Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Limite de jogadores estrangeiros no Brasil deve ser menor do que na Europa Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 22/09/2026 05h31 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× É uma ilusão de ótica quando se diz que a Europa não tem limite de estrangeiros para seus clubes. São quatro extracomunitários na maior parte dos países da elite do futebol. São três na Espanha, hoje o limite é de dois na Itália. Acontece que, por lei, quem tem passaporte da Comunidade Econômica Europeia não é considerado estrangeiro. É assim desde a sentença Bosman, julgada pela Suprema Corte Europeia em 1995. Impressiona que até gente experiente se relacione com a informação como se não houvesse limite de estrangeiros na Europa. Há. Só que quem tem passaporte europeu não ocupa essas vagas. Pela lei, europeu não é estrangeiro em nenhum país da Comunidade Econômica Europeia. Em 26 de dezembro de 1999, o Chelsea se tornou o primeiro clube do mundo a jogar com 11 estrangeiros: De Goey (Holanda), Ferrer (Espanha), Emerson Thomé (Brasil), Leboeuf (França) e Babayaro (Nigéria); Petrescu (Romênia), Di Matteo (Itália), Deschamps (França) e Poyet (Uruguai); Ambrosetti (Itália) e Tore Andre Flo (Noruega). O técnico era o italiano Gianluca Vialli. Sakamoto Flávio deu dinheiro à milícia do caso Marielle Daniela Lima As três opções de Lula contra as bets Helio de La Peña Além do Brasileirão, STF também entrou na Data Fifa Matheus Pichonelli Ex-BBB atira para puxar votos na propaganda da TV Como juntou uma legião de jogadores de segunda classe misturados a extraclasses como Deschamps e Di Matteo, o Chelsea chegou em quinto lugar naquela edição da Premier League. Dez anos depois, temporada 2009/2010, a Internazionale sagrou-se a única campeã da Champions League com 11 internacionais: Júlio César (Brasil), Maicon (Brasil), Lúcio (Brasil), Samuel (Argentina) e Chivu (Romênia); Cambiasso (Argentina) e Zanetti (Argentina); Eto'o (Camarões), Sneijder (Holanda) e Pandev (Macedônia); Diego Milito (Argentina). O técnico era José Mourinho. Há três enormes diferenças com o Brasil. Aqui não há legislação que permita extracomunitários, mesmo que joguem por outras seleções nacionais. A segunda é que contratam-se , aqui, os estrangeiros que não servem lá. A terceira, e mais importante, o maior produto do futebol daqui ainda é a seleção brasileira. Não os clubes. Diferentemente da Inglaterra. Hoje o Brasil exporta jogadores jovens que não jogam aqui e não conseguem se firmar lá. Os clubes brasileiros os substituem por estrangeiros de meio padrão. Sempre seremos a favor de ídolos como Pedro Rocha, De Arrascaeta, D'Alessandro, Sorín, Gustavo Gómez, Figueroa... O problema é que, para cada ídolo, há um Bilal Brahimi, Braithwaite, Felix Torres, Juan Dinenno, Héctor Hernández, José Martínez, Mancuello, Piris da Motta... Ponto fundamental é que, atualmente, os jovens brasileiros saem daqui vendidos pela pressa dos empresários e ganância dos clubes. Chegam à Europa e não conseguem jogar , por não estarem ainda maduros. Casos até de Endrick e Estêvão. A qualidade de formação dos jogadores nascidos aqui precisa ficar mais tempo a serviço dos clubes brasileiros. Sem deixar de contratar estrangeiros. Mas com espaço para desenvolver quem poderá jogar pela seleção brasileira. Sem xenofobia. Com planejamento. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Resumo novela A Nobreza do Amor da semana: confira capítulos de 23/9 a 3/10 Bombeiros retiram corpos de Rick e vítimas de queda de helicóptero em SC Relação de 40 anos, nome igual e vida nos EUA: quem é a viúva de Rick 14 países seguem Trump e incluem PCC e CV em ação contra o terrorismo Na ONU, Lula recupera o controle da agenda