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Análise dos Times

Palmeiras

Principal

Motivo: Tratado de forma neutra como um dos clubes que adotou a estratégia; tom jornalístico sem favorecimento ou crítica direta.

Viés da Menção (Score: 0.0)

São Paulo

Principal

Motivo: Citado objetivamente como um dos clubes com a Superscore no espaço máster, sem tom positivo ou negativo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Fluminense

Principal

Motivo: Mencionado de forma factual sobre a Superscore; depoimento de ex-dirigente é técnico, sem viés favorável ou contrário.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Fluminense Roma São Paulo Palmeiras Copa Libertadores Inter de Milão Série A Ministério da Fazenda Fábio Wolff Superscore Betsson Sportingblog Eurobet Idel Halfen Eduardo Corch

Conteúdo Original

Futebol 'Drible' no veto: o plano de Palmeiras, São Paulo e Flu com bets proibidas Guilherme Padin Do UOL, em São Paulo 23/10/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Palmeiras e Fluminense disputaram a semifinal da Libertadores 2026 Imagem: ETTORE CHIEREGUINIAGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA ESTADÃO CONTEÚDO Quando Palmeiras e Fluminense entraram em campo por uma vaga na final da Copa Libertadores, as duas equipes levavam nas camisas marcas que pertencem a casas de apostas, apesar do veto do governo federal anunciado há cerca de um mês. A proibição encerrou ou ao menos suspendeu o contrato com várias equipes no Brasil. Três clubes da Série A, porém, encontraram um caminho para continuar com as patrocinadoras na camisa sem, à primeira vista, descumprir a regra. O "truque" está na marca e no nome chamados no espaço máster. Desde o início do mês, São Paulo e Fluminense exibem no espaço principal do uniforme a Superscore, enquanto o Palmeiras fez o mesmo com a Sportingblog na semi da Libertadores — ainda não se sabe se a medida seguirá nas próximas partidas. Ambas são plataformas de resultados e estatísticas esportivas, mas pertencem a casas de apostas e carregam as marcas dessas empresas. PVC Eliminado, Fla termina de desmoralizar o 'já ganhou' Juca Kfouri Proibir de jogar bola não protege o penta do Fla Casagrande O maior vexame rubro-negro dos últimos anos Thais Bilenky Risco de abstenção é maior entre eleitores de Lula A reportagem ouviu especialistas em marketing esportivo e direito desportivo para entender até onde esse expediente se sustenta e quais lacunas ele explora. Classificação e jogos Brasileirão Especialistas avaliam estratégia Em um cenário de incerteza regulatória, pondera Eduardo Corch, consultor de marketing e professor do Insper, as empresas têm tentado adaptar suas estratégias a um ambiente ainda indefinido, uma vez que a medida ainda será votada na Câmara dos Deputados. "O grupo busca preservar a exposição e o reconhecimento de marca, mesmo sem estampar diretamente o nome da casa de apostas. A presença na camisa de um grande clube tem um valor enorme em termos de visibilidade e associação com o público. A questão é até que ponto essa estratégia consegue manter os efeitos de comunicação da marca de apostas, sem infringir a lei." Para Idel Halfen, ex-vice-presidente de marketing do Fluminense, a troca de marca é uma prática conhecida de gestão de portfólio, como já ocorre em outros cenários, mas o caso da Superscore tem uma particularidade. "A iniciativa parece responder prioritariamente a uma restrição regulatória, e não necessariamente à identificação de uma oportunidade de mercado. Isso muda a lógica estratégica e, principalmente, a forma de avaliar o retorno do investimento." Continua após a publicidade Halfen também questiona o valor da plataforma sem a casa de apostas por trás. "É quase como oferecer o arco sem a flecha. O serviço continua existindo, mas perde parte importante de sua finalidade dentro do modelo de negócios original", diz. Por isso, ele vê a substituição como uma medida paliativa, para preservar contratos e lembrança de marca enquanto o futuro das restrições não é definido. Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e especialista em marketing esportivo, avalia que a estratégia faz sentido no atual contexto, e manter a associação tem valor para a marca. "O patrocínio esportivo vai além da exposição do nome: envolve frequência, reconhecimento e construção de vínculo com o público." O desafio, completa, é medir quanto desse reconhecimento a nova marca consegue preservar, "sempre respeitando os limites estabelecidos pela regulamentação". Precedentes mundo afora Roma e Inter de Milão, durante jogo pelo Campeonato Italiano Imagem: Giuseppe Maffia Nur/Getty Images Fábio Wolff lembra que o expediente já ocorre no exterior, como na Itália, onde é proibida a publicidade de jogos de apostas esportivas, inclusive de forma indireta. "Acontece em outros mercados: Roma e Inter encontraram formas alternativas de exposição para seus parceiros comerciais." Continua após a publicidade No caso da Inter de Milão, a empresa patrocinadora é a Betsson, que estampa a camisa azul e preta com a Betsson Sport, uma plataforma de resultados e estatísticas. Na Roma, muda a marca, mas não a tática: no espaço máster do uniforme gialorrossi, a Eurobet se torna Eurobet.live, que também atua com resultados e estatísticas ao vivo. Nos Estados Unidos, as gigantes Hard Rock e MGM, dos ramos de cassino e apostas, expõem as marcas de seus hotéis e resorts em diversos eventos esportivos. Por lá, a proibição não é nacional, mas como é vigente em vários estados, limita a promoção dessas marcas. Um exemplo é Tampa Bay Rowdies, da segunda divisão do futebol, que já foi patrocinado pelo Hard Rock Hotel. Ainda no cenário internacional, lembra Idel Halfen, a AB InBev também utiliza diferentes marcas de seu portfólio em propriedades olímpicas, incluindo versões sem álcool, como Corona Cero: "Esses exemplos mostram como uma empresa pode utilizar o mesmo investimento esportivo para trabalhar marcas, produtos e públicos diferentes, conforme seus objetivos." O que diz a MP A medida provisória 1394 não contém regra explícita sobre empresas do mesmo grupo econômico das bets, tampouco traz definições específicas para empresas de mídia esportiva; plataformas de livescore; provedores de estatísticas; aplicativos de acompanhamento de resultados. O trecho mais próximo da discussão acerca de possíveis brechas está no artigo 16 da seção 2 do capítulo 4, ao tratar de "conteúdo que facilite o acesso a loterias de aposta": Continua após a publicidade "Ficam vedadas, no território nacional, as ações de comunicação, de publicidade, de propaganda, de marketing e de patrocínio relativas a loterias de aposta de quota fixa, em qualquer meio de comunicação, físico ou digital. A vedação de que trata o caput abrange todo conteúdo que oferte, promova, divulgue ou facilite o acesso a loterias de aposta de quota fixa e que seja direcionado ao público brasileiro, independentemente do formato ou da forma de remuneração." A respeito das brechas do texto, a reportagem procurou o Ministério da Fazenda, que direcionou a pauta à pasta da Justiça. Até a publicação do texto, não houve retorno. Danos às famílias No ano passado, as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as apostas esportivas (bets), registrando uma média de R$ 4,7 bilhões mensais entre outubro de 2024 e março de 2026, segundo o Boletim Fiscal dos Estados do Comsefaz. Nesse período, as transações via Pix movimentadas pelas casas de apostas somaram quase R$ 351 bilhões. Esse prejuízo financeiro para a população representa 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias brasileiras. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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