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Depois de deixar uma impressão ruim no primeiro compromisso no início do ciclo para a Copa do Mundo de 2030, Carlo Ancelotti minimizou o impacto das críticas ao trabalho que conduz à frente da equipe nacional.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (28) ao lado de Tony Popović, técnico da Austrália, o italiano afirmou que não se vê pressionado pela repercussão negativa do desempenho que a equipe no empate em 1 a 1 diante dos australianos na última sexta-feira, conseguida só no último lance com um gol de cabeço do Rayan.
“A crítica ao meu trabalho sempre existiu e sempre vai existir. A crítica não afeta a ideia que eu tenho para o futuro da Seleção Brasileira e dos jogadores. O quanto a crítica pode afetar em porcentagem a minha ideia para o futuro? Zero”, disparou Ancelotti, que minimizou ainda o peso dos resultados dos jogos amistosos neste momento.
“O resultado não é tão importante para nós. Para o país pode ser, mas nós estamos vendo nossas coisas, espaços, oportunidades para os mais jovens, jogadores novos. Neste aspecto, fizemos um bom jogo. Poderíamos ter ido melhor. A Austrália se defendeu bem, de forma compacta, nos tirou os espaços. O gramado não estava bom, mas para a Austrália também não, queríamos os dois jogar em um campo melhor. É tentar jogar melhor. Será uma oportunidade aos atletas que não jogaram na primeira partida e vão jogar agora. A nossa prioridade é essa: conhecer melhor nossos atletas, ter uma ideia clara para ter um elenco definido para a primeira competição oficial. Não quero cometer erros".
Segundo dados estatísticos do DataESPN , o italiano tem pior início de um técnico na história da Seleção após 18 jogos, junto com Carlos Alberto Parreira: 63% de aproveitamento.
Carleto soma dez vitórias, quatro empates e quatro derrotas.
Já Parreira, que acumulou as 18 partidas à frente do Brasil somando as passagens de 1983 e 1991, teve nove vitórias, sete empates e duas derrotas.
O melhor aproveitamento nesse recorte é o de Vanderlei Luxemburgo, com 87% : 15 vitórias, dois empates e uma derrota.
Veja abaixo o aproveitamento dos técnicos da Seleção Brasileira nos primeiros 18 jogos:
Vanderlei Luxemburgo — 87% (15 vitórias, 2 empates e 1 derrota)
Zagallo — 85,2% (14 vitórias e 4 empates)
Vicente Feola — 85,5% (14 vitórias e 4 empates)
Tite — 83,3% (14 vitórias, 3 empates e 1 derrota)
Aymoré Moreira — 83,3% (15 vitórias e 3 derrotas)
Telê Santana — 77,8% (13 vitórias, 3 empates e 2 derrotas)
Dunga — 74,1% (12 vitórias, 4 empates e 2 derrotas)
Flávio Costa — 70,4% (12 vitórias, 2 empates e 4 derrotas)
Carlos Alberto Silva — 70,4% (11 vitórias, 5 empates e 2 derrotas)
Sebastião Lazaroni — 68,5% (11 vitórias, 4 empates e 3 derrotas)
Osvaldo Brandão — 68,5% (11 vitórias, 4 empates e 3 derrotas)
Luiz Felipe Scolari — 68,5% (12 vitórias, 1 empate e 5 derrotas)
Cláudio Coutinho — 64,8% (9 vitórias, 8 empates e 1 derrota)
Mano Menezes — 64,8% (10 vitórias, 5 empates e 3 derrotas)
Carlo Ancelotti — 63% (10 vitórias, 4 empates e 4 derrotas)
Carlos Alberto Parreira — 63% (9 vitórias, 7 empates e 2 derrotas)
Austrália (F) - 29/09, 7h (de Brasília) - Amistoso
Índia (F) - 03/10, 11h (de Brasília) - Amistoso
Japão (F) - 14/11, 7h15 (de Brasília) - Amistoso