o futebol aqui também possa ser visto hoje de uma forma - não digo como prioritária, porque estamos longe ainda disso -, mas como sendo uma atividade de grande valor e reconhecimento aqui. Como analisa o início do Carlo Ancelotti na seleção brasileira? Artur Jorge revela meta de treinar uma seleção no futuro – Eu acho que é um treinador que está a fazer o seu caminho também, o seu papel. É um treinador que merece e que tem o respeito de um mundo inteiro, exceto algumas pessoas que se pronunciam de uma forma infeliz. Mas, como eu há pouco valorizei o trabalho do Filipe Luís, eu vejo o treinador na sua pessoa, vejo o treinador pela sua competência, naquilo que é a sua essência, e não pela sua nacionalidade. E eu vejo, e eu próprio, que sou português, tenho um selecionador espanhol, tenho um selecionador belga, que é o Martínez, mas é espanhol. Temos um treinador que fez história, a melhor campanha da história do futebol português, que foi o Scolari. Portanto, isto, para mim, resume-se à competência. E vejo a competência, que é inquestionável, de um treinador como o Ancelotti para poder estar à frente de uma seleção com tão bons jogadores e tantas escolhas como é a seleção brasileira. Quantos os jogadores brasileiros ajudam no projeto? – Eu já tive a oportunidade de dizer que o Brasil tem os melhores futebolistas do mundo. É uma questão de podermos tirar todo o seu potencial e o rendimento. O Roger Guedes e o Gabriel, por exemplo, são os jogadores que estavam aqui quando eu cheguei. Foram muito, muito importantes para a minha integração e a forma como me ajudaram nos primeiros momentos. Para mim, a seleção, e aqui (no Catar) particularmente, é um processo muito exigente. Exigente porque eu acredito que nós não temos que só trazer bons jogadores. Temos que trazer gente com um caráter muito grande. Porque nós, estrangeiros, quando aceitamos o projeto Catar, temos que saber também que temos que acrescentar valor, temos que vir para poder incluir novas mentalidades, novos hábitos de trabalho, novas formas de competir, que o país precisa e o futebol catari precisa disso. E, portanto, eu tive responsabilidade em trazer o Gregore, o Wesley, que são dois jogadores que eu conheço. São dois homens extraordinários em termos de trabalho, de mentalidade, de profissionalismo, e é isso que nós precisamos. Portanto, são, de fato, peças muito importantes para poder fazer e serem um exemplo para os jogadores locais que nós temos.