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Embora prefira se manter positivo, Gabriel Bortoleto não tem muito do que tirar de bom do Grande Prêmio do Azerbaijão. A etapa começou com instabilidade nos treinos e uma classificação ruim, mas terminou com um erro da Audi que custou posições para o brasileiro. Assim, o piloto de 21 anos voltou a ficar fora da zona de pontuação – como seu companheiro Nico Hulkenberg.
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Bortoleto começou o domingo com uma missão complicada depois de ser eliminado no Q1 e largar em 17º. E a situação piorou logo na primeira volta: o brasileiro perdeu posição para Hulkenberg e caiu para o 18º lugar.
A recuperação, porém, começou aos poucos. Bortoleto ficou preso atrás do companheiro durante as primeiras voltas e também teve dificuldades para superar Carlos Sainz. Depois de uma primeira tentativa frustrada na 15ª volta, o brasileiro finalmente conseguiu passar o espanhol três giros depois. Na volta 28, também deixou o companheiro para trás e chegou ao 16º lugar.
A entrada do Safety Car na 31ª volta abriu uma nova possibilidade para a Audi. Gabriel aproveitou a neutralização para fazer sua primeira parada, mas voltou à pista atrás do próprio companheiro e perdeu novamente a posição. E foi aí que surgiu o problema entre o brasileiro e a equipe.
— Falaram que ele ia ficar fora e tentar uma bandeira vermelha no final, a sorte ou alguma coisa. Eu estava no modo de economia de combustível e fiquei nisso até eles falarem que o Nico ia parar — contou Bortoleto, em entrevista ao SporTV, logo após a corrida da F1.
Na prática, a estratégia colocou Bortoleto em uma situação complicada. Como o brasileiro havia sido orientado a economizar combustível e permanecer na pista, não estava mais em ritmo de corrida quando recebeu a informação de que Hulkenberg faria a parada. O alemão conseguiu aproveitar esse período para ganhar tempo e voltou à frente do companheiro.
A situação é caracterizada como um overcut , já que o veterano seguiu na pista enquanto Bortoleto estava nos boxes e, posteriormente, conseguiu sair à frente do brasileiro após sua própria parada. O problema, segundo o jovem piloto, foi principalmente o momento em que recebeu a informação da equipe.
— Quando me avisaram, já era muito tarde para voltar ao modo corrida e acelerar e recuperar o tempo que perdi. Não vou ficar falando aqui, talvez tenham outros motivos, mas faz parte de corrida, assim.
A corrida seguiu e, na volta 39, Bortoleto caiu para Pérez e Lawson. Pouco depois, porém, ganhou uma posição com o erro de Oscar Piastri. O australiano saiu da pista na curva 1 e caiu para trás do brasileiro.
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A recuperação, no entanto, parou no 13º lugar. Depois de largar em 17º e passar boa parte da prova fora da zona de pontuação, Bortoleto terminou à frente de Piastri e Pérez, mas sem conseguir transformar a reação durante a corrida em um resultado entre os dez primeiros.
— Pelo que a gente viu hoje na corrida, parecia que o ritmo era bom, mas eu fico chateado. Sair desse final de semana sem pontuar e, de novo, com um erro desse. A gente trouxe algumas atualizações no carro e eu acho que a maioria funcionou, mas creio que não é uma pista que encaixou. Eu pretendo, contudo, ver coisas positivas na semana que vem ou nas próximas etapas — completou.
A Audi chegou ao Azerbaijão com um pacote de atualizações e dividiu os testes entre os dois carros para comparar os dados. No primeiro treino da F1, Bortoleto utilizou as novidades, enquanto Nico Hulkenberg andou com a configuração anterior. No TL2, a estratégia foi invertida.
A ideia era reunir informações suficientes para entender se as mudanças representariam um ganho de desempenho. No fim, porém, a evolução não apareceu nos resultados de Bortoleto.