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Seleção Copa: Escolha de Éderson "corrige uma deficiência da convocação", diz Rizek O programa "Seleção Copa" deste domingo debateu a escolha do volante Ederson, da Atalanta, para substituir o lateral-direito Wesley, cortado do Mundial 2026 por lesão muscular. Na opinião do apresentador André Rizek, a escolha do meio-campista corrige um problema da lista original do técnico Carlo Ancelotti, que priorizou atacantes e convocou poucos meias. Além disso, a falta de um substituto da mesma posição para Wesley mostra que o Brasil não produz mais laterais do mesmo nível do passado. - Escancara a deficiência brutal que a gente tem hoje nas laterais, quando a a gente compara com laterais de Portugal, da França, Marrocos, Espanha, a gente está muito atrás. É uma posição onde a gente reinava, e hoje a gente come poeira. E corrige uma deficiência da convocação - comentou Rizek. 1 de 2 André Rizek, Paulo Nunes, Bruno Formiga e Felipe Melo no Seleção Copa — Foto: Reprodução André Rizek, Paulo Nunes, Bruno Formiga e Felipe Melo no Seleção Copa — Foto: Reprodução Rizek lembrou, também, que Ancelotti está acostumado com laterais muito defensivos, marca do futebol italiano. O apresentador acredita que, pela lógica, Danilo deve herdar a vaga de Wesley no time titular, mesmo que já tenha trocado a lateral pela zaga. - Seria uma contradição não escalar o Danilo, não vejo sentido. Convocou para que, para jogar dez, 15 minutos? 2 de 2 Volante Éderson em treino da seleção brasileira em 2024 — Foto: Rafael Ribeiro / CBF Volante Éderson em treino da seleção brasileira em 2024 — Foto: Rafael Ribeiro / CBF "Equilibrando o que estava desequilibrado", diz Paulo Nunes Para os analistas, a decisão de buscar um jogador de outra posição corrige um problema original da convocação, com poucos meio-campistas entre os 26 chamados. - Eu" até achei que seria o Andrey (do Chelsea). Eu gostei (do Éderson), é um grande jogador, muitos não acompanham futebol internacional, não sabem o que ele tem feito. É um cara que vai reforçar sem dúvida o meio-campo, vai ser um box-to-box - disse Felipe Melo, citando o estilo de volante que protege a defesa e aparece na área adversária para apoiar o ataque. - Eu vejo importante essa convocação, porque o Brasil quando quiser marcar alto, vai precisar de alguém para segurar essa transição. Ele joga o Campeonato Italiano, que o nosso técnico gosta, e acho que isso ajudou bastante - completou Felipe Melo. Bruno Formiga destacou as boas temporadas feitas por Éderson na Atalanta, um time que não tem o status dos grandes clubes da Itália mas tem tido campanhas importantes. - O cara acompanha pouco o futebol italiano, e pensa: "Ah, o cara joga na Atalanta, jogou na Salernitana, não vem de uma Juventus". O Éderson tem força para arrastar, tem bola longa, tem chute, pode fazer a ala, porque a Atalanta jogava num sistema de muita transição - observou. - A Atalanta venceu a Liga Europa, está na prateleira de cima do futebol italiano - lembrou Felipe Melo. Para Paulo Nunes, a escolha de Éderson corrigiu um desequilíbrio da convocação. - Ancelotti está equilibrando o que estava desequilibrado. Não é só pelo Ederson, o que me chama atenção, como seleção brasileira, é que a característica do Wesley acho que seria importantíssima, porque do lado esquerdo os dois laterais (Alex Sandro e Douglas Santos não passam do meio do campo, então a gente tinha o escape pelo lado direito.