Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Corte de Wesley mostra que a convocação final foi desequilibrada Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 07/06/2026 17h59 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ancelotti chamou Éderson para o lugar de Wesley na seleção Imagem: Montagem UOL Getty Images Sempre é muito ruim emocionalmente quando um jogador prestes a começar uma Copa do Mundo precisa ser cortado por lesão ou qualquer outro motivo. Mexe muito com o emocional do jogador cortado, mas também do grupo. Quando começa uma preparação para uma Copa, o grupo de jogadores vai criando um forte vínculo e intimidade, dividindo os mesmos medos e sonhos, e, quando um deles sai, fica um buraco. Casagrande Corte de Wesley abala a seleção brasileira PVC Seleção continua em obras já perto de estrear na Copa Alexandre Borges A morte de Henry Nowak marca o fim de uma era Milly Lacombe Sinto dizer, mas ouço os pavorosos ecos de 2014 Chega um novo jogador que está fora desse vínculo criado e precisa, em pouco tempo, ganhar a confiança do grupo e se inserir nesses medos e sonhos. Isso aconteceu neste domingo (7) com a seleção brasileira, com o corte de Wesley por uma lesão de grau 3 no adutor da coxa esquerda, sem chances de se recuperar para continuar na Copa. Em seu lugar, foi chamado o meio-campista Éderson, hoje na Atalanta (Itália), mas que está se transferindo para o Manchester United (Inglaterra), para substituir o, agora, seu companheiro de seleção Casemiro. Essa convocação diferente mostra que Carlo Ancelotti havia formado um grupo desequilibrado para disputar a Copa do Mundo. Por que chamar um meio-campista e não outro lateral? PH (Vasco) e Vitinho (Botafogo) estavam na lista de 55 jogadores para qualquer eventualidade e não foram chamados. Continua após a publicidade Ancelotti pensou em um meio-campo com dois jogadores, mas não imaginou na vulnerabilidade que poderia criar no setor. Jogando Casemiro e Bruno Guimarães, ele só teria em campo Lucas Paquetá e Danilo Santos. Como o campo mostrou que só dois deixavam muito espaço no meio, ele colocou Paquetá e ficou sem opção caso alguém se machuque ou seja suspenso; aí ele "tapou o sol com uma peneira". O grupo continua desequilibrado porque agora só tem laterais defensivos, que não apoiam, que são marcadores, e a seleção perde a opção agressiva pelos lados. Não tem como pressionar por todos os lados caso haja necessidade. Se precisar mudar o jogo num momento difícil, se estiver perdendo, por exemplo, e sendo eliminado, só fará do meio para a frente. Continua após a publicidade O Wesley não é gênio da lateral, mas tem um estilo que, se precisar pressionar o adversário para trás e agredir pelos lados, como elemento-surpresa, ele tem a característica ideal para isso. O time fica muito mais previsível tanto com Danilo (Flamengo) ou Ibañez pela lateral. Vamos pensar numa defesa assim: Alisson Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos) Fica mais postada, teoricamente menos vulnerável, mas super previsível. Enfim, para o Brasil ser hexacampeão, terá de surpreender muito e jogar um futebol que não joga há anos. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Jefté passa por cirurgia e vira desfalque no Palmeiras até o fim do ano Vôlei: Brasil vence no tie-break e derruba invencibilidade da Itália Quem é Moysés, filho de Edir Macedo que viralizou com fotos sensuais Angélica e Luciano Huck comemoram aniversário da nora em Roland Garros Influenciador Giga diz que perdeu controle de Porsche por desnível na pista