🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte A seleção brasileira ama o passado e não vê Alicia Klein Colunista do UOL 06/06/2026 21h07 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Assisti ao jogo do Brasil em um restaurante, em João Pessoa. Um aniversário infantil garantiu a presença de cerca de 138 meninos, praticamente todos vestidos de futebol, desde a camisa da nossa seleção, passando pela do Botafogo-PB até chegar à do Chelsea. Meu filho, inadvertidamente, trajava uma camisa verde do Liverpool. Todos com suas figurinhas. Todos aparentemente animados para o último amistoso antes da Copa. Pensei: o ceticismo com essa versão da Amarelinha (hoje, trajada em azul suor) é meu. Os jovens acreditam. O país acredita! Bastou a comida acabar, para todos correrem até a brinquedoteca e esquecerem completamente da partida. Sorte deles, que se divertiram mais do que quem se dedicou a acompanhar de perto o xoxo Brasil 2 x 1 Egito. Quem também parece ter esquecido do seu futebol é a seleção brasileira. Pelo menos, é o que se pode dizer da velha panela, do grupo que cheira à naftalina , com tempero italiano. Os raros momentos de alegria têm sido proporcionados por aqueles que continuam em segundo plano para Ancelotti. Endrick sendo talvez o grande expoente dos coadjuvantes. Quando sai o grupo de barriga cheia e entra o grupo com fome, uma luz se acende — ainda que, por ora, não brilhe o suficiente para trazer o aroma de título. Josias de Souza Bolsonaro soluça a dias da reanálise de domiciliar Sylvia Colombo Peru aprendeu a viver sem acreditar na política Milly Lacombe Fifa cancela ingressos 'grátis' devido a erro em site Tostão Certas discussões sobre a seleção são obsoletas Toda Copa que começa dá início a um novo sonho verde e amarelo. O Tri, o Tetra, o Penta, o Hexa. Sempre é permitido acreditar. A esperança parece especialmente viva para quem acompanha pouco o futebol e vai torcer para qualquer time, independentemente da qualidade, do carisma, do momento. É Brasil, caramba! Essa ideia segue viva. Talvez eternamente. E Pode ser que nosso futebol ressuscite com ela, inclusive em 2026. Mas dependerá da coragem de um treinador apegado às própria ideias. A coragem de dar espaço ao novo. Enquanto nossos ídolos forem os mesmos, as aparências não enganarão. Não aparecerá mais ninguém. E o novo não virá, por culpa de quem ama o passado e não vê. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Endrick pede passagem na seleção como artilheiro dos gols que valem pontos Lotofácil sorteia prêmio estimado em R$ 2 milhões; confira os números Seleção feminina sabotada e ganhadora Egito não resiste ao segundo tempo brasileiro Raphinha mostra pessimismo após lesão de Wesley na seleção: 'Muito triste'