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Análise dos Times

Haiti

Principal

Motivo: O artigo narra o evento com foco no impacto positivo para o Haiti, exaltando a alegria e a inspiração que o jogo trouxe, além de destacar o retorno do país a uma Copa após décadas.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: O Brasil é apresentado como um protagonista importante para o evento, com suas estrelas, mas o foco narrativo e o impacto principal são voltados para o Haiti. O resultado elástico é minimizado diante do contexto.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Brasil Lula ONU Ronaldinho Gaúcho Ronaldo Copa do Mundo de 2026 seleção brasileira Carlos Alberto Parreira Cafu Haiti Roberto Carlos Juninho Pernambucano Roger Flores Wolverhampton Stephane Guillaume Sunderland

Conteúdo Original

Futebol Jogo da Paz entre Brasil e Haiti em 2004 foi marco para país em frangalhos Thiago Rabelo Do UOL, em Nova Jersey (EUA) 19/06/2026 12h00 Atualizada em 19/06/2026 12h00 Deixe seu comentário Público recebe seleção brasileira em Porto Principe no Haiti. Os jogadores desfilaram em brucutus das tropas brasileiras da forca de paz da ONU Imagem: Antonio Gauderio - 18.ago.2004/Folhapress Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O jogo da paz entre Brasil e Haiti, em 2004, é uma das partidas mais importantes da história do segundo adversário da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. Em meio a uma guerra civil no país, mais de um milhão de haitianos receberam a equipe do técnico Carlos Alberto Parreira e viram o início de uma evolução no futebol local, que agora retorna a um Mundial após 52 anos. A seleção brasileira contava com estrelas de nível mundial como Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Cafu, Roberto Carlos, Juninho Pernambucano e outros grandes nacionais. Já o Haiti, que perdeu por 6 a 0, tentava se inserir no cenário internacional, como Stephane Guillaume, que disputou 30 jogos pelo país e fez carreira em clubes dos Estados Unidos. Josias de Souza Wagner se consolida como quase-futuro-ex-líder PVC Copa é sucesso de crítica. Deu no New York Times! José Fucs Não é de esquerda? Frases de Lula que o desmentem Juca Kfouri O 4º jogo entre as seleções do Brasil e do Haiti "Aquela partida foi um marco para o futebol do Haiti. O Brasil é um país que vive e respira futebol. Para o Haiti, ter a oportunidade de jogar contra a Seleção era algo muito especial", disse Guilaume. "Não era só uma partida de futebol. Era um evento que trouxe paz, alegria e orgulho para o nosso povo." Brasil e Haiti jogaram no dia 18 de agosto de 2004. O resultado elástico pouco importou diante de tudo que o Haiti enfrentava. Após uma revolta armada, o presidente Jean-Bretrand Aristide deixou o cargo em fevereiro daquele ano, com medo de que a violência se intensificaria no país caso ele continuasse no cargo. Seleção brasileira em Porto Príncipe no Haiti durante jogo promovido pelas tropas brasileiras da força de paz da ONU Imagem: Antonio Gauderio - 18.jun.2004/Folhapress Um novo governo provisório, chefiado por Gérard Latortue, tomou posse com o respaldo da ONU. Como parte de uma política de protagonismo internacional, o presidente Lula, em seu primeiro mandato, liderou uma missão de paz e enviou ao Haiti o exército brasileiro para garantir a segurança no país que sofria com a pobreza que afligia 80% da população. "Eu fiquei impactado sim com a pobreza no país. Eu tinha uma noção do que é a pobreza. Nós vivemos em país pobre e eu vim de uma situação simples. Eu tinha noção, mas era uma noção de pobreza como é no Brasil", disse ao UOL o ex-jogador Roger Flores, hoje comentarista, que vestiu a camisa 10 do Brasil naquela tarde. Por isso eu fiquei impactado ao ver o Haiti. Lá não era só pobreza. Era abaixo da pobreza. Faltava tudo. Faltava comida, luz, água, as pessoas sobreviviam. Era uma situação muito angustiante. Roger Flores, camisa 10 do Brasil no Jogo da Paz Continua após a publicidade "Eu me senti honrado em usar a 10. Isso mexe com a sua vaidade. A camisa 10 é icônica e eu usei em um jogo com Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Eu tenho essa foto guardada. Eu gosto de dizer que essa foto abre cadeados no mundo inteiro. Do palácio mais imponente até o casebre mais simples. Com essa foto eu sou bem recebido em qualquer lugar do mundo", brincou Roger. Passagem-relâmpago Ronaldo é recebido por haitianos no aeroporto Imagem: Antônio Gaudério - 18.jun.2004/Folhapress A passagem da seleção brasileira pelo Haiti foi rápida. Os jogadores desembarcaram pela manhã, disputaram a partida à tarde e logo após já deixaram o país. No desembarque, os jogadores se deslocaram em cima de tanques de guerra e foram ovacionados pelos haitianos nas ruas de Porto Príncipe. "Uma das minhas memórias mais vivas daquele dia foi de quando eu estava no quarto do hotel e vi a chegada do time brasileiro na televisão. Era incrível o amor e a empolgação dos haitianos", relembra Guillaume. "Eu lembro de ver os jogadores chegando em tanques militares e milhares de fãs seguindo do aeroporto até o caminho para estadio. Isso mostra quão forte é a admiração e o respeito nosso pelo futebol brasileiro." "O jogo contra o Brasil é um dos eventos mais importante da história do futebol do Haiti", disse o jornalista haitiano Childo Geffrard sobre aquela tarde. Continua após a publicidade Receber a seleção brasileira, neste contexto, era muito mais que esporte. O Brasil é, sem dúvida alguma, a seleção estrangeira mais amada no Haiti. Poder enfrentar o Brasil era um sonho para nós. Childo Geffrard, jornalista haitiano Décadas depois, a reconstrução Haitianos recebem seleção brasileira para o Jogo da Paz Imagem: Antonio Gauderio - 18.ago.2004/Folhapress Duas décadas depois, Brasil e Haiti voltam a se enfrentar. Dessa vez em uma Copa do Mundo, competição que o país da América Central não disputava desde 1974, na primeira e até então única participação em um Mundial. Apesar de ser a pior equipe no ranking da Fifa entre os 48 participantes da Copa do Mundo, o Haiti já conta com alguns jogadores em grandes ligas, com destaque para Jean Ricner, meio-campista do Wolverhampton, clube da primeira divisão da Inglaterra. Outro nome relevante é Wilson Isidor, do Sunderland, também da Premier League. O surgimento de jogadores em países da elite mundial é de certa forma uma parte do legado que aquele jogo deixou para o Haiti, que buscava se reconstruir após anos de problemas e guerra política. Continua após a publicidade "Para os jovens do Haiti, aquele jogo impacto muito. Muitos perceberam que aquelas estrelas não eram figuras intocáveis. Era seres humanos que começaram a vida jogando futebol na rua", diz Childo." Aquela partida inspirou toda uma geração e reforçou a ideia no Haiti de que é possível acreditar, que é sonhar. Mais de duas décadas depois, muitas pessoas ainda se lembram exatamente onde estavam naquele dia, um testemunho da impressão duradoura que ele deixou na memória coletiva da nação." Brasil e Haiti se enfrentam nesta sexta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), na Filadélfia. Uma vitória praticamente garante o Brasil na segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Hino do Brasil é eleito o mais bonito da Copa do Mundo pelo NY Times Copa do Mundo é sucesso de crítica. Deu no New York Times! Luma de Oliveira resgata foto antiga nua e faz reflexão com música clássica Koné: o que era o objeto verde na boca do jogador após lesão grave na Copa? Rival do Brasil, técnico do Haiti levou seleção à Copa sem pisar no país