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Novo sistema de Ancelotti encaixota Vini Jr após brilho contra Panamá Danilo Lavieri e Pedro Lopes Do UOL, em Nova Jersey (EUA) 07/06/2026 12h00 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A seleção brasileira deixou o amistoso contra o Egito com uma sensação positiva em relação ao funcionamento coletivo do meio campo, mas também com uma dúvida importante a poucos dias da estreia na Copa do Mundo, no dia 13, contra Marrocos. O novo sistema testado por Carlo Ancelotti deu mais fluidez à equipe, porém reduziu o protagonismo de Vinicius Júnior, principal aposta individual do treinador para o torneio. Ele ficou encaixotado pela esquerda, com pouca participação. A formação com Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá juntos trouxe mais controle e dinâmica ao setor central. O Brasil circulou melhor a bola e encontrou mais alternativas para construir as jogadas. Em contrapartida, Vini apareceu menos, recebeu menos em condições de acelerar e teve dificuldade para reproduzir o desempenho que havia apresentado dias antes diante do Panamá. Sakamoto Com as bets, Brasil já entra derrotado na Copa Milly Lacombe Sinto dizer, mas ouço os pavorosos ecos de 2014 Juca Kfouri Que dó que dá não ter Estêvao na Copa Wálter Maierovitch Carta de Zelensky a Putin é 'A Arte da Guerra' na veia Depois de uma temporada com 32 participações em gols pelo Real Madrid, o atacante parecia ter encontrado um caminho para finalmente transportar à seleção o rendimento que o transformou em um dos melhores jogadores do mundo. Contra o Panamá, marcou um gol, deu uma assistência e foi o principal destaque ofensivo da equipe. Os números mostram uma mudança significativa de cenário diante do Egito. Segundo o Sofascore, Vinicius tocou na bola apenas 20 vezes, uma queda de 33% em relação às 30 participações registradas contra os panamenhos. O volume de dribles também despencou: foram apenas três tentativas, metade das realizadas na partida anterior. Outro dado ajuda a explicar a perda de influência. O Sofascore registra as chamadas conduções progressivas, arrancadas de pelo menos cinco metros com a bola dominada. Contra o Panamá, Vini teve 11 ações desse tipo. Contra o Egito, apenas quatro. 0:00 / 0:00 A leitura interna da comissão técnica, porém, é diferente. Ancelotti gostou da associação entre Vinicius e Raphinha, que atuou por dentro em diversos momentos, quase como um quarto homem de meio campo. Na avaliação do treinador, o novo encaixe tem potencial para fortalecer o funcionamento coletivo da equipe ao longo da Copa. Após a partida, o italiano minimizou qualquer preocupação com o rendimento do atacante. Disse que não precisa ter uma conversa específica com o jogador e afirmou ter certeza de que verá sua melhor versão durante o Mundial. Continua após a publicidade A confiança de Ancelotti se apoia no histórico construído pelos dois no Real Madrid. Sob o comando do italiano, Vinicius alcançou o auge da carreira e se consolidou como protagonista do clube espanhol. O desafio agora é repetir essa parceria em um ambiente diferente. Prova disso é que vários atletas sabem que precisam se sacrificar para deixar Vini mais confortável. Matheus Cunha e Raphinha são exemplos disso. Até aqui, porém, a história segue incompleta. Mesmo depois de mudanças de treinadores, ajustes táticos e diferentes funções em campo, Vinicius ainda não conseguiu empolgar de forma consistente com a camisa da seleção brasileira. A expectativa era de que Ancelotti fosse justamente o técnico capaz de destravar esse processo. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Carta de Zelensky a Putin é arte da guerra na veia Por que vender seu carro na troca por outro veículo é uma grande roubada Sinto dizer, mas ouço os pavorosos ecos de 2014 Dublador faz leitura labial de conversa entre Wesley e médico da seleção Se perder Wesley, Ancelotti terá que recorrer a plano C ou mudar estratégia