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Análise dos Times

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O casamento do Milwaukee Bucks com Giannis Antetokounmpo foi uma das melhores histórias da última década na NBA . Mas uma série de decisões erradas levaram a relação a um desgaste insustentável, resolvido com uma troca para o Miami Heat. Não que fosse possível sair bem de um divórcio dessa magnitude, mas os Bucks até têm alguma coisa em mãos para iniciar uma reconstrução, além de um novo técnico: Taylor Jenkins, ex-Memphis Grizzlies. Não deve ser uma temporada de glórias. Longe disso. Mas é hora dos Bucks descobrirem quem são na ausência do ex, mesmo que leve alguns anos. E tudo começa por 2026/27, com nomes que podem se tornar habituais nas bocas e pensamentos dos torcedores de Milwaukee. Ou, ao menos, servirem como peças relevantes em futuras trocas nas temporadas seguintes. Campanha: 32 vitórias e 50 derrotas Classificação: 11° lugar na Conferência Leste O que aconteceu: os Bucks foram um time ruim mesmo quando tiveram Giannis Antetokounmpo à disposição e, claro, muito pior sem ele. O fato de o grego ter participado de apenas 36 das 82 partidas ajuda a contar um pouco por que a campanha foi tão ruim, mas não foi só isso. O clima confuso entre elenco e comissão técnica, a crescente insatisfação de Giannis e os rumores cada vez mais fortes sobre uma troca envolvendo a grande estrela da companhia foram fatores que colaboraram para uma temporada melancólica e que só serviu para mostrar que estava na hora de romper ciclos – com a comissão técnica e também com o principal jogador. Escolhas de Draft: Brayden Burries (armador, 10ª escolha) e Nate Ament (ala, 13ª escolha) Quem mais chegou: Tyler Herro (armador - Miami Heat), Jaime Jaquez Jr (ala - Miami Heat), Kel’el Ware (pivô - Miami Heat), Kasparas Jakucionis (ala-armador - Miami Heat), Bogoljub Markovic (ala-pivô - Mega Basket/Sérvia), Kam Jones (ala-armador - sem time) e Jake Stephens (pivô - sem time) Quem foi embora: Giannis Antetokounmpo (ala - Miami Heat), Bobby Portis (ala-pivô - Miami Heat), Thanasis Antetokounmpo (ala - Aris Thessaloniki/Grécia), Gary Harris (ala-armador - Detroit Pistons), Taurean Prince (ala - Detroit Pistons) e Andre Jackson Jr (ala - Toronto Raptors) Provável time titular: Ryan Hollins, Tyler Herro, Jaime Jaquez Jr, Kyle Kuzma e Myles Turner Reservas: Kevin Porter Jr, Brayden Burries (armador), Kasparas Jakucionis, AJ Green, Gary Trent Jr, Kam Jones (alas-armadores), Caris LeVert (alas), Nate Ament, Ousmane Dieng, Pete Nance, Bogoljub Markovic (alas-pivôs), Jericho Sims, Kel’el Ware e Jake Stephens (pivôs) Técnico: Taylor Jenkins Diante de toda a turbulência e melancolia que marcaram a última temporada, parecia que os Bucks teriam uma offseason bastante movimentada pela frente. E não deu outra. Os trabalhos começaram com a demissão do técnico Doc Rivers. Em seguida, veio a definição de que Taylor Jenkins o substituiria no cargo. Mas a grande ação mesmo foi o ponto final em uma novela que já vinha se arrastando por um tempo: o futuro de Giannis Antetokounmpo. Os Bucks o mandaram para o Miami Heat junto de Bobby Portis, outro remanescente do título de 2021. Em troca, receberam um pacote volumoso. Tyler Herro, com sua experiência de All-Star , talvez seja o principal nome. Além dele, foram para Milwaukee outros três jovens que ainda parecem estar na curva ascendente de suas respectivas carreiras: Kel'El Ware, Jaime Jaquez Jr e Kasparas Jakucionis. Isso sem falar no par de escolhas de loteria do Draft, Brayden Burries e Nate Ament, representantes de uma classe de calouros tratada como extremamente promissora por quem está acostumado a acompanhar prospectos de perto. É um time em reconstrução, isso está claro. Agora é acompanhar se o novo comando terá paciência e sabedoria para conseguir encontrar algum caminho em meio a tantas peças recém chegadas, ao passo que as novas peças terão o desafio de mostrar valor. É importante também citar algo que ainda assombra os Bucks: a investigação da NBA em torno do contrato firmado com Gary Trent Jr, que assinou com a franquia por quatro anos e US$ 64 milhões. A suspeita é de uma possível violação das regras do teto salarial da liga. Mesmo vindo de um dos piores desempenhos da carreira, Trent recebeu um aumento muito acima das expectativas. A movimentação acendeu um alerta na NBA, que passou a investigar se houve um acordo prévio entre franquia e jogador, fazendo com que ele assinasse por valores mais baixos nos últimos dois anos para, assim que a equipe tivesse maior espaço na folha, conseguisse oferecer um salário maior. Mas o acordo coletivo de trabalho (CBA) da liga proíbe esse tipo de negociação. "Existe uma certa empolgação porque é um desafio diferente. É algo novo. Fico empolgado em tentar montar algo com um monte de novas peças. Temos muito trabalho a ser feito. E se há algum senso de paz, acredito que Giannis está em uma situação semelhante. As circunstâncias são diferentes, mas ele está em um lugar agora em que poderá perseguir de verdade aquilo que tem vontade." A declaração é de Jon Horst, gerente geral dos Bucks, descrevendo a expectativa para o trabalho no comando do time após a troca que encerrou a história de Giannis Antetokounmpo em Milwaukee. No comunicado que emitiram para anunciar a contratação de Taylor Jenkins, os proprietários dos Bucks listaram os motivos que os levaram a escolhê-lo como o novo treinador: o nível de atenção aos detalhes e as habilidades de comunicação que, segundo eles, "deixam bem claro que Jenkins sabe como cultivar uma cultura vencedora". A palavra "inovação" também apareceu no texto. Porque parte do que Jenkins fez no Memphis Grizzlies, no processo de construir um time que chegou a brigar pelas primeiras posições da Conferência Oeste, foi estabelecer um sistema ofensivo baseado em muitos passes, cortes e movimentações sem bola, praticamente dispensando o uso de corta-luz. É neste treinador de perfil criativo e que já tem alguma experiência em construir identidades de times novos que os Bucks estão confiando. O currículo de Jenkins mostra que dá para se ter algum otimismo com esse princípio de era pós-Giannis. E como não tem a própria pick no próximo Draft, Milwaukee pode se dar ao luxo de experimentar em toda a temporada. Como Jon Horst bem falou, os Bucks estão iniciando uma nova história sem Giannis Antetokounmpo, o que traz o desafio de encontrar os pilares e construir uma identidade para esse time que está sendo construído praticamente do zero. O pacote que veio de Miami estava recheado, dois jovens vieram da primeira rodada de um Draft bastante elogiado por especialistas em basquete universitário, alguns outros ativos para o futuro foram acumulados e o técnico também é novo. É como se os Bucks tivessem agora uma folha em branco para desenhar a partir desses novos pincéis que chegaram. Horst expressou uma certa empolgação com isso, mas e se os pincéis não forem bons o bastante? Ou se, por alguma razão, o comando da equipe falhar em encontrar qualquer base a partir do que veio em troca de Giannis? Já que não deu para evitar a partida dele, seria a pior coisa para os Bucks a sensação de que perdeu seu grande astro por praticamente nada. Nascido em Milwaukee, Tyler Herro, finalmente, está em casa. O ala foi o nome mais relevante envolvido na troca de Antetokounmpo, e será o líder da equipe em quadra. Aos 26 anos, terá todo o espaço e oportunidade para comandar o jovem ataque dos Bucks e recuperar prestígio ao redor da liga. Afinal, após brilhar na temporada de calouro em 2019/20, especialmente nos playoffs, quando o Heat chegou à decisão, Herro teve uma carreira recheada de altos e baixos. Em 2022 foi eleito o Melhor Sexto Homem da temporada, enquanto em 2025 se tornou All-Star pela primeira vez. Mas passou por instabilidades nos dois lados da quadra, falhando em ser efetivamente um jogador confiável no ataque de Miami, além de ser um alvo defensivo. Assim, passou os últimos anos envolvido em especulações de trocas, além de sofrer com algumas lesões. A situação degringolou de vez em julho, quando brigou com Bam Adebayo em Las Vegas , durante a Summer League, e levou um soco no olho do ex-companheiro. Embora tenha se tornado um personagem menos empolgante nos últimos tempos, Herro pode muito bem brilhar jogando em casa. Ele ainda é um polivalente jogador ofensivo, com bom aproveitamento de três pontos (38% na última temporada) e mantendo velocidade e explosão quando parte em direção à cesta. Se conseguir ser mais coletivo e envolver Ryan Rollins, Brayden Burries, Nate Amen, Kel’el Ware e companhia, tem potencial para voltar a ser All-Star e uma peça importante na reconstrução dos Bucks. Ou, ao menos, atrair o interesse de alguma equipe que esteja brigando na parte de cima da tabela. 10ª escolha no Draft, Brayden Burries rapidamente se tornou uma da sensações da Summer League. O armador teve 23,5 pontos (5ª melhor marca), 4,5 rebotes, 4,3 assistências, 2 roubos, e 1 toco de média. Além disso, em 108 minutos em quadra, cometeu apenas três erros, demonstrando muita consistência para o nível que foi exigido em Las Vegas. As ótimas atuações foram suficientes para colocá-lo no time ideal da competição, ao lado de Cam Boozer, Caleb Wilson, Yaxel Lendeborg e Melek Thomas, todos de muita expectativa para a temporada. Ágil, com bom drible e rápido em direção à cesta, Burries, naturalmente, concentrou os esforços ofensivos do time, num vislumbre do que pode ser seu impacto na NBA, uma vez que tende a ser o armador da segunda unidade da equipe, ao menos no início da temporada, em que os Bucks tendem a privilegiar Ryan Rollins, que vem de um grande ano. Mas convenhamos, não há lugar fixo nos Bucks. Boas atuações podem levá-lo à titularidade em pouco tempo. Foram apenas quatro jogos, num nível consideravelmente abaixo ao da NBA, mas que deixaram os torcedores empolgados. Por outro lado, Nate Ament, selecionado na 13ª posição, deixou a impressão oposta. Discreto e pouco eficiente, decepcionou em Las Vegas. Contudo, por ser uma escolha alta, e pela folha em branco que é este Milwaukee, receberá oportunidades para justificar a aposta no Draft, replicando as boas atuações que teve na Universidade de Tennessee. Além dele, outros jovens jogadores têm uma grande oportunidade de mostrar serviço nos Bucks, uma vez que devem ter uma minutagem que não teriam em outros lugares, como Kel’el Ware (22 anos), Kasparas Jakucionis (20 anos), Ryan Rollins (24 anos), Bogoljub Markovic (21 anos) e Jaime Jaquez Jr. (25 anos). 1,5 (mínimo para baixo) – Se com Giannis Antetokounmpo já estava difícil ver graça neste time, imagine agora sem ele? A nota só não é ainda menor porque pode ser que o fã de NBA fique tentado a espiar vez ou outra como andam Tyler Herro e, em uma menor escala, Jaime Jaquez Jr no novo capítulo de suas carreiras, mas é só isso. No cenário mais otimista: Taylor Jenkins consegue encontrar formações eficientes a partir das experiências que promove ao longo da campanha, o time se acerta, alcança a marca das 40 vitórias e belisca uma vaga no play-in. No cenário mais pessimista: ainda mais derrotas do que na temporada anterior, lanterna do Leste e, pior que tudo isso, nenhuma grande empolgação em torno das peças que vieram de Miami ou dos calouros. Clique no escudo para ler. Será publicada uma análise por dia até 19/10, véspera da estreia da NBA.