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Futebol Cinco anos após Copa América da covid, seleção recupera harmonia perdida Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL, em Morristown (EUA) 04/06/2026 11h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Rogério Caboclo, ex-presidente da CBF Imagem: Divulgação/CBF O dia 31 de maio de 2021 é um marco na história da seleção brasileira. Pela manhã, os jogadores conversaram com o então presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, e o questionaram sobre os boatos da Copa América daquele ano ser realizada no Brasil durante a pandemia da covid-19. No encontro com o cartola, os boleiros pediram que a hipótese, caso procedesse, não se confirmasse. Julián Fuks O sonho da literatura, no tempo do desencanto Josias de Souza Flávio Bolsonaro perde de goleada em casa Luiz Henrique Matos Desertos de notícias são uma ameaça à democracia PVC Seleção brasileira recupera harmonia perdida Há depoimentos de atletas, extraoficialmente, que afirmam terem ouvido de Caboclo que ficassem tranquilos. A competição não seria realizada no Brasil. Mas, horas depois, à tarde, veio a surpresa: CBF e Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) confirmaram o torneio em território brasileiro. Foi um choque para os atletas, que já conviviam com momentos delicados, como a presença do presidente no vestiário em meio a um processo de saúde debilitado e do processo que o levou, meses depois, ao afastamento da CBF. Nenhum jogador jamais faria corpo mole, mas o grupo enxergou o episódio como descompromisso da CBF. Junto da preocupação com as famílias, esse conflito ajudou a desmanchar a harmonia que existia até a conquista da Copa América de 2019, último troféu da seleção brasileira. "Nós colocamos a Argentina no jogo", admite o então presidente, Rogério Caboclo, recuperado dos problemas de saúde. Caboclo não admite, no entanto, que tenha prometido aos jogadores que a Copa América não aconteceria no Brasil. "Eu disse que havia uma situação encaminhada e que eu conversaria com os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e da Conmebol, Alejandro Dominguez, para tentar mudar. Mas afirmei que não era fácil", frisou. Continua após a publicidade Os relatos da época são de jogadores assustados não apenas com a disputa da Copa América enquanto seus familiares conviviam com a pandemia. Havia também as entradas desastradas de Caboclo no vestiário, enquanto convivia com abalos emocionais e acusações de assédio moral e sexual que o levariam à destituição da presidência. Depois de Caboclo, a chegada de Ednaldo Rodrigues ao cargo piorou a situação. Não por destempero no vestiário, mas por não cumprir com obrigações para o trabalho da seleção tecnicamente. Na gestão Rodrigues, chegou a faltar garrafas d'água e gelo por uma tentativa injustificável de economizar em questões fundamentais para o apoio e desenvolvimento de atletas profissionais. "Tenho certeza de que a Copa América não interferiu no ambiente. Tenho mensagens enviadas por jogadores, como Neymar, agradecendo pelo que eu havia feito", diz Caboclo. Neymar não era um líder daquele grupo, embora fosse uma referência técnica pela qualidade de seu jogo. Continua após a publicidade Cinco anos depois, a seleção recupera sua harmonia. Há episódios que indicam isso, como o diálogo para fechar as premiações para a Copa do Mundo . Não se trata de dinheiro, mas de compromisso para que o trabalho se desenvolva de maneira com que todos estejam unidos pela conquista do título. A Copa América de 2021 foi uma fronteira entre o Brasil que vencia e a Argentina em jejum de títulos para uma situação exatamente inversa. Hoje, há um caminho de retorno para a seleção tentar conquistar coisas importantes. Ou, pelo menos, para que se una nessa direção. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 'Perseguição implacável': o que é perdão judicial dado à mãe de Henry Borel Danilo Lavieri: Ancelotti testou Paquetá e cobrou Igor Thiago Ancelotti conta quando definiu convocação de Neymar para a Copa do Mundo Vini Jr diz que conselho de Ancelotti mudou sua carreira: 'Como um pai' Juíza determina expedição de alvará de soltura de Monique Medeiros