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Análise dos Times

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A Justiça do Rio determinou que a Fifa fosse notificada sobre a impossibilidade da SAF Botafogo pagar as dívidas referentes ao transfer ban. Paralelo a isso, enquanto aguardava a decisão, o clube abriu negociação com a Major League Soccer para tentar um acordo para o pagamento da dívida. Na lista de credores do clube, a MLS tem o maior valor a receber: R$ 191.949.717,50. O documento da Justiça do Rio não determina a retirada automática de qualquer sanção esportiva aplicada pela Fifa. Depois que a entidade for notificada haverá a decisão final. De acordo com processos similares recentes, a Fifa retirou as punições feitas após os pedidos da RJ e manteve as punições anteriores. +Botafogo acumula quase R$ 300 milhões em dívidas que resultaram em transfer bans da Fifa; veja detalhes Enquanto aguarda o investimento da GDA, com quem assinou o acordo vinculante para ser o próximo dono da SAF, o Botafogo conversa com a MLS por meio de Eduardo Iglesias, novo diretor da SAF, junto a dois advogados, sendo um deles americano. 1 de 3 Eduardo Iglesias, novo diretor da SAF do Botafogo — Foto: Reprodução Eduardo Iglesias, novo diretor da SAF do Botafogo — Foto: Reprodução As negociações acontecem com os clubes (Atlanta United e New York City) e também com a MLS. A liga é parte da negociação porque é considerada uma entidade única: cada clube tem um pedaço igualitário da franquia. Ou seja, quando há um caso de dívida referente a alguma negociação, é a MLS que aciona o clube devedor. Desta forma, o Botafogo precisa negociar com a MLS o valor que tem a pagar aos clubes. A quantia se refere às dívidas pelas contratações de Thiago Almada e Santi Rodríguez, além taxas, multas e juros previstos nos acordos. O cenário para o acordo ainda não é considerado simples. As possibilidades são de pagamento à vista ou de forma parcelada. Internamente, na MLS, a chance de um novo parcelamento é vista como remota, principalmente pelo desgaste causado pelos atrasos anteriores. 2 de 3 Santi Rodriguez em Botafogo x Ceará, pelo Campeonato Brasileiro, no Estaádio Nilton Santos — Foto: Vitor Silva/Botafogo Santi Rodriguez em Botafogo x Ceará, pelo Campeonato Brasileiro, no Estaádio Nilton Santos — Foto: Vitor Silva/Botafogo O caso do Almada, por enquanto, é considerado o mais complicado. Esse foi o primeiro transfer ban sofrido pelo Botafogo, no dia 30 de dezembro. Foram meses de negociação até um acordo e o pagamento da primeira parcela em 6 de fevereiro. No entanto, o clube não pagou as demais. Em um primeiro momento, o Atlanta United fez um acordo com John Textor e não acionou a Fifa. Porém, em maio, o clube americano notificou a entidade. Agora, a negociação não é tão simples, visto que o não cumprimento do primeiro acordo não caiu bem no Atlanta United. Nos bastidores, fala-se que os americanos batem o pé pelo pagamento à vista do valor. 3 de 3 Thiago almada deixa o Botafogo — Foto: Reuters Thiago almada deixa o Botafogo — Foto: Reuters O cenário com o New York City é visto como um pouco mais tranquilo. Neste momento, há possibilidade de parcelar a dívida. Ne época, a contratação de Santi Rodríguez custou 15 milhões de dólares. O ge apurou que Marcelo Claure, empresário boliviano que tem 10% das ações do clube americano, tem ajudado nas negociações. Ele também é um dos sócios de Gabriel de Alba, o principal nome da GDA. Essa negociação com a MLS é vista como uma das prioridades no momento, colocada como missão desde que Eduardo Iglesias assumiu o cargo de CEO. Quem vive o dia a dia da SAF afirma que o diretor está empenhado em resolver o caso. O acordo é fundamental para destravar o planejamento do segundo semestre e dar um passo para recuperar a credibilidade do Botafogo no mercado internacional. + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Botafogo no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Botafogo 🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧 Assista: tudo sobre o Botafogo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos