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Afundado em uma gravíssima crise financeira e com atrasos de pagamentos constantes a atletas dos times masculino e feminino, além dos funcionários, o Corinthians sonha com vendas de atletas nos próximos meses para ganhar fôlego nas finanças visando a próxima temporada.
De acordo com apuração da ESPN , na avaliação do Corinthians, ninguém do elenco do time masculino é tratado como “inegociável”. Com isso, o clube está aberto a escutar propostas por quem quer que seja, sonhando com uma grande negociação que alivie o caixa e possibilite o clube de quitar atrasos com o elenco.
Nos últimos meses, o clube teve possibilidades reais de fechar negócio, por exemplo, da venda do meio-campista André ao Milan por 17 milhões de euros (R$ 103 milhões, na cotação atual) globais pelo jovem jogador (por 70% dos direitos econômicos), mas o negócio foi vetado pelo presidente Osmar Stábile .
O próprio André ainda foi alvo nos últimos dias do último mercado de transferências de ofertas da Premier League .
O Nottingham Forest sinalizou com uma possibilidade de compra, mas o acordo não foi para frente, assim como as conversas do Besiktas, da Turquia, por Breno Bidon . O meio-campista defende agora a Seleção Brasileira , assim com o goleiro Hugo Souza e o lateral-direito Matheuzinho.
Os turcos sinalizaram com uma oferta de 18 milhões de euros (cerca de R$ 106 milhões) pelo meio-campista. Segundo apurou a ESPN , o curto tempo fez com que os europeus desistissem do negócio. Houve ainda especulações com os nomes de Hugo Souza e do atacante Yuri Alberto .
No início deste ano, segundo apuração da ESPN , o próprio Besiktas ofereceu 10 milhões de euros (R$ 61,56 milhões) pelo atleta da seleção brasileira . Além disso, a equipe de Istambul acenou com um salário quatro vezes maior do que o arqueiro recebe atualmente no Parque São Jorge.
O Timão, porém, rejeitou a proposta do Besiktas e optou por segurar Hugo. Outro nome que tem se valorizado no elenco e chamado a atenção do mercado internacional é Matheuzinho. O lateral-direito chegou à Seleção Brasileira, está na mira de clubes de fora e pode vir a ser negociado caso pinte uma oferta.
O clube espera receber novas investidas por estes (e outros) nomes do elenco a partir de meados de dezembro de 2026 e janeiro de 2027 por estes talentos. E a tendência é que ao menos algum deles seja negociado.
Um caso à parte no Corinthians é Yuri Alberto. O destaque da equipe nos últimos anos tem sido alvo de sondagens de diversos clubes, mas uma negociação pela venda do atleta não é das mais simples.
O Timão tem 50% dos direitos econômicos do jogador e pede cerca de 20 milhões de euros (R$ 117 milhões) apenas pela sua parte, o que já dificulta por si só uma operação por conta do valor considerado alto. O restante pertence ao Zenit , da Rússia.
Em caso de venda de Yuri, o Corinthians terá de repassar 10% do valor a André Cury, agenda do atleta, uma vez que ele conta com a prioridade da venda do jogador. Por outro lado, o fato de o Zenit ter a outra metade não ajuda o Corinthians.
Como a Rússia está envolvida em guerra com a Ucrânia, o clube russo está impossibilitado de fazer negócios com as demais equipes da Europa. Desta forma, é improvável que o Corinthians consiga fechar negócio apenas pela sua parte.
Por último, a ESPN pôde saber que o salário de Yuri Alberto é considerado “fora da curva” até mesmo para times de segundo escalão da Europa, o que faz com que o mercado fique ainda mais restrito, e o Corinthians tenha mais um problema para negociá-lo.
É válido reforçar ainda que em meio à necessidade de vendas, o Timão está impossibilitado de inscrever novos reforços, o que faz com que exista uma “balança” na hora de avaliar quem vender, uma vez que as reposições deverão ser feitas a partir de nomes que já estão no elenco atual.
Na última terça-feira (29), a reportagem informou que, segundo o balancete financeiro de julho de 2026 , o clube registrou um déficit de R$ 278,7 milhões, valor quase 260% acima dos R$ 77,8 milhões previstos no orçamento aprovado para a temporada.
O endividamento total do clube, por sua vez, se mantém na casa dos R$ 2,86 bilhões.
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