🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Conteúdo Original

Após a goleada do Palmeiras por 4 a 1 sobre o Corinthians , neste domingo (11), pela 30ª rodada do Brasileirão , o técnico Abel Ferreira defendeu o modelo de gestão do Alviverde e afirmou que prefere abrir mão da contratação de reforços a comprometer o pagamento dos salários dos funcionários do clube. Em entrevista coletiva, o treinador comentou as diferenças administrativas entre sua equipe o rival e fez questão de destacar a importância de manter as contas em dia. ''O que faz a diferença no Palmeiras desde que chegamos aqui, porque não posso falar do meu rival.. Nós vendemos agora um jogador por 40 milhões de euros e não compramos ninguém. Eu não posso dizer que a equipe ficou com mais opções depois de vender o Allan só que vocês ouviram o nosso diretor e a nossa presidente falando há anos atrás que nós respeitamos os nossos patrocinadores e fornecedores. Eu disse várias vezes a eles: 'Se é para não pagar os salários aos funcionários, sobretudo aos que mais precisam, para eu contratar um jogador, eu, como treinador, não quero'. Se é para comprar jogador e não pagar salários, eu não quero'', começou por afirmar. ''Foi assim em 2020, não contratamos quase ninguém. No ano seguinte, apostamos na base e não contratamos ninguém. Eu já disse várias vezes que o Palmeiras tem que ser um exemplo a seguir, somos a equipe mais jovem que está nos primeiros lugares. Somos muito mais jovens e temos 'n' jogadores para vender e faturar se for preciso. Foi isso que fizemos, com processos, trabalhos, ajuda. Nunca deixamos de seguir aquilo que acreditávamos, sobretudo a nossa presidente. Em um primeiro momento tivemos que segurar, depois investimos e conseguimos comprar jogadores como o Vitor Roque e o Arias, porque vendemos muito e bem, o Allan, o Estêvão, o Endrick, Vitor Reis... Acho que é um clube a se seguir como modelo, agora se vai ganhar sempre, não vai. Nem o Palmeiras e nem outra equipe no mundo, nem o PSG ganha sempre'', completou. Em campo, com direito a olé da torcida, o Palmeiras goleou o Corinthians por 4 a 1 . Giay (duas vezes), Barboza e Matheus Bidu (contra) marcaram para o Verdão no Nubank Parque, enquanto Gustavo Henrique descontou. Hugo Souza ainda defendeu um pênalti de Paulinho no segundo tempo. Elogios a Giay "Se nós fossemos seguir o que dizem, já tínhamos mandado o Giay e o López embora. Entendem quando eu falo que precisam acreditar na gente? Os jogadores que eu não vejo que têm futuro, não ficam no Palmeiras. Tem coisa que eu não abdico dos jogadores que é o caráter. Eu prefiro contratar um jogador inicialmente mais fraco tecnicamente e na leitura de jogo, mas com compromisso de equipe com caráter. Esse foi o caso do Giay. Eu acho injusto falar só do Giay sem falar do Khellven, foi outro jogador que foi amassado e fez um grande jogo, no outro jogo. Os jogadores começam a entender o que é jogar no Palmeiras, é um cobrança diária e eles sabem disso. É uma exigência diária. Quando contratamos, acreditamos que a médio e a longo prazo, em uma equipe contra o Palmeiras tem que valorizar e desenvolver jogadores. É uma máquina. Para cumprirmos ,com todos os nossos deveres, temos que ganhar. Me diga uma equipe do Brasil que lute por títulos e que forme jogadores ao mesmo tempo. Nós fazemos isso com critério. É filosofia da presidente, do diretor e do treinador. Eu não gosto muito de dar moral, mas o Giay merece tudo que está acontecendo. Quem diria que ele ia fazer dois gols? Todos nós temos oportunidade de crescer. Parabéns ao Giay que fez um grande jogo''. Paulinho e o pênalti perdido ''Não vou mentir que se o jogo não estivesse com o placar tão elástico, ele sequer entraria. Se fosse por questão de justiça, quem deveria ter entrado era o Felipe, mas felizmente o resultado elástico... Ele está treinando conosco há muito tempo. Ele sabe que a cobrança que as pessoas têm nele, ele sabe isso tudo. Tenho certeza absoluta que na cabeça dele está o medo de se lesionar. E se ele se lesionar? Qual é o problema? Não tem problema nenhum. Quem joga no Palmeiras, no limite, quem treina no máximo, está mais próximo de se lesionar. Ele não tem que ter medo. Se ele se lesionar, outro vai jogar no lugar dele. Agora, temos que dar esse tempo. Ganhou 15, 20 minutos, o jogo que vai ditar se vai jogar ou não. Se me perguntam a mim, como treinador, se eu acho justo que ele deveria ter batido o pênalti, conhecendo os meus princípios e valores? Não era, ainda. Agora, eu tenho um grupo de colegas do c** que se juntaram e disseram: 'Ele merece bater, deixa ele bater'. Se calhar um ou outro ficou chateado porque queria bater. Eles fizeram uma reunião de condomínio e decidiram. Não foi o treinador, foram eles. Eu tenho um grupo de homens, companheiros do 'caneco'. Se fosse outro grupo, não o deixariam bater''. Data Fifa mais longa foi benéfica? ''Não. Giay estava conosco? Gómez? Sosa? Mauricio? São 10... Flaco, Arias... Não. Seria benéfico ele eles chegassem das seleções e eu tivesse, assim como na Europa, três dias. Vocês viram um Liverpool x City, tiveram três dias para entrosar. Os nossos chegaram no dia e na véspera. Como um treinador prepara uma equipe assim? Vocês não veem isso na Europa! O calendário não dá? Temos que ser todos exigentes, como as torcidas são exigentes com os clubes, temos que ser exigentes também com tudo aquilo que se passa na sociedade, na CBF, na política.. Assim o futuro seria muito melhor. Se tivéssemos essa mesma cobrança, teríamos um melhor presente e futuro''. Teve mobilização diferente para enfrentar o Corinthians? ''Eu não mobilizo os meus jogadores só porque vamos jogar contra o Corinthians. Quem veste a camisa do Palmeiras sabe que em todos os jogos têm que ir até o limite. O que desafio que eu faço com os meus torcedores é que nós vamos fazer de cada jogo uma final e os nós torcedores, em casa, fazem como se todo jogo fosse contra o Corinthians. Eu tenho certeza que se juntássemos essa energia juntamente com a nossa energia de uma final... Agora dizer que estou aqui há 7 temporadas e sabemos exatamente o que significa um clássico. Não é a primeira vez que fazemos quatro gols, não vamos ganhar sempre. Não precisam cobrar o Abel, a presidente, os jogadores, vitórias porque isso fazemos desde que chegamos aqui. Queremos sentir essa energia em todos os jogos. Nós vamos fazer a nossa parte e encarar cada jogo como uma final, seja qual for o adversário. O que eu peço para a nossa torcida é que se mobilize em cada jogo, como se fosse o Corinthians, porque vai nos ajudar como nos ajudou hoje. Há muito tempo eu não sentia a pele borbulhando e isso vem da torcida''. Fluminense (F): 14/10, 21h30 (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores Athletico-PR (F): 17/10, 19h30 (de Brasília) - Brasileirão Fluminense (C): 21/10, 21h30 (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores