Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Reportagem De quase morrer em campo a herói mexicano: a volta por cima de Raúl Jiménez Gabriel Sá Colunista do UOL 05/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Raul Jimenez marcou o primeiro gol do México contra o Equador Imagem: Getty Images A Copa do Mundo de 2026 representa o último grande palco da trajetória de Raúl Jiménez com a camisa da seleção do México. Aos 35 anos, o centroavante disputa seu quarto Mundial, desta vez como principal referência ofensiva da equipe, e chega ao mata-mata vivendo um momento que parecia improvável há poucos anos. Depois de sobreviver a uma grave fratura no crânio que colocou sua carreira e sua vida em risco, o atacante voltou ao mais alto nível e lidera o time mexicano em busca da melhor campanha de sua história em Copas do Mundo. Neste domingo (5), às 21h, o México terá pela frente a Inglaterra, no Estádio Azteca, pelas oitavas de final da competição. Em caso de classificação, os mexicanos igualarão sua melhor campanha em Mundiais, alcançada apenas nas edições de 1970 e 1986, justamente nas duas disputadas em casa. Agora, novamente diante de seu povo, a geração liderada pelo camisa 9 tenta repetir o feito e manter vivo o sonho de, pela primeira vez, superar essa marca histórica. Aline Sordili ChatGPT vê Brasil favorito, mas alerta para Haaland José Trajano Brasil fica em desvantagem no meio com Martinelli PVC Por que Martinelli deve ser titular contra a Noruega Casagrande França faz bem ao futebol ao eliminar o Paraguai Na cola de Chicharito O Mundial também marca uma quebra de tabu para Jiménez. Apesar de ter participado das Copas de 2014, 2018 e 2022, o atacante nunca havia conseguido marcar um gol na principal competição do futebol de seleções. Em 2026, porém, encerrou o jejum logo na estreia e já soma dois gols. Além do sonho coletivo, o atacante também persegue uma marca individual: com o gol na vitória por 2 a 0 sobre o Equador, pela segunda fase, Jiménez chegou a 47 bolas na rede em 129 partidas pela seleção mexicana, ultrapassando Jared Borgetti, com 46, e assumindo isoladamente a segunda posição entre os maiores artilheiros da história do México. À sua frente resta apenas Javier Chicharito Hernández, recordista com 52 gols. Promessa ao pai e quase morte em campo Assim que marcou na estreia diante da África do Sul, Jiménez apontou os dedos para o céu e caiu em lágrimas. A comemoração emocionada foi uma homenagem ao pai, Raúl Jiménez Vega, que morreu em março deste ano e acompanhou de perto toda a trajetória do filho até se tornar um dos maiores artilheiros da história da seleção mexicana. Assine UOL e ganhe acesso a conteúdos exclusivos + uma camiseta da loja de UOL Esporte para torcer na Copa. Em entrevista após a partida, o centroavante explicou o motivo da emoção. "Era algo que eu buscava, mais do que marcar meu primeiro gol na Copa do Mundo, poder dedicá-lo ao meu pai. Acho que ele seria o mais feliz de estar aqui no estádio, mas sei que lá do céu ele está me apoiando e me incentivando". Continua após a publicidade A homenagem ganhou ainda mais peso porque, durante a campanha do título mexicano na Copa Ouro de 2025, seu pai falou uma frase que ficou marcada na família: "Só falta um gol em Copa do Mundo. É a única coisa que falta". A promessa acabou sendo cumprida poucos meses depois. Se a perda do pai tornou esta Copa especialmente emotiva, o simples fato de Jiménez estar em campo já representa uma vitória. Em novembro de 2020, quando defendia o Wolverhampton pela Premier League, o atacante sofreu uma grave fratura no crânio após um choque de cabeça com o zagueiro brasileiro David Luiz, então jogador do Arsenal. O mexicano ficou desacordado no gramado, precisou ser imobilizado e foi levado imediatamente ao hospital, onde passou por uma delicada cirurgia. O processo de recuperação durou oito meses e houve dúvidas sobre a possibilidade de Jiménez voltar a atuar. Em agosto de 2021, o próprio atacante revelou que os médicos responsáveis pela cirurgia classificaram sua sobrevivência como um "milagre". O retorno aos gramados aconteceu com uma proteção especial na cabeça, até hoje utilizada pelo jogador. Aos 35 anos e depois de vencer a batalha mais difícil de sua vida, Jiménez disputa sua última Copa do Mundo e agora busca conduzir o México a um feito inédito, quebrar recordes individuais e encerrar sua história com a camisa da seleção com mais um capítulo memorável no maior palco de seleções do Mundo. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Gabriel Sá por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Goleiro do Paraguai diz por que jogou bola em Mbappé: 'Momento de raiva' Jornal destaca 'mudança' de Endrick na carreira: 'A nova versão assusta' Lavieri: Futebol não precisa ser bonito e se transformar em basquete Ibrahimovic elogia franceses diante do Paraguai: 'Teria levado 4 vermelhos' Real Madrid anuncia ex-Inter de Milão e chega ao quarto reforço na janela