Conteúdo Original
Futebol Fifa contra-ataca e denuncia 'esforço orquestrado' para minar Infantino AFP 09/08/2026 09h34 Deixe seu comentário Presidente da Fifa, Gianni Infantino, discursa durante Congresso da Uefa, em Bruxelas12 de fevereiro de 2026 REUTERS/Benoit Tessier Imagem: Benoit Tessier/Reuters A Fifa contra-ataca e denuncia "um esforço orquestrado e contínuo por parte de alguns para minar a instituição e o seu presidente", Gianni Infantino, em um comunicado divulgado ontem (8), em meio à turbulência causada pelo projeto, que acabou não avançando, de abrir a entidade a investidores privados. Infantino, candidato à reeleição para o comando da Fifa em 2027, tem sido alvo de duras críticas, especialmente por parte da Uefa, entidade europeia que manteve, na quinta-feira, a ameaça de boicotar as Copas do Mundo, por considerar insuficiente a simples retirada do polêmico projeto. O dirigente ítalo-suíço não tem tido trégua desde o fracasso de seu plano de abrir a Fifa a investidores privados. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Único candidato declarado até o momento, ele precisa obter a maioria dos 211 votos dos membros da instituição para ser reeleito em março para um mandato de quatro anos no cargo que ocupa desde 2016. Classificação e jogos Copa do Mundo Acusações de favorecimento O último golpe veio na sexta-feira, quando o Telegraph publicou que o chefe do futebol mundial — que foi secretário-geral da Uefa de 2009 a 2016 — teria usado seu poder para garantir a promoção de uma funcionária da instituição com quem mantinha um relacionamento íntimo. Infantino negou categoricamente as informações da matéria. O jornal britânico, que não cita suas fontes, relata que essa funcionária, após ser promovida na Uefa, recebeu uma "indenização de seis dígitos" ao deixar o cargo, em ano não especificado, além do pagamento de despesas de um curso em uma escola de negócios, no valor de cerca de 50 mil euros (cerca de R$ 292 mil na cotação atual). Consultada pela AFP, a confederação europeia admitiu "que foi feito um pagamento" na ocasião, "acompanhado da quitação das despesas de um programa de MBA em uma escola de negócios local". Continua após a publicidade Sem mencionar a reportagem, a Fifa respondeu em comunicado neste sábado: "Informações recentes incluíram alegações infundadas e afirmações claramente falsas sobre a Fifa e seu presidente". "Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e a repetição não transforma uma acusação em verdade", acrescentou a entidade. Apoio da Conmebol e da CAF A entidade que rege o futebol mundial iniciou seu comunicado relembrando o apoio oferecido pelas confederações da América do Sul (Conmebol) e da África (CAF), ressaltando que "não apoiará, facilitará nem tolerará qualquer processo relativo à eleição do presidente da Fifa que seja incompatível com os estatutos". "Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da Fifa não devem tentar obter, por meio de acusações, insinuações ou desinformação, o que não conseguem alcançar através dos processos democráticos estabelecidos pela Fifa", acrescentou. A resposta contundente da Fifa surge quatro dias após uma reunião de crise no Marrocos, que terminou com "apoio total" da direção ao seu presidente e "pedidos de desculpas pelos erros" relacionados à tomada de decisões no projeto de privatização . Continua após a publicidade "Não foi nossa intenção que o Conselho ou as associações membro se sentissem excluídos do processo, que deveria ter sido conduzido de outra maneira", afirmou a entidade. Boicote e pedido de renúncia Não foi suficiente. Um dia depois, a Uefa reiterou seu boicote às competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo, ressaltando a "perda de confiança" em Infantino. O ítalo-suíço recebeu o apoio da CAF e, na sexta-feira, viajou a Cali para acompanhar a posse de Abelardo de la Espriella como presidente da Colômbia, onde encontrou apoio da Conmebol. "Não se pode ignorar esse grande trabalho (de Infantino)", disse o presidente da entidade sul-americana, o paraguaio Alejandro Domínguez, a um veículo de imprensa local em Cali. "É preciso continuar trabalhando pelo futebol, com diálogo. Nem sempre é preciso concordar". Continua após a publicidade Horas antes, a Federação Norueguesa de Futebol (NFF), que lidera as críticas a Infantino há vários anos, pediu sua renúncia, conforme anunciado por sua presidente, Lise Klaveness, vista por alguns observadores como uma possível candidata a sua sucessão. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim'