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Natália Silva está a uma vitória de colocar o Brasil, pela primeira vez, no topo da categoria peso-mosca feminina do UFC. Aos 29 anos, a mineira de Pingo-d'Água encara a chinesa Wang Cong neste sábado (3), no UFC 332, pelo cinturão que ficou vago após a saída de Valentina Shevchenko.
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A oportunidade é o capítulo mais importante de uma trajetória que começou longe dos grandes holofotes. Antes de chegar ao UFC, Natália construiu a carreira nas artes marciais e encontrou no taekwondo a principal base para seu estilo de luta. Por isso, a trocação é justamente uma das marcas da brasileira, que também desenvolveu o jogo de chão ao longo da carreira.
O início no MMA profissional, porém, não foi marcado apenas por vitórias. Em março de 2018, Natália tinha um cartel de seis vitórias, cinco derrotas e um empate. A mudança de cenário veio no ano seguinte, quando conquistou o cinturão peso-mosca do Jungle Fight. Desde então, a brasileira nunca mais perdeu.
A sequência construída a partir daquele momento a levou ao UFC e transformou completamente seu retrospecto. No Ultimate desde 2022, Natália ainda não sabe o que é perder na organização: são oito lutas e oito vitórias. Nas três apresentações mais recentes, a mineira derrotou Jéssica Andrade, Alexa Grasso e Rose Namajunas, todas ex-campeãs da organização.
A vitória sobre Grasso, inclusive, teve um peso especial para a caminhada até a disputa pelo título. A mexicana havia conquistado o cinturão justamente ao destronar Shevchenko, mas deixou a categoria após um empate e uma derrota nas duas revanches contra a ex-campeã. Mesmo antes da saída de Valentina, Natália já estava cotada para disputar o título e, neste sábado (3), terá enfim sua grande chance de se tornar campeã.
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Com 20 vitórias, cinco derrotas e um empate no cartel profissional, a brasileira chega à primeira luta principal de sua carreira no UFC em um momento decisivo. Do outro lado estará Wang Cong, que tenta conquistar o cinturão após construir uma sequência de quatro vitórias.
Além do título, a luta representa uma chance inédita para o Brasil. Caso supere Wang, Natália Silva se tornará a primeira brasileira campeã da categoria no UFC e entrará para a história da organização. O único cinturão que o país tem atualmente pertence a Mackenzie Dern, no peso-palha (até 52,1 kg).