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João Neves marca o primeiro gol de Portugal na Copa do Mundo 2026 Portugal decepcionou em sua estreia na Copa do Mundo, nesta quarta-feira, no empate com a República Democrática do Congo por 1 a 1, em Houston, nos Estados Unidos. O técnico Roberto Martínez minimizou o resultado da primeira rodada do Grupo K: + Veja como foi a estreia de Cristiano Ronaldo na Copa com Portugal — Entramos muito bem no jogo. Marcar um gol (cedo) influenciou na falta de chegada à área, começamos a procurar só manter a bola e não chegamos no último terço. Isso deu uma oportunidade ao Congo de reagrupar, recomeçar. O gol antes do intervalo foi em uma bola parada, trabalharam bem a bola parada. Gostei da atitude (no segundo tempo), continuamos incisivos, chegamos mais ao último terço. Isso faz parte do processo do Mundial. Melhor ser assim na fase de grupos e melhorar. Os aspectos que precisamos para crescer no Mundial estiveram presentes — analisou o treinador. + Veja a tabela da Copa do Mundo 1 de 1
Roberto Martínez, técnico de Portugal, no jogo contra a RD Congo — Foto: Reuters Roberto Martínez, técnico de Portugal, no jogo contra a RD Congo — Foto: Reuters A seleção portuguesa abriu o placar aos 5 minutos, com João Neves. No último minuto do primeiro tempo, Wissa empatou para a seleção africana. Astro de Portugal, Cristiano Ronaldo jogou os 90 minutos e, como o time, teve atuação frustrante, com duas finalizações para fora. — Um jogo como o de hoje, com tanta dificuldade de chegar na área, vários jogadores poderiam ser usados. Podemos usar o Ronaldo, não faz sentido tirá-lo quando precisamos de gols. Tornaria o jogo ainda mais complicado. No futebol, a linha reta não é o jeito mais fácil de chegar ao objetivo. Ele usa bem os espaços e precisamos fazer isso de forma responsável, mas ele precisa estar em campo quando precisamos de gols — destacou o técnico. + Guia da Copa do Mundo 2026 O próximo jogo de Portugal será na terça-feira, contra o Uzbequistão, às 14h (de Brasília), também em Houston. O Grupo K ainda conta com a seleção da Colômbia. — O processo é ganhar cada partida. Precisamos manter a calma, focar nos pontos fortes, temos que melhorar os pontos fracos e isso que acontece na Copa do Mundo. Argentina e Espanha começaram mal quando foram campeãs. Vamos encarar o desafio — disse Roberto Martínez. Veja outras declarações do técnico de Portugal: Estreia frustrante — Um Mundial é um torneio que isso acontece, o desempenho não está no nível, às vezes. Argentina perde no Catar e ganha o Mundial depois. Não foram desempenhos de vencedores, mas aconteceu. Ganhar o Mundial provavelmente é uma emoção que não ajuda a ganhar jogos. O mais difícil é começar o jogo bem, começamos muito bem, o controle, chegada no gol, marcamos o gol. A emoção de marcar o gol ajuda muito. Teve um efeito contrário. — Tentamos manter a bola, não chegamos no gol, Congo armou contra-ataque, perdemos profundidade. Congo trabalha bem a bola parada e os ataques rápidos e isso acontece no futebol. Atitude extraordinária no segundo tempo. Chegamos ao gol não no nível que precisamos. Faz parte. Já vi jogos assim, o rival aproveita e ganha. Nosso esforço permitiu empatar. Tivemos atitude, esforço, que permitiu construir algo para o segundo jogo. Aprender que a responsabilidade que temos é estar no melhor nível. Não faz parte se emocionar para ganhar. Fator emocional — Falamos muito do preparo, mostramos isso ao marcar o primeiro gol. Queríamos ganhar a partida. Essas emoções vêm à tona na Copa do Mundo. Perdemos o caráter incisivo, não chegamos no último terço, mas perdemos a intenção de marcar o segundo gol. Demos espaço para eles, se aproximaram do gol e conseguiram marcar, e naquele momento o jogo ficou difícil. Mas reagimos bem, principalmente no segundo tempo, foi mais algo mental. O que melhorar? — Precisamos melhorar, ter autocrítica. O jogo não é 90 minutos, há momentos antes e depois do gol, duplas ligações, espaços. Todos os rivais são diferentes. A nossa responsabilidade é avaliar o jogo e melhorar, e esse processo eu já falei. Nós continuamos. A atitude é extraordinária. Acredito muito no que podemos fazer. Atacantes de lado — No nosso jogo, o ponta precisa de muita disciplina, ficar na linha defensiva, nas costas dos centrais, abrir espaços. Depois do primeiro gol, não chegamos ao último terço como precisamos para usar o ponta como se deve. Há aspectos que precisamos melhorar. A disciplina foi muito exigente. Agora, usar todos os jogadores do campo, achar espaços e chegar com a bola. Gonçalo entrou, é importante usar os jogadores que temos. Chegamos melhor ao último terço. Espaço começava a abrir mais, tínhamos o Bruno, é usar os jogadores que temos nos momentos certos. Gol cedo — É um jogo diferente depois de marcar o primeiro gol. Até ele, nosso padrão de ataque chegava ao último terço, tínhamos ligação entre o jogo interior e por fora. Depois, quando Congo marcou, foi uma emoção diferente, tomada de decisão diferente. Hoje, não é um jogo para ver estatísticas, não estão boas, não estão no nível que precisamos. É refletir, avaliar e chegar no nível maior. — Ganhamos a Liga das Nações. Todos tiveram desempenho em alto nível. Responsabilidade, emoções. Quando marcamos o primeiro gol, essas emoções tiveram efeito negativo. Foi um sentimento. Faz parte do Mundial, agora melhorar para o segundo jogo. RD do Congo marca seu primeiro gol na Copa e vai pro intervalo empatando com Portugal RD Congo — Quero dar parabéns ao Congo pelo jogo. Eles executaram bem o plano, mantiveram bem o aspecto físico da partida, intensidade, confiança. Jogaram como se estivessem na final, mostraram personalidade e fibra. Com certeza reconhecemos esse esforço. Começamos bem, mas o gol acabou mudando as emoções. Focamos na posse de bola e demos ao Congo o contra-ataque. Complicou muito o jogo para nós. Parabéns a eles, sabíamos do que eram capazes. Vimos eles antes. O Congo tem se qualificado, vão continuar sendo competitivos. Não tenho dúvida sobre isso. CR7 contra o Uzbequistão? — A gente analisa cada situação. O próximo jogo é daqui seis dias, vamos avaliar todos os jogadores. É importante que todos estejam bem preparados. A gente não trata o Ronaldo pela idade, por número, mas como ele se sente.