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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Alemanha faz Curaçao parecer o Brasil Julio Gomes Colunista do UOL 14/06/2026 16h31 Deixe seu comentário Felix Nmecha marca o primeiro gol da Alemanha na Copa do Mundo de 2026 Imagem: RONALDO SCHEMIDT/AFP Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Hoje perguntei para alguns torcedores alemães assim, na porta do estádio de Houston: "Vocês sabem que aquele 7 a 1 virou uma maldição, né? Não ganharam nada depois daquilo. E agora, como vão fazer para quebrar a maldição?" Bem, talvez a resposta esteja no campo, no jogo deste domingo, 14 de junho, quase 12 anos depois. Era preciso fazer um novo 7 a 1! Será? Talvez seja o antídoto para os alemães voltarem a ser uma "máquina", como me respondeu um destes torcedores. O fato é que a Alemanha fez Curaçao parecer o Brasil de 12 anos atrás. Até as cores da simpática ilha caribenha são quase as mesmas que as nossas. Qualquer 7 a 1 que aconteça até o fim dos tempos nos fará lembrar do jogo do Mineirão. Mas hoje ficou claro como cada 7 a 1 é um 7 a 1. Curaçao foi aplaudido por seus torcedores e pelo resto do estádio. Era o primeiro jogo do menor país da história das Copas, com uma população do tamanho de um bairro qualquer de Berlim. Uma seleção formada por holandeses lado B que têm algum tipo de conexão familiar com a ilha - que, aliás, segue fazendo parte do Reino dos Países Baixos. Se o Bayern enfrentar um time da Série B holandesa, vai ganhar de quanto? Possivelmente, algo em torno de 7 a 1 mesmo. Juca Kfouri Ancelotti e a vingança dos treinadores brasileiros Milly Lacombe Quando e por que me separei da seleção Sakamoto Trump usa UFC de circo para disfarçar preço do pão Ricardo Kotscho Quase morri do 'Mal de Montezuma' na Copa de 86 O nosso 7 a 1 é outra história. É a maior humilhação já sofrida em qualquer esporte de competição. Curiosidade do placar à parte, é difícil saber o quanto essa Alemanha pode ter evoluído, justamente pela fragilidade do adversário. Contra Curaçao, formou um enorme trapézio em campo. Uma linha de três com os caras bem próximos atrás: Kimmich, só Tah de zagueiro puro e Schlotterbeck. Wirtz era o vértice bem aberto do lado esquerdo, Sané na outra ponta. Entre eles, uma linha que tinha Havertz e Musiala, mas esses caras se mexeram por todo o campo ofensivo. Os outros jogadores circulavam pelo meio formando maiorias e associações. A Alemanha jogou com a linha bem alta, o que faz o Bayern de Munique sofrer sempre na Champions League. Para jogar tão alto, precisa de muita velocidade e um goleiro tipo... Neuer. Mas Neuer já não tem as pernas de Neuer. Veremos. Foi um sistema legal de ver em prática e Curaçao pagou o preço. Se o Brasil enfrentasse esse time do jeito que entrou em campo ontem, também teria sido goleado. Agora é esperar para saber como esta Alemanha vai se comportar contra adversários com mais armas. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Presidente da federação marroquina provoca Yamal e mira final com a Espanha Alemanha supera Brasil e vira seleção com mais gols na história das Copas Alemanha repete 7 a 1 e massacra Curaçao em ritmo de treino na Copa Transmissão ao vivo de Holanda x Japão pela Copa do Mundo: veja onde assistir Participante erra pergunta no Quem Quer Ser um Milionário; você acertaria?