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O Brasil visto de cima: bola aérea e variação de jogadas explicam virada da Seleção O sufoco passou. O Brasil está classificado para as oitavas de final — depois de vitória nos acréscimos de 2 a 1 sobre o Japão , nesta segunda-feira. Nesta terça, Carlo Ancelotti e seus comandados vão conhecer o adversário entre Noruega e Costa do Marfim. Mas o drama contra o Japão traz elementos novos para a equipe brasileira: a variação de jogadas e de sistema. "O Brasil visto de cima" volta o olhar para o segundo tempo da Seleção. O da pressão incessante. O Japão se protegeu praticamente por 50 minutos à artilharia brasileira. Felizmente, não resistiu. Com nove e até 10 quase o tempo todo atrás da linha da bola, o Brasil de Ancelotti precisou de paciência contra a retranca. E insistiu nas bolas na área. A maioria delas por cima. O ge contou 27 cruzamentos durante todo o segundo tempo . É mais do que o total de cruzamentos da Argentina nos três jogos da primeira fase, 21. + "O Brasil visto de cima" contra Marrocos: o buraco e os escapes de Vini + "O Brasil visto de cima" contra Escócia: como Rayan se encaixou no time 1 de 4 No início da segunda etapa, quatro brasileiros próximos da área esperam o cruzamento de Vini. Nove japoneses protegem o gol — Foto: Reprodução No início da segunda etapa, quatro brasileiros próximos da área esperam o cruzamento de Vini. Nove japoneses protegem o gol — Foto: Reprodução Na segunda etapa, alterações foram fundamentais para mudar a disposição do jogo. No segundo tempo, Endrick substituiu o lesionado Lucas Paquetá. Aos 20, Gabriel Martinelli, que seria um dos heróis da partida, entrou. As mudanças foram fundamentais para "povoar" a área japonesa. Mais: se no primeiro tempo, Vini Jr., principalmente, fechava pelo meio da defesa adversária, com Douglas aberto, no segundo tempo ele voltou a ser o ponta e "pisar" na linha lateral. Rayan, do outro lado, fez o mesmo. Lucas Paquetá tem lesão constatada e está fora das oitavas Raphinha vai a campo em treino, mas Seleção tem cautela 2 de 4 6 x 5: Brasil coloca cinco jogadores entrando na área japonesa — Foto: Reprodução 6 x 5: Brasil coloca cinco jogadores entrando na área japonesa — Foto: Reprodução Com a bola, o Brasil sufocava o Japão e Casemiro e Bruno Guimarães ia ganhando a área adversária aos poucos. Danilo e Douglas Santos também dobravam com Rayan e Vini. Os zagueiros brasileiros se aproximavam para buscar espaços do melhor cruzamento. Foi assim que Casemiro em dois minutos quase marcou na primeira chance e empatou na segunda . Antes, Bruno já havia cabeceado com muito perigo. Repare no quadro dos lances . Veja a tabela da Copa do Mundo Simule os resultados da Copa do Mundo 3 de 4 Bruno se coloca entre Vini e Danilo, que vai receber e colocar na área — Foto: Reprodução Bruno se coloca entre Vini e Danilo, que vai receber e colocar na área — Foto: Reprodução 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google 4 de 4 A cabeçada de Bruno sai em cheio, mas o goleiro japonês espalma — Foto: Reprodução A cabeçada de Bruno sai em cheio, mas o goleiro japonês espalma — Foto: Reprodução Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos Como o gol nasceu Casemiro precisou de duas chances para marcar. Bruno teve uma boa oportunidade. Vini Jr. tentou uma fazendo fila. Outra, buscou o ângulo. Endrick finalizou encaixotado na marcação, em cruzamento rasteiro de Vinicius. O Brasil buscou o gol de diversas maneiras. Em nenhuma das três partidas anteriores, o Brasil tentou tanto o gol. Veja os números da Fifa : Marrocos: 12 finalizações do Brasil Haiti: 7 finalizações do Brasil Escócia: 14 finalizações do Brasil Japão: 19 finalizações do Brasil (11 delas no segundo tempo) No vídeo do "Brasil visto de cima" são 10 cruzamentos até o 11º — pelo pé esquerdo de Douglas Santos — encontrar Casemiro infiltrando na área japonesa. Além de preencher a área, o Brasil foi aproveitando rebotes ao longo da segunda etapa. Foi numa delas que Martinelli recebeu na entrada da área. Tentou o chute depois de dominar, mas a bola saiu sem direção, para fora. O atacante do Arsenal foi premiado mais tarde em mais um lance de clarividência de Bruno Guimarães, o maior assistente da Copa do Mundo. A jogada é retrato do segundo tempo do Brasil: O Brasil toca a bola por 1 minuto Danilo infiltra depois de receber passe de Rayan, este bem aberto Endrick receba a bola na entrada da área Rayan pressiona e ganha e depois encontra Bruno na entrada da área O passe sai perfeito para os dois toques decisivos de Martinelli. Domínio de esquerda e gol de direita Aos 50 min do 2º tempo - gol de dentro da área de Martinelli do Brasil contra o Japão Veja a comemoração de Rayan no gol de Martinelli em Brasil x Japão