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Esporte Futebol Copa do Mundo Nova regra da pausa para a hidratação na Copa teria evitado o 7 a 1? Thiago Rabelo Colaboração para o UOL, em Nova Jersey (EUA) 19/06/2026 14h00 Atualizada em 19/06/2026 14h00 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Felipão faz sinal para Bernard na derrota de 7 a 1 do Brasil para a Alemanha Imagem: David Gray/Reuters Como seria Brasil x Alemanha da Copa do Mundo de 2014 se a pausa para hidratação, que já gerou sete gols em 2026 , já existisse? Na derrota por 7 a 1, a seleção brasileira sofreu quatro gols em seis minutos, justamente na janela em que o jogo é pausado nos campos de EUA, Canadá e México. Se existisse em 2014, a pausa, feita sempre aos 23 minutos do primeiro e do segundo tempo, entraria em ação logo após o 2 a 0 dos europeus e permitiria ao técnico Luiz Felipe Scolari um período para reorganizar a equipe. Para debater o tema, o UOL lançou a pergunta a alguns integrantes da seleção brasileira de 2014 sobre o cooling break e como isso poderia ter mudado o resultado da semifinal em que o país sofreu a maior derrota da sua história. Josias de Souza Wagner se consolida como quase-futuro-ex-líder Juca Kfouri Ancelotti não mostra coragem para mudar o time PVC Copa é sucesso de crítica. Deu no New York Times! José Fucs Não é de esquerda? Frases de Lula que o desmentem "Poderia ter quebrado o ritmo do jogo. Eu lembro que foram três gols, um atrás do outro, se eu não me engano", disse Willian, meia do Grêmio e que entrou em campo aos 24 minutos do segundo tempo, assim que a Alemanha marcou o sexto gol na partida. "Aquele foi um jogo em que realmente não deu nada certo para a seleção brasileira e por isso acabamos perdendo da forma que perdemos", completou. Na derrota por 7 a 1, o Brasil sofreu o primeiro gol aos 10 minutos de jogo. O segundo foi aos 22 minutos e 6 segundos. Pela regra de 2026, a semifinal seria paralisada neste momento por três minutos. A Copa atual tem visto mudanças nos jogos logo depois dessa parada. Levantamos do UOL mostrou que sete gols foram marcados dez minutos depois da pausa, por exemplo. Técnico da França, Didier Deschamps admitiu que a pausa ajuda os técnicos, mas é perigosa para times que estão na frente do placar. "Se você está dominando antes da pausa, depois dela você precisa construir esse domínio novamente". Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Sem a pausa para hidratação, a Alemanha atropelou com mais três gols aos 23, 25 e 28 do primeiro tempo —todos marcados após o minuto em que o jogo seria interrompido. Atual técnico do Azuriz, clube da Série D do Brasileiro, Alexandre Gallo fazia parte da comissão de Luiz Felipe Scolari. Ele era o observador técnico da equipe brasileira e acha que a paralisação poderia ter mudado o desfecho da semifinal. "Se tivesse essa paralisação, eu acho que isso esfriaria um pouco o ânimo do time porque aquilo foi inacreditável. A Alemanha foi nove vezes na área do Brasil e fez sete gols. Isso não existe e é algo que nunca mais vai se repetir. Foi uma loucura. Então, eu acho que se tivesse uma parada, poderia ter sido bom naquele momento", analisou Gallo, que fazia os relatórios dos adversários do Brasil na Copa do Mundo de 2014 e não ficava no banco de reservas durante o torneio. Quem estava ao lado de Felipão no gramado era Anselmo Sbragia, atual coordenador de saúde e performance do Novorizontino e auxiliar de Paulo Paixão na preparação física do Brasil em 2014. Mais de dez anos já se passaram desde a partida disputada no dia 8 de julho no Mineirão, e Sbragia segue sem interesse em rever os gols do confronto. Continua após a publicidade "Essa lembrança não é muito boa para mim. A pausa poderia ter ajudado para que não tivesse acontecido aquele placar no primeiro tempo. Mas é o 'se'. Confesso que eu nunca mais vi os gols daquele jogo. Aquele momento era para dar uma organizada no emocional. Estava tudo trabalhado, tudo pensado, mas quando saiu o segundo gol, veio a saída de bola e o terceiro gol. Desmoronamos completamente. Tomamos quatro gols em seis minutos. Isso é impensável. Se tivesse a parada naquela época, poderia ter sido um pouco antes dos 20 minutos para evitar o segundo gol", disse Sbragia. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 'Arrasados': Pais biológicos abrem mão de bebê trocado em fertilização Lula chama Neymar de 'jogador home office': 'Não tá nem jogando' Sem produção plena no Brasil, BYD tenta retomada de benefício fiscal Jornal espanhol reproduz fala falsa de Ronaldo e apaga publicação depois Cuba aprova pacote de reformas e amplia espaço ao setor privado; o que muda