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A temporada 2026/27 da NBA está prestes a começar! A partir de terça-feira (20), a bola sobe para os primeiros dos 1.230 jogos da temporada regular, além da final da NBA Cup, play-in, playoffs e as Finals.
Os últimos meses foram marcados por um dos mercados mais malucos dos últimos anos, com LeBron James e Jaylen Brown indo para o Philadelphia 76ers , Giannis Antetokounmpo no Miami Heat , Kawhi Leonard no Toronto Raptors , LaMelo Ball no Minnesota Timberwolves , entre outras grandes negociações. Mas existem outras peças, que não jogaram na última temporada, que podem mudar várias equipes de patamar e chacoalhar toda a liga: os astros lesionados.
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A temporada retrasada, 2024/25, foi marcada por uma série de lesões gravíssimas e de longo tempo de recuperação. Em alguns casos, seja pela necessidade de maior período de reabilitação, seja por questões técnicas, toda a temporada 2025/26 foi perdida. Por isso, o ESPN.com.br separou os cinco retornos mais aguardados para a competição a partir da próxima terça-feira.
A última vez que Tyrese Haliburton pisou em quadra para uma partida oficial da NBA foi há 15 meses, durante o fatídico Jogo 7 das Finais de 2025, contra o Oklahoma City Thunder, quando rompeu o tendão de Aquiles, lesão que aparecerá outras vezes nesta lista. Os Pacers perderam a disputa para o Thunder, tiveram uma temporada 2025/26 muito abaixo do esperado e agora esperam voltar ao topo da liga. Só que a Conferência Leste mudou completamente de lá para cá. Astros migaram para as terras banhadas pelo Oceano Atlântico, aumentando a concorrência nesta que nas últimas décadas foi a conferência mais fraca da liga.
Na pré-temporada, Haliburton disputou três partidas, com média de 18 minutos em quadra. Nesses períodos, mostrou que está em forma e recuperado da lesão. Mas será que seu retorno e as contratações de Ivica Zubac e Kelly Oubre Jr. serão suficientes para devolver os Pacers à prateleira de candidatos ao título do Leste? De qualquer maneira, se chegarem lá, as expectativas serão muito altas. Afinal, as últimas lembranças de Haliburton e companhia na pós-temporada, além da lesão, são de viradas espetaculares e cestas incríveis nos últimos segundos das partidas para construir os resultados necessários.
Kyrie Irvin g não entra em quadra há ainda mais tempo que Haliburton. O último jogo do Uncle Drew foi em março de 2025, quando rompeu o ligamento cruzado anterior. No caso do armador, porém, ele já poderia ter voltado às quadras em 2025/26. Só que os Mavs não faziam uma boa campanha, e não havia muita margem para recuperação. Por isso, visando uma boa escolha de Draft na loteria, atleta e comissão decidiram adiar o retorno para a temporada 2026/27.
No total, foram 19 meses longe das quadras, o que chama a atenção para um jogador de quase 35 anos. Contudo, já sabendo que estava saudável, Irving fez uma pré-temporada mais intensa para recuperar o condicionamento físico e estar em forma logo de cara, além de fortalecer o joelho para prevenir novas lesões. Antes mesmo da reapresentação de Dallas, Kyrie disputou uma série de partidas amadoras durante o verão americano.
A expectativa no Texas é altíssima para vê-lo em quadra ao lado de Cooper Flagg, a nova estrela dos Mavs. O ala já se mostrou um jogador de altíssimo nível em seu ano de calouro e tende a crescer ainda mais tendo um armador de elite ao seu lado, não apenas para abastecê-lo ao longo das partidas, mas para transmitir experiência e dividir a responsabilidade ao longo das partidas.
E isso Kyrie sabe fazer muito bem, com grandes passagens na carreira ao lado de outros astros, como LeBron James nos Cavs e Luka Doncic nos próprios Mavs. Na temporada 2024/25, antes de se lesionar, estava com médias de 24,7 pontos (40% de aproveitamento para três pontos), 3,6 rebotes, 4,8 assistências e 1,3 roubo de bola.
Quando Damian Lillard retornar à quadra pela primeira vez desde os playoffs de 2025, será um reencontro emocioante com a torcida dos Trail Blazers. Afinal, o astro deixou a cidade de Portland há três temporadas, numa relação que claramente ficou aberta à possibilidade de retorno para as duas partes. Mas duas perguntas permanecem: o que Lillard ainda tem a oferecer aos 36 anos, vindo de um rompimento no tendão de Aquiles, e como ele se encaixa em um time dos Blazers muito diferente daquele que deixou?
Afinal, este Portland agora gira em torno de Deni Avidja , além de ter trocado de técnico duas vezes: primeiro com o brasileiro Tiago Splitter e, agora, com a chegada de Micah Nori .
E não é só Lillard que está voltando. Ja Morant também faz parte do elenco e irá estrear junto de Lillard. O armador ex-Grizzlies é outro que vem de um bom tempo machucado, embora consideravelmente menor que o de Dame. Com um estilo único e cada vez menos eficiente na liga, Morant precisará provar que ainda tem espaço na NBA ao mesmo tempo em que precisará dividir quadra, responsabilidade e protagonismo com Avdija e Lillard.
Fisicamente, porém, Dame parece estar bem. Apesar do longo tempo fora, teve uma rígida rotina de treinamentos, em que afirmou ter feito cem mil arremessos de três pontos ao longo do ano. Em dia a pontaria está. Tanto que, mesmo fora das quadras, venceu o último Desafio de Três Pontos no All-Star Game , quando disputou até de calças, sem o uniforme completo.
A ideia dos Rockets de juntarem Kevin Durant a um poderoso elenco, porém inexperiente, não surtiu o efeito necessário. E não foi uma surpresa, era imaginado que isso aconteceria desde o início da temporada. Isso porque semanas antes da campanha passada começar, Fred VanVleet rompeu o ligamento cruzado anterior e também perdeu a temporada.
Agora, volta para finalmente colocar em prática o plano da diretoria, A confiança é tamanha que o elenco é basicamente o mesmo, mostrando que a ideia segue firme e forte. VanVleet tende a dar um direcionamento muito mais eficaz para o ataque de Houston, que dependeu muito de Durant no último ano.
E mesmo a lesão sendo extremamente preocupante, pelo menos a equipe utilizou a ausência de FVV para dar mais espaço para Reed Sheppard e descobrir como Amen Thompson poderia se desenvolver como um organizador primário. Agora, como o armador de volta, a construção de jogadas para alimentar Kevin Durant e Alperen Sengun deverá funcionar da maneira que o treinador Ime Udoka espera e, quem sabe, os Rockets possam chegar às finais da Conferência Oeste pela primeira vez desde 2015.
Aqui a história é levemente diferente. Trae Young e Anthony Davis até entraram em quadra na temporada passada, mas por pouco tempo. De lá para cá, foram trocados para o Washington Wizards para serem a dupla da experiência em um elenco repleto de jovens com muito potencial.
Ao lado de AJ Dybantsa , número 1 do último Draft, Alex Sarr , Bilal Coulibaly , Kyshawn George , Bub Carrington , entre outros, Young e Davis buscarão levar os Wizards de volta aos playoffs. E pelo que mostraram na Summer League e pré-temporada, o novo elenco tem, ao menos, muita disposição de fazer isso dar certo, o que já é um grande avanço em relação às temporadas anteriores.
Em entrevista à ESPN , Young mostrou enorme motivação para recuperar o status de estrela da liga. "Quando você esteve onde eu estive e sabe o tipo de jogador que é, você sabe em qual prateleira deveria estar. E quando não estão falando de você, isso serve de motivação para um jogador... Estou muito motivado para voltar a estar nas discussões onde deveria estar e onde já estive antes", declarou.
"Eu nem preciso dizer, vocês vão ver. As pessoas pensam que sou apenas um jogador fominha que monopoliza a bola. Acho isso hilário. A melhor versão pode não ser a com mais pontos ou mais assistências. Pode ser... mas, ao mesmo tempo, estou trabalhando em tantas coisas no momento que mal posso esperar para jogar."
Nesta terça-feira (20), a partir das 20h (de Brasília) a bola sobe para New York Knicks e Philadelphia 76ers , na estreia de LeBron James contra os atuais campeões, com transmissão ao vivo da ESPN pelo Plano Premium do Disney+ e cobertura in loco no Madison Square Garden.