Conteúdo Original
Donário Rodrigues explica garimpo para chegar aos mais de 400 álbuns completos Apaixonado por futebol, o engenheiro civil Donário Rodrigues Braga Neto, de 69 anos, possui mais de 400 álbuns de figurinhas completos em sua coleção. O colecionador possui álbuns de competições de clubes e seleções – incluindo todas as edições de Copa do Mundo . Entre os principais, o do Mundial de 1986, no México, com a figurinha do atual técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti , como jogador da seleção da Itália, e a edição da Copa do Mundo de 1970, a preferida. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google O que começou como uma diversão de infância nos intervalos da escola, em Porto Alegre, se tornou uma paixão que já dura mais de 60 anos. – O pessoal do colégio sempre tinha aquela questão de compra e troca de figurinhas. Então eu comecei nos recreios da escola, em 1966, com os colegas, e fui mantendo essa mania de colecionar os álbuns até hoje – recorda. 1 de 7
Figurinha de Carlo Ancelotti no álbum da Copa do Mundo de 1986. — Foto: Rodrigo Cassol Figurinha de Carlo Ancelotti no álbum da Copa do Mundo de 1986. — Foto: Rodrigo Cassol Além dos Mundiais, a coleção conta com álbuns do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o antecessor do Campeonato Brasileiro, do próprio Brasileirão e álbuns especiais, como o dedicado exclusivamente ao Rei Pelé e o alusivo à inauguração do estádio Beira-Rio. Alguns álbuns, segundo ele, chegam a valer R$ 15 mil – como é o caso do álbum do Robertão de 1969. O grande álbum Questionado sobre o seu álbum favorito, Donário foi enfático ao apontar para o álbum da Copa do Mundo de 1970. Entre os motivos listados, está o alto nível de competição, "muito mais difícil de ganhar do que nos dias atuais", segundo ele. – Esse é o álbum que eu julgo mais icônico. Fomos tricampeões, tínhamos ninguém menos do que o Pelé no nosso time e foi a melhor Seleção que eu vi jogar em toda a historia do futebol – afirma. 2 de 7
Colecionador com o álbum da Copa do Mundo de 1970 — Foto: Rodrigo Cassol Colecionador com o álbum da Copa do Mundo de 1970 — Foto: Rodrigo Cassol Das bancas aos leilões virtuais Durante boa parte da vida de colecionador, Donário adquiriu álbuns e figurinhas por meio de bancas de jornais e revistas. Porém, a partir de meados dos anos 2000, começou a garimpar também pela internet. – Durante um bom tempo eu comprei os álbuns nas bancas. Então, eu tenho vários álbuns da década de 60 e 70 que foram adquiridos assim. A partir de 2005, comecei a comprar pela internet e em sites de leilões, que são aqueles álbuns mais antigos, que eu já não encontrava nas bancas – diz. Morador de Porto Alegre, o engenheiro civil destina um apartamento em Gravataí, cidade a cerca de 30 quilômetros da capital gaúcha, para guardar as relíquias. Ao apresentar os álbuns para a entrevista ao ge , carregava uma mala com os itens e peso estimado de 40 quilos. – Tenho um quarto separado só para isso. Mandei fazer prateleiras, comprei armários, deixo tudo lá guardado. Alguns eu mantenho nos plásticos, para proteger mais – revela. 3 de 7
Álbum da Copa do Mundo de 86, no México — Foto: Rodrigo Cassol Álbum da Copa do Mundo de 86, no México — Foto: Rodrigo Cassol Interesse das novas gerações Colecionador há seis décadas, o engenheiro civil diz que se sente animado com o interesse das novas gerações em colecionar álbuns de figurinhas. – Gosto de ver os pontos de encontro para trocas. Ver um avô, um pai e um neto, juntos, trocando figurinhas, é muito bacana. Esses encontros alimentam as pessoas a continuarem colecionando – diz. Sempre digo que a questão mais interessante de ser um colecionador é o processo de garimpo. — Donário Rodrigues Braga Neto, colecionador Veja também: + Álbum da Copa do Mundo de 2026: sem Neymar, veja quais jogadores do Brasileirão têm figurinha 4 de 7
Álbum da Copa do Mundo de 2010 — Foto: Rodrigo Cassol Álbum da Copa do Mundo de 2010 — Foto: Rodrigo Cassol O álbum que ainda falta Após mais de seis décadas como colecionador, Donário ainda persegue um objetivo: o álbum da Copa do Mundo de 1982, realizada na Espanha. Apesar de ter a versão digitalizada (já impressa com os nomes e as fotos, em substituição às figurinhas), o engenheiro vasculha. – Está aqui na minha coleção (digitalizado) porque eu quero ter ele. Agora, eu não conto como se ele fosse um álbum da minha coleção, pois só contabilizo aqueles com todas as figurinhas. Faz 10 anos que estou tentando achar ele e ainda não encontrei – conta. 5 de 7
Álbuns da Copa do Mundo — Foto: Rodrigo Cassol Álbuns da Copa do Mundo — Foto: Rodrigo Cassol O arrependimento Cada álbum carrega uma história. E, para Donário, a história mais marcante diz respeito ao álbum do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969, o embrião do Campeonato Brasileiro. No álbum do engenheiro, falta apenas uma figurinha – o atleta Gilberto Alves de Souza, o Flecha, do Grêmio. – No colégio que eu estudava, todo mundo ficou sabendo que faltavam duas figurinhas para mim, que eram dessas especiais, hoje em dia chamadas de Legends. Eu adquiri uma delas, por 2 mil cruzeiros. E a que me falta até hoje, um colega me pediu 5 mil cruzeiros. Achei o valor muito alto. Aí eu virei as costas, não comprei, não negociei e fui embora. Até hoje eu tenho incompleto por causa disso – completa. 6 de 7
Álbum de figurinhas do Robertão — Foto: Rodrigo Cassol Álbum de figurinhas do Robertão — Foto: Rodrigo Cassol 7 de 7
Colecionador de álbuns RS — Foto: Rodrigo Cassol Colecionador de álbuns RS — Foto: Rodrigo Cassol