Conteúdo Original
Rayssa Leal busca tricampeonato mundial de skate street Quando conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021, Rayssa Leal tinha 13 anos, 1,30m e 35kg. Como não poderia ser diferente, o corpo da jovem mudou bastante desde então. Agora maior de idade, a maranhense de 18 anos chega ao Mundial de skate street, em Assunção, no Paraguai, medindo 1,60m e pesando 49kg. Rayssa Leal comenta evolução física nos últimos cinco anos Mais alta e mais forte, Rayssa inicia, nesta sexta-feira (16), a busca do seu terceiro título da competição da World Skate, a entidade que rege a modalidade e organiza os eventos que classificam para os Jogos Olímpicos. A também medalhista olímpica de bronze em Paris 2024 e tetracampeã da Liga Mundial de Skate estreia no Mundial de Assunção já nas quartas de final, a partir das 13h15 (de Brasília). - Fui crescendo e, com acompanhamento profissional, eu pude entender o que que estava acontecendo com o meu corpo. No ano da minha primeira Olimpíada, eu cresci 12 centímetros, aconteceu muita mudança no meu corpo. Fui entendendo que o que eu mais preciso é fortalecer, fazer bastante academia. E cuidar bastante do meu corpo e da minha cabeça - disse Rayssa, campeã mundial em 2022 e 2024. + 4º do mundo no skate, Wallace Gabriel disputava hipismo e comprou cavalo com prêmios + Gui Khury conquista o bronze no Mundial de Skate Park; Augusto Akio fica em 4º 1 de 2
Rayssa Leal mudou bastante o físico nos últimos cinco anos — Foto: Wander Roberto/COB e Getty Images Rayssa Leal mudou bastante o físico nos últimos cinco anos — Foto: Wander Roberto/COB e Getty Images Questionada se ela sabe o quanto de massa muscular ganhou nos últimos tempos, a atleta tratou de demonstrar qual o foco dela nesse processo de mudança física: - Eu não sei, mas o meu time tem todos os dados. De verdade, eu só foco em comer, me cuidar e andar de skate. Mudou muita coisa, eu fiquei mais forte e pretendo ficar ainda mais forte. Ainda em fase de crescimento, ela ressalta uma grande mudança em relação aos tempos de Fadinha. - A única diferença é que quando eu tinha 11 anos, eu não tinha medo de nada. Eu só me jogava. Hoje, a gente tem meio que um medo criado na nossa cabeça, né? Então, a gente fica meio assim, meio apreensivo, mas tirando isso, eu me adaptei muito bem, né? Gente, está tudo bem, tudo perfeito mesmo - comentou Rayssa. A despeito do explicável medo ao competir, existem muitos aspectos positivos após a evolução física vista na transição da adolescência para a vida adulta. - Quanto mais força a gente tem, mais alto a gente vai e, principalmente, consegue se salvar, às vezes, depois de alguma queda. Quando a gente vai crescendo, vai mandando manobras diferentes. A gente tem mais confiança para tentar coisas novas e com força mesmo, sabe? E isso é muito importante para a nossa evolução. 2 de 2
Rayssa Leal com o troféu do SLS Rio Takeover, em agosto — Foto: SLS Rayssa Leal com o troféu do SLS Rio Takeover, em agosto — Foto: SLS Para brilhar na pista de street montada no Complexo do Comitê Olímpico Paraguaio, a maior estrela do skate brasileiro vai precisar superar uma incômoda torção no pé direito. A contusão a tirou da etapa da SLS de Paris, no início deste mês , e segue exigindo um tratamento, agora em Assunção. - A gente está levando um passo de cada vez, tratando do jeito que a gente pode. Estou fazendo bastante fisioterapia e bastante gelo. É um campeonato importante, então não tinha como a gente não vir. Mas a gente achou que está bem tranquilo para andar de skate. No flip é onde mais está pegando, porque é uma torção. Que dê tudo certo, que não aconteça nada com ninguém e nem comigo. Jogos Olímpicos da Juventude Depois do Mundial de skate, Rayssa Leal vai ter uma missão diferente: os Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026, entre 31 de outubro e 13 de novembro. Ela foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como embaixadora global da competição e Atleta Inspiração. A duas vezes medalhista olímpica está animada com a oportunidade de estar presente nos bastidores do evento multiesportivo para inspirar jovens de todo o mundo. - Estou muito feliz. Tenho certeza de que vai ser algo muito diferente do que já vivi e vai ser muito, muito divertido. Parece que estou mais ansiosa do que eu indo para Jogos Olímpicos - afirmou Rayssa. - Com certeza quero aproveitar tudo que a Vila e o esporte nos proporcionam, porque é muito legal. Quando a gente está ali tão focada, acaba perdendo alguns desses momentos, como ir para o refeitório, dar um rolê pela Vila, conhecer novos atletas e novas histórias. Isso também é muito legal - acrescentou ela.