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Futebol Danilo sobre a seleção: 'Não temos a maturidade de França e Argentina' Danilo Lavieri , Pedro Lopes e Thiago Rabelo Do UOL, em Nova Jersey (EUA) 17/06/2026 16h01 Atualizada em 17/06/2026 16h58 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O lateral-direito Danilo reconheceu que a seleção brasileira não está no mesmo nível de França e Argentina. E, por isso, precisa ter "maturidade" para compreender melhor a forma de se comportar dentro de campo. O defensor fez uma reflexão profunda na entrevista coletiva de hoje, considerando até o que o Brasil fez na estreia na Copa do Mundo, contra o Marrocos, e em jogos recentes, contra a própria seleção francesa. "Daquilo que foi o primeiro tempo principalmente do jogo (Marrocos), acho que a melhor forma de crescer e de consertar tudo aquilo é encarar com realidade e com clareza tudo aquilo que aconteceu e penso que isso a gente tem feito muito bem, é ter certeza de que aquele primeiro tempo é um primeiro tempo completamente aquém das nossas capacidades, completamente aquém daquilo que pede a camisa da seleção brasileira", disse Danilo. Milly Lacombe Inglaterra mostra por que é forte candidata ao título Mauro Cezar Ao contrário de Messi, CR7 dá sinais de que acabou Alicia Klein Portugal não pode absorver dores do ego de CR7 Josias de Souza Trump é o artilheiro da campanha de Lula Eu penso que a gente teve uma oportunidade da vida de poder voltar para o jogo, de poder empatar e não ter um resultado que pudesse ter uma influência psicológica importante dentro do nosso grupo e eu acredito sim que a não criação de uma identidade, as trocas constantes, tudo aquilo que aconteceu faz influência nessa questão da ansiedade, nessa questão de quando você tem um plano e uma coisa construída, coesa, quando as coisas começam a ficar difícil você se agarra naquilo. Danilo O defensor ainda deu mais detalhes sobre como entende o reflexo dessa mudança de comportamento da seleção. Eu falei: 'Pessoal, nós temos que ser claro, nós não temos a maturidade que uma equipe como a França tem hoje ou como a própria Argentina tem, nós não temos essa maturidade enquanto equipe'. O que não quer dizer que a gente não pode fazer um bom papel e provar ganhar e provar chegar longe. Entretanto, as nossas ferramentas para jogar essas partidas, elas têm que ser diferentes. Nós temos que usar outro tipo de mecanismo para poder enfrentar esse tipo de jogo. Danilo Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Talvez ficar um pouco mais baixo, talvez não pressionar tanto, talvez aceitar em algum momento que a posse de bola e o comando do jogo possa ser do adversário. Isso para mim é maturidade, é saber enfrentar esses momentos e saber que a hora que eles darem uma brecha para a gente, vamos lá, nós temos o Vinicius, nós temos o Raphinha, nós temos o Endrick, nós temos o Rayan, nós temos gente que a hora que eles darem uma brecha nós vamos fazer o gol. Onde está o Brasil no Mundo? Danilo também foi perguntado se ele pensa que a seleção desceu de prateleira no futebol mundial. Continua após a publicidade As outras seleções melhoraram muito, o futebol evoluiu de uma maneira como a gente sempre fala, a forma de formar jogadores, de montar equipes. Evoluiu de uma maneira que todo mundo ficou muito igual e isso é em todo tipo de futebol, futebol de seleções, futebol de clube. A diferença entre ganhar, perder, empatar, ser o melhor, ser o pior, ela é muito curta, ela é muito fina. Danilo "O Brasil está na primeira fileira, sim, sempre vai estar, só se acontecer um desastre muito grande e parar de produzir jogador como a gente produz", disse Danilo. "Só se a gente for muito amador e pouco inteligente na maneira de conduzir os nossos jogadores e tratar a nossa seleção, porque é muita gente nascendo a cada dia com muita qualidade e a gente tem uma geração que muitas vezes as pessoas falam, é uma geração que não é boa. Pô, brincadeira, cara, com tanta qualidade, tanta gente boa que você tem aí." Não acho que o Brasil mudou de patamar não, o Brasil continuou na primeira fileira, obviamente isso foi construído não por mim nem pelos jogadores que estão aqui, tem uma galera atrás que precisa ser respeitada e foi quem construiu esse status, essas conquistas, essas cinco estrelas que a gente tem no peito, nossa obrigação é tentar o máximo possível honrar isso e se a gente tiver a possibilidade, com muita entrega, com muito espírito de sacrifício, conseguir colocar mais uma estrelinha na camisa seria maravilhoso. Danilo Time para sexta "70% definido" Danilo não cravou qual o time titular do Brasil para o jogo de sexta, contra o Haiti. No treino mais cedo, ele esteve na formação testada diante dos jornalistas, como lateral-direito. Todo time existe um núcleo duro, onde existem ali seis, sete, oito jogadores, os titulares e que jogam sempre. E existem três, quatro jogadores que estão sempre em uma rotação com base no jogo, no adversário e na estratégia. Isso é o que se faz no futebol de hoje em dia, num futebol moderno em que as estratégias mudam de acordo com o adversário sempre", disse. Continua após a publicidade "Hoje nós temos muito provavelmente um time 80% definido do que vai jogar, 70% definido do que vai jogar sexta-feira. E temos três, quatro jogadores que ainda não se sabe por vários motivos." Treinador, às vezes, tem escolhas e decisões que não tem uma explicação lógica. Então, nesse nível, e eu falo por mim, eu, se o treinador me falar que eu vou jogar hoje ou amanhã, ou você vai me falar uma hora antes, na sexta-feira, a minha preparação e a minha forma de estar dentro do grupo e estar preparando para o jogo é a mesma. Posso falar que isso serve para todo jogador? Não. Alguns jogadores precisam saber antes, sim, para se preparar de uma maneira diferente, para já viver algo do jogo. Eu, por algo vivido já no futebol, se ele me falar dez minutos antes que eu tenho que entrar —já me aconteceu várias vezes. O Guardiola chegou e falou: 'Vai jogar agora, zagueiro'. Eu nunca tinha jogado de zagueiro. Depende de cada um. É diferente a interpretação de cada um. Quanto a se eu vou jogar ou não? Eu espero que sim. Eu espero que sim. Danilo Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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